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domingo, 24 de julho de 2011

Giardia atinge cães de todas as idades



Se seu cão vem apresentando um desagradável quadro de fezes pastosas de odor fétido, vômitos, perda de peso e ainda, em alguns casos, desidratação, atenção, ele pode estar infectado pelo protozoário Giardia duodenalis, o parasita causador da Giardíase Canina. A doença atinge cães de todas as idades, mas apresenta quadros mais severos em filhotes, em alguns casos levando o animal a óbito.




Segundo levantamento realizado pela Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia da Universidade de São Paulo, das 871 amostras de fezes de cães coletadas, 12,74% apresentaram ocorrência da Giardíase, porém estes valores podem ser superiores uma vez que a maioria dos cães infectados não apresenta sintomas, representando assim um grande desafio tanto para os proprietários quanto para os médicos veterinários.


Por ser considerada uma zoonose, ou seja, uma doença naturalmente transmissível dos animais para o homem, a doença coloca em risco também a saúde das pessoas, principalmente as crianças.Tanto em cães quanto em humanos, a Giardíase é resultado da ingestão acidental de cistos presentes nas fezes, nos alimentos contaminados ou até mesmo na água.


Após a ingestão, o protozoário inicia o seu parasitismo aderindo-se à parede do intestino delgado, onde provoca uma série de distúrbios relacionados à digestão e absorção de nutrientes, resultando em desordens no trânsito gastrintestinal. Em cães, é comum que a infecção ocorra em parques, praças, num simples passeio pela rua ou mesmo no banho e tosa e em hotéis.


Os animais doentes devem ser tratados com o uso de medicamentos específicos, sob orientação de um médico veterinário. No entanto, o tratamento não é garantia de que o animal esteja livre de novas infecções, uma vez que o cão, imediatamente após o término da terapia, pode infectar-se novamente, vindo a manifestar toda sintomatologia clínica característica da Giardíase Canina.


“Isso acontece porque o tratamento não tem nenhum efeito residual, isto é, uma vez que o principio ativo da medicação seja eliminado pelo organismo, o cão estará novamente sujeito a novas infecções”, esclarece o Médico Veterinário Frederico Grigoletto.