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sexta-feira, 30 de julho de 2010

Saúde Animal - Projeto Castração de Animais Domésticos - Rio de Janeiro


Saúde Animal - Projeto Castração de  Animais Domésticos

Mais uma oportunidade para castrar seu bichinho de estimação ou apadrinhar a castração de um animal de rua, evitando o abandono e o sofrimento de
animais inocentes
.

Além da esterilização, estaremos realizando outros tipos de procedimentos: retirada de tumor, coleta de material para exames, vacinas, limpeza de tártaro, entre outros.


Disponibilizamos anestesia inalatória para os animais que necessitam desse tipo de procedimento

                          Veterinárias responsáveis: 


Patrícia Mafei e Jackeline Ribeiro.            

Local do Centro Cirúrgico: Méier.









Agendamentos: saudeanimalrio@gmail.com

Tel: (21) 9996-6739


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Saúde Animal

Clínica Geral, Acupuntura, Cirurgias, Vacinas
Atendimento domiciliar
Preços Especiais Para Protetores
Agendamentos Pelo Telefone (21) 9996-6739
         e-mail: saudeanimalrio@gmail.com

quarta-feira, 28 de julho de 2010

ESTERILIZAÇÃO SIM, ANTICONCEPCIONAL NÃO

A UNIÃO INTERNACIONAL PROTETORA DOS ANIMAIS – UIPA/CEARÁ 
convoca os protetores de animais, para solicitar do Ministério da Saúde e do Conselho Federal de Medicina Veterinária a proibição da utilização e fabricação de anticconcepcionais para gatas e cadelas


GATA OPERADA COM PIOMETRA



CADELA OPERADA COM PIOMETRA

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No dia 27.07.2010, esta cadela sem raça definida, de porte médio, foi operada pelo médico veterinário da Uipa, Dr. Péricles Duarte Portela.
O que se vê na foto é o útero do animal de tamanho exageradamente aumentado, em virtude de encontrar-se cheio de pus. Tudo isso porque lhe foi aplicado anticoncepcional.
Diante desse fato, que inclusive é corriqueiro, havendo o Dr. Portela já realizado inúmeras cirurgias semelhantes, solicitamos que os protetores de animais, se empenhem em solicitar do Ministério da Saúde e do Conselho Federal de Medicina Veterinária a proibição da utilização e fabricação de tal produto.

Jamais dê anticoncepcional a sua cadela ou gatinha, pois seu bichinho poderá morrer de uma morte lenta e dolorosa.

A aplicação de anticoncepcional em cadelas e gatas, provoca efeitos colaterais, culminando com infecção no útero causando piometra.

Médicos veterinários afirmam que 80% dos casos de piometra em cadelas e gatas, são causados pelo anticonpeccional.

PROCURE UM MÉDICO VETERINÁRIO PARA FAZER A ESTERILIZAÇÃO CIRÚRGICA DO SEU ANIMALZINHO.

A médio prazo, o custo da cirurgia será compensado pelos gastos com alimentação e medicamentos do animal gestante e filhotes.  




Conselho de Medicina Veterinária(Federal): cfmv@cfmv.org.br

SIA Trecho 6 – Lotes 130 e 140 - Brasília-DF - CEP 71205-060
Fone: (61) 2106-0400 - Fax: (61) 2106-0444 - Expediente: 08:00 às 12:00 - 13:00 às 17:00





Coordenação-Geral do Sistema Nacional de Ouvidorias (CGSNO)
Coordenadora: Maria Francisca Abritta Moro
Tel.: (61) 3306-7460
Fax: (61) 3306-7467
          
Disque Saúde - 0800 61 1997

         








UNIÃO INTERNACIONAL PROTETORA DOS ANIMAIS – UIPA
CNPJ nº nº. 35065.275/0001-98 – ISS nº 15.772-4
Declarada de utilidade pública pela Lei Municipal nº. 6652/90 e DF nº 6504/89
Afiliadada da World Society for the Protection Animals - WSPA

Parlamento da Catalunha proíbe touradas




Parlamento da Catalunha proíbe touradas

Com a decisão, a região torna-se a segunda da Espanha a banir a prática
O parlamento catalão aprovou nesta quarta-feira, com 68 votos a favor, 55 contra e nove abstenções, um decreto de proteção dos animais que implica na proibição das touradas na região, que fica no nordeste da Espanha. A lei entra em vigor a partir de 2012. Com a decisão, a Catalunha torna-se a segunda região espanhola a proibir a prática, depois das Ilhas Canárias, em 1991. 

O projeto surgiu por meio de uma Iniciativa Legislativa Popular (ILP), apresentada em dezembro de 2009 por grupos de oposição às touradas. Simpatizantes e opositores estavam mobilizados desde terça-feira, aguardando uma votação que prometia ser acirrada. Esta virou uma questão política na região onde, segundo o jornal madrilenho El Mundo, "a ideia é extinguir tudo o que for espanhol".

Nos últimos dias, o tema foi recorrente na imprensa conservadora do país, que via na possível proibição uma vontade de revanche dos políticos catalães, depois de uma recente decisão do Tribunal Constitucional que retirou certos aspectos do estatuto de autonomia da região. 

Opositores das touradas, cada vez mais numerosos na Catalunha e apoiados por poderosas organizações internacionais de defesa dos animais, relembram que esta tradição está perdendo força na região, onde apenas a Praça Monumental de Barcelona continua a organizar eventos do tipo. 

O setor gera cerca de 40 mil empregos e rende bilhões de euros por ano, mas desde 2009 vem sentindo os efeitos negativos da crise econômica. 

Inúmeras regiões espanholas, inclusive Madri, anunciaram, assim que se iniciou o debate catalão, suas intenções de inscrever a tourada como "patrimônio cultural", com o objetivo de proteger a tradição.



http://zerohora.clicrbs.com.br/zerohora/jsp/default.jsp?uf=1&local=1&section=Mundo&newsID=a2986198.xml
Segue o convite para Manifestação Pública do Movimento de Proteção Animal de Macaé/RJ.

Venham e tragam toda sua família!

Pedimos a gentileza de NÃO levar animais (cães e gatos) porque este tipo de evento estressa e assusta os mesmos.

Você PODE levar: bichos de pelúcia ou brinquedo, cartazes com o tema e outras formas de animação lícita em eventos públicos.

A Manifestação Pública acontecerá durante as comemorações do aniversário de Macaé em Imbetiba.

PARTICIPE E REPASSE ESTE CONVITE!!!!!!!!!!

QUEM PUDER, IMPRIMA E COLE O CARTAZ EM LOCAIS PÚBLICOS!

Protetores dos Animais de Macaé - PAM



Contatos: milena.antolin@terra.com.br




    





APOIE AS CAMPANHAS SENTIENS PELOS ANIMAIS

APOIE AS CAMPANHAS SENTIENS PELOS ANIMAIS

Criação da 1ª Promotoria de Defesa Animal


Contra a liberação dos maus-tratos aos animais

Lei de experiências em animais ofende a Constituição Federa





Lei de experiências em animais ofende a Constituição Federal


A legislação que permite a realização de experiências em animais, em uma abordagem interpretativa atual afronta a Constituição Federal, que veda justamente atos abusivos ou cruéis cometidos contra os animais. A análise é feita pelo advogado Daniel Braga Lourenço, diretor do IAA (Instituto Abolicionista Animal), para ele, contudo, essa visão de respeito à dignidade dos animais não tem prevalecido permitindo que a legislação infraconstitucional valide determinadas práticas. 


O especialista explica que para o legislador “a pesquisa que faz uso de animais é vista como supostamente necessária o que, portanto, legitimaria o sofrimento animal a ela inerente”.


Daniel Braga Lourenço é professor de Direito da UFRRJ (Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro) e membro do ALDF (Animal Legal Defense Fund) e autor do livro, “Direito dos Animais: Fundamentação e Novas Perspectivas”. Ele sustenta que infelizmente, “enquanto a sociedade como um todo continuar a explorar os animais para as mais diversas finalidades, alimentares, vestuário, entretenimento, dificilmente conseguiremos avanços significativos em pontos sensíveis e delicados como a experimentação animal”.


Para o especialista, a sociedade sempre teve dificuldade para pensar objetivamente a respeito da natureza dos animais não-humanos. “Se admitíssemos que são, ao menos em certa medida, autônomos, racionais, vulneráveis, e, principalmente, sencientes, ou seja, capazes de sensações de dor e prazer, seríamos obrigados a repensar radicalmente o modo com que os tratamos”.


O advogado é favorável à iniciativa de se criar a Promotoria de Defesa Animal em São Paulo que pode representar um avanço significativo para a defesa dos direitos dos animais na medida em que o Ministério Público é uma entidade muito “respeitada e aparelhada para promover a tutela jurídica dos animais”.


Ele defende também que temas como ética animal e o direito dos animais sejam ensinados nas escolas e faculdades. Veja a entrevista que Daniel Braga Lourenço concedeu ao Observatório Eco, com exclusividade.








Observatório Eco: Por que é tão difícil o homem conviver pacificamente com seus semelhantes, os animais? De que maneira a ética e o direito lidam com essa questão? 






Daniel Braga Lourenço: De fato, sempre houve dificuldade para pensarmos objetivamente a respeito da natureza dos animais não-humanos. Se admitíssemos que são, ao menos em certa medida, autônomos, racionais, vulneráveis, e, principalmente, sencientes, ou seja, capazes de sensações de dor e prazer, seríamos obrigados a repensar radicalmente o modo com que os tratamos.



A moralidade tradicional, bebendo em fontes aristotélicas, baseia-se na ideia de que a vida humana possui um valor moral diferenciado. Nesse sentido, a vida humana seria única, sagrada, enquanto que, de outro lado, a vida não-humana possuiria pouco ou nenhum valor inerente.

O campo do Direito apropriou-se dessa tese, construindo, a partir daí, o dogma do animal como coisa (bem móvel ou semovente), como objeto, como mero item de propriedade, e, simultaneamente, elevando simbolicamente o homem à categoria de único sujeito de direito.

Assim é que, nessa linha, as leis de proteção animal existentes adotam uma visão moral apenas indireta por meio da qual os animais são protegidos não por titularizarem direitos subjetivos fundamentais, mas sim por atenderem às finalidades humanas. Assim sendo, estas leis em geral apenas regulamentam as instituições de uso e exploração dos animais como instrumentos para os objetivos humanos.

No entanto, esta visão é equivocada, por ser completamente alheia à realidade biológica subjacente. Desde o século XIX, a perspectiva evolucionária afirma categoricamente que não há diferenças absolutas entre o homem e o restante dos animais, bem como entre os membros de todas as espécies animais. O reflexo da constatação da ancestralidade comum no campo moral é, portanto, o de que o critério do pertencimento à determinada espécie é um critério equivocado para julgarmos como um indivíduo deve ser tratado.

É certo que determinados atributos, tais como uma maior capacidade cognitiva e intelectiva, podem vir a determinar tratamentos diferenciados, como no caso, por exemplo, do acesso à educação formal. Admitimos humanos em escolas e faculdades e animais não, pois não-humanos não conseguem ler e escrever, aptidões tidas como fundamentais para o ensino tradicional. Entretanto, imaginemos que o assunto agora não é mais o direito ao ensino, mas sim o de não ser torturado ou instrumentalizado como uma coisa.

A incapacidade dos animais de ler e escrever, nesse caso, é totalmente irrelevante. Humanos e não-humanos, neste aspecto, estão “no mesmo barco”, por compartilharem a capacidade da senciência. Decorre justamente deste reconhecimento o fato de que humanos e não-humanos merecem tratamento igualitário onde estiver presentes a proteção de interesses similares ou análogos.

Assim é, portanto, que principalmente a partir da década de 70, surgem pensadores importantes que pretendem repensar o estatuto moral e jurídico dos animais.




Observatório Eco: O Brasil aprovou a lei Arouca, 11.794/2008, que permite a realização de experiências com os animais. Existem aspectos dessa nova legislação que possam ser contestados judicialmente? Essa legislação não ofende de alguma forma a Constituição Federal? Ou é um caminho sem volta? Dificilmente o Brasil irá banir essa prática?






Daniel Braga Lourenço: Infelizmente, a maior parte dos cientistas e pesquisadores está imersa no mesmo paradigma de coisificação da vida animal. Neste sentido, há uma tendência de justificativa da questão da experimentação com animais sob o argumento meramente utilitário do “mal necessário”.



A Lei Arouca, Lei n.º 11.794/08, enquadra-se no modelo de norma protetiva abordada na pergunta anterior, ou seja, ela somente regulamenta uma prática (utilização de animais para finalidade científica ou didática) que explora os animais como instrumentos, como coisas.

Penso que estas leis, numa abordagem hermenêutica mais atual, afrontam o mandamento constitucional contido no art. 225, § 1º, VII, que veda justamente os atos abusivos ou cruéis cometidos contra os animais. A meu juízo, há um reconhecimento implícito, contido neste dispositivo constitucional, da dignidade da vida não-humana, ou como pretendem os constitucionalistas alemães, da “dignidade da criatura”. Sob este ponto de vista, mais avançado, normas que consentem com práticas abusivas ou cruéis deveriam ser vedadas por afrontarem diretamente a própria Constituição Federal. Todavia, esta ainda não é a interpretação prevalente. Entende-se que a legislação infraconstitucional poderia excepcionar determinadas práticas que não traduzam o paradoxal “sofrimento desnecessário”. Assim, a pesquisa que faz uso de animais é vista como supostamente necessária, o que, portanto, legitimaria o sofrimento animal a ela inerente.

O modelo animal pareceu viável nos séculos XVIII e XIX, pois os conhecimentos fisiológicos e anatômicos ainda eram bastante incipientes. Hoje, em pleno século XXI, essas idéias são claramente comodistas e obsoletas.

A própria “Lei Arouca”, em seu artigo 14, § 3º, e a Lei de Crimes Ambientais (Lei n. 9.605/98), em seu artigo 32, § 1º, estabelecem o princípio de que a experimentação com animais é atividade excepcional, que nunca deve ser realizada se existirem métodos substitutivos à prática.

Felizmente hoje já contamos com inúmeras opções de métodos que tornam o uso dos animais completamente descabido. Nas poucas atividades em que ainda não contamos com a substituição deveríamos rejeitar a utilização dos animais em razão da ausência de consentimento, premissa fundamental para a pesquisa científica em todo o mundo.

A pesquisa científica que faz uso de animais convive com um paradoxo insolúvel, qual seja: ou os animais são iguais a nós em todos os aspectos biológicos relevantes e não devemos levar adiante a pesquisa não-consentida pelas mesmas razões pelas quais não a conduzimos em seres humanos, ou os animais são diferentes de nós nesses mesmos aspectos e, por esse motivo, pela impossibilidade real de extrapolação e derivação de resultados, a pesquisa seria igualmente injustificável do ponto de vista técnico.

Enquanto a sociedade como um todo continuar a explorar os animais para as mais diversas finalidades, alimentares, vestuário, entretenimento, dificilmente conseguiremos avanços significativos em pontos sensíveis e delicados como a experimentação animal.




Observatório Eco: Para regulamentar a lei de experiências em animais, foi criado o Concea (Conselho Nacional de Controle de Experimentação Animal), mas a exemplo, do que acontece com o Ctnbio, que valida todo tipo de experiência com transgênicos, parece que o Concea será apenas um órgão que irá validar as experiências, e dificilmente, terá como controlar efetivamente as más-práticas desta conduta. Qual a sua avaliação do problema?






Daniel Braga Lourenço: A composição do CONCEA, tratada no art. 7º da Lei n. 11.794/08, é basicamente de pessoas ligadas à atividade de uso de animais para pesquisa, seja ela para fins didáticos ou científicos.



Assim sendo, a observação feita antes continua válida, ou seja, os pesquisadores, de forma geral, são pessoas que estão imersas no paradigma coletivo atual de exploração dos animais como objetos, e, por esta razão, tendem a defender o modelo animal sob premissas meramente utilitárias.

Nessa linha, dificilmente haverá realmente um trabalho consistente por parte deste órgão no sentido de privilegiar a substituição do uso dos animais. O prognóstico é ruim para os animais e o controle efetivo das práticas abusivas continuará a cargo da sociedade.

Por essa razão é que penso ser fundamental implementar a educação ambiental, e dentro desta matéria, a ética animal e o direito dos animais, como disciplina a ser ministrada em escolas e faculdades. Será somente com um aprofundamento deste debate que conseguiremos modificar a situação atual de completo descaso para com a vida animal.




Observatório Eco: Muitas das práticas de desrespeito aos animais são efetuadas nos cursos de veterinária, profissão que deveria amparar os animais, por que ocorre essa distorção? 






Daniel Braga Lourenço: Esta é uma distorção observável em muitos cursos que deveriam realmente dar maior valor à vida animal. Infelizmente esta é uma realidade que não é exclusividade das carreiras médicas-veterinárias.



A sociedade inteira está entorpecida com o uso dos animais. Vivemos em estado de eterno torpor e não enxergamos ou não fazemos força para enxergar algo bastante claro que é a vulnerabilidade e a sensibilidade dos animais.Segundo frase atribuída a Albert Einstein, “é mais fácil desintegrar um átomo do que um preconceito”. Em se tratando de animais há muito preconceito envolvido.




Observatório Eco: São Paulo busca criar uma Promotoria de Defesa do Animal, contudo sempre vem alguém dizendo o velho argumento, com tanta pobreza, tanta criança desamparada, por que defender os direitos dos animais? Como o senhor avalia esse tipo de comportamento?






Daniel Braga Lourenço: Esse tipo de colocação é bastante comum, mas penso ser equivocada. A luta pelo reconhecimento dos direitos dos animais não é algo que seja excludente à luta pelo reconhecimento e melhoria da dignidade humana, pelo contrário.



Entendo que os dois temas estão umbilicalmente ligados, pois trabalham com as mesmas premissas e com a mesma raiz teórica de luta contra a opressão e a discriminação.

Interessante é notar que muito dos primeiros pensadores da questão animal foram grandes reformistas sociais que lutaram intensamente pelo reconhecimento dos direitos humanos. Quando pretendemos que animais possuam direitos subjetivos fundamentais não queremos alçá-los à condição humana e, tampouco, supostamente rebaixar o nível de proteção já alcançado para a humanidade.

Parece-me bastante claro que os reais defensores dos direitos dos animais são pessoas pacifistas que também compreendem que o próprio animal humano ainda é também tratado com abuso em diversas situações. As lutas são lutas irmãs, interdependentes.

Além deste aspecto, se formos aguardar que todos os problemas humanos sejam efetivamente solucionados para só então enfrentarmos outras questões, nós nunca as abordaremos, pois, sinceramente, estamos longe de qualquer solução para nossos problemas.




Observatório Eco: O senhor é favorável à criação da Promotoria de Defesa Animal? Por quê?






Daniel Braga Lourenço: O deputado estadual e promotor de justiça Fernando Capez protocolou, no dia 14/04, solicitação para que o Procurador Geral de Justiça de São Paulo apresente à Assembleia Legislativa um projeto de lei criando a 1ª Promotoria de Defesa Animal do país.



Esta ideia da Promotoria é do ilustre promotor de justiça Laerte Levai em tese que apresentou nos idos de outubro de 2007, no X Congresso das Promotorias de Justiça do Meio Ambiente do Ministério Público do Estado de São Paulo.

A iniciativa é sensacional e pode representar um avanço significativo para a causa na medida em que o Ministério Público é uma das entidades mais respeitada e aparelhada para promover a tutela jurídica dos animais.




Observatório Eco: Por que as políticas públicas falham quando o tema é resguardar a vida dos animais e também das outras biodiversidades?






Daniel Braga Lourenço: Entendo que as políticas públicas falham por imaginar que a questão animal seja uma questão secundária. Hoje percebemos que as questões ambientais já lograram sair do limbo em que se encontravam pela influência que têm sobre a dignidade do próprio homem.



Todavia, melhor estaríamos se entendêssemos que devemos proteger o planeta não pelo seu valor indireto ou reflexo, mas pelo seu valor próprio. Neste sentido, animais são seres vulneráveis, sencientes, que fazem jus à consideração moral direta, por possuírem valoração inerente.

No momento em que nos dermos conta desta realidade, seremos forçados a modificar o panorama de nossas políticas públicas relacionadas à causa animal. Infelizmente, na maior parte das vezes elas sequer existem ou são implementadas.






Fonte:www.observatorioeco.com.br/index.php/lei-de-experiencias-em-animais-ofende-a-constituicao-federal/

terça-feira, 27 de julho de 2010

Venda de filhotes é proibida em pelo menos 35 cidades dos EUA

Venda de filhotes é proibida em pelo menos 35 cidades dos EUA

             Foto: UPI
Pet shops de pelo menos 35 cidades dos EUA atenderam aos pedidos de grupos pelos animais e baniram a venda de filhotes, conscientizando possíveis compradores a respeito da adoção.

De acordo com matéria publicada no site da UPI, centenas de donos de comércios da nação já pararam de vender animais e algumas cidades estão proibindo, por lei, a venda de cães, gatos e outros bichos pequenos.

O apelo por “pet shops amigas dos animais” foi promovido pela Humane Society dos Estados Unidos, a maior organização americana de proteção animal.

“Essas lojas dão um exemplo positivo de responsabilidade que outras empresas deveriam seguir”, disse a diretora da campanha antifábrica de filhotes da HSUS Stephanie Shain. “Pet shops que se beneficiam da indústria cruel de filhotes precisam fazer a coisa certa e parar de vender animais. Abrigos do país todo estão lotados de animais que precisam de um lar.”

Esse mês, a Câmara da cidade de West Hollywood votou de forma unânime para banir a venda de gatinhos e cachorrinhos, enquanto a cidade de São Francisco está debatendoa questão em um nível muito mais abrangente.

Em West Hollywood, Califórnia, que em 2002 mudou a lei municipal para referir-se a cães e gatos como companheiros e não pets, as lojas terão autorização para vender animais de abrigos do sul do estado, mas não animais vindos de criadouros comerciais.

Já São Francisco propôs uma lei que tornaria ilegal a venda de qualquer animal.

“As pessoas compram animais pequenos no impulso, sem saber onde estão se metendo, e os animais acabam em abrigos, sendo frequentemente sacrificados”, disse a congressista Sally Stephens. “É isso que queremos abolir.”

Críticos dizem que a lei de São Francisco vai além do apelo para acabar com fábricas de filhotes e exploração animal. Alguns dizem que deveria existir um período para o possível consumidor pensar antes de adotar um animal, evitando o impulso do momento. Outros dizem ainda que proibir a venda de animais irá apenas criar um mercado negro na área.

São poucas as lojas que ainda vendem animais e o hamster é a maior vítima das compras por impulso. Não existem grupos de resgate para hamsters e quase todos os roedores rejeitados acabam sacrificados.

“É definitivamente uma preocupação”, disse Rebeca Katz, diretora da San Francisco Animal Care and Control.

Não existem argumentos a favor de fábricas de filhotes, que criam milhões de animais por ano em condições chocantes e cruéis, sendo que muitos desenvolvem problemas psicológicos sérios ou danos permanentes à saúde. Animais de criadouros são abusados e abandonados quando ficam velhos ou “menos ativos”, e os filhotes crescem em pequenas gaiolas ou canis sem oportunidade de socialização ou contato com humanos.

A Humane Society diz que de três a nove mil pet shops vendem filhotes, principalmente por meio de websites atraentes.

“As pessoas vêm um filhotinho fofo numa gaiolinha, mas não veem onde ele foi criado e as condições degradantes em que seus pais vivem”, disse Kim O’Brien, sócio da Uppity Puppy de Oakland, Michigan.

A síndrome dos colecionadores de animais






A síndrome dos colecionadores 
de animais

Randy Frost - Doutor em psicologia do Smith College, de Massachusetts, nos Estados Unidos.




Colecionar animais (animal hoarding) 

É um comportamento humano patológico, que envolve a necessidade compulsiva de ter e controlar animais, associada à incapacidade de reconhecer o sofrimento deles. 
Implica o crime de maus tratos aos animais e envolve sérias questões de saúde pública.








ÉPOCA - Como um colecionador de animais patológico se diferencia de um cachorreiro normal?

Randy Frost- Observamos se os animais estão recebendo tratamento adequado. Há pessoas que possuem vários animais e são capazes de cuidar bem deles, mas em um dado momento alguma coisa acontece e surge um desequilíbrio. Normalmente é algum tipo de perda, seja financeira ou de alguma pessoa querida. A partir daí essas pessoas não conseguem mais cuidar dos animais como cuidavam antes e eles passam a sofrer. Elas não percebem que seu comportamento mudou e não tomam uma providência para voltar ao normal. 

ÉPOCA - Então tudo começa a dar errado a partir de uma situação nova?

Frost-Sim, em alguns casos. Esse é um dos perfis de colecionadores de animais. Uma das características dessa síndrome é a ligação forte que essas pessoas sentem com os animais. Muita gente que cria bichos de estimação em casa se sente ligada afetivamente com eles, mas nos colecionadores essa ligação é tão próxima que eles não conseguem deixar o animal ir embora, mesmo quando está claro que ele ficaria melhor em outro lugar. Muitas vezes gastam muito dinheiro e muito tempo por causa disso. A situação até pode seguir sob controle durante algum tempo. O problema é quando, por alguma questão financeira, familiar ou de saúde, a pessoa não tem mais condições de cuidar dos bichos, mas já não consegue se desapegar deles e procurar um novo cuidador

ÉPOCA - O que pode ser feito para ajudar essas pessoas e esses animais?

Frost -Nós não sabemos qual é a melhor estratégia. Conheço pessoas que foram colecionadoras de animais e hoje estão livres do problema. Elas contam que, enquanto estavam agindo como colecionadoras, simplesmente não percebiam o que estava acontecendo. Não enxergavam que podiam viver sem tantos animais, e que aqueles animais também conseguiriam viver muito bem sem eles. Depois que eles ficaram sem os animais, adquiriram uma nova perspectiva daquela situação. [Nos Estados Unidos esses casos são resolvidos judicialmente: os animais são recolhidos e os colecionadores são proibidos de criar animais novamente] Finalmente perceberam que na verdade estavam prejudicando seus bichos. O problema é que os abrigos costumam não ser espaçosos o bastante para acomodar tantos. Então algumas vezes eles são sacrificados.

ÉPOCA - O medo dos colecionadores é justamente esse, não?

Frost -Sim, eles sentem que têm a missão de evitar a morte dos animais. Eles seguem o raciocínio de que um animal doente ou tratado inadequadamente é melhor do que um animal morto. O que me parece é que a melhor estratégia para começar a recuperação dos colecionadores é criar um ambiente estável e evitar que eles colecionem mais animais. É muito difícil conseguir que as pessoas se desfaçam de seus bichos. 

ÉPOCA -E dá pra prevenir esse comportamento?

Frost -O que acontece aqui - e acredito que no Brasil aconteça a mesma coisa - é que essas pessoas são facilmente identificadas em suas comunidades como "a mulher dos gatos", ou algo assim. E aí os vizinhos que não querem mais seus gatos vão jogá-los dentro da casa dessa mulher. E isso contribui para agravar o problema. E o que essa mulher vai fazer? Ela não será capaz de despejá-lo na rua, pois tem medo de que o gato não sobreviva. 

ÉPOCA - Há como parar esse ciclo vicioso?

Frost - Sim, quando há clínicas veterinárias e abrigos que os colecionadores freqüentem. Os profissionais desses lugares podem ficar de olho nos colecionadores e puxá-los para uma conversa. Eles podem falar sobre o estado de saúde dos animais e oferecer algum tipo de ajuda.

ÉPOCA - Aqui a internet tem sido uma aliada de cachorreiros e ONGs na meta de aumentar as adoções. Você vê essas redes positivamente?

Frost -Acho que a internet é um ótimo recurso para resolver esse tipo de problema. Só que ela é ao mesmo tempo um lugar onde os problemas podem ficar piores, pois os colecionadores podem procurar ainda mais animais na internet.

Características do comportamento de um colecionador de animais

  • Incapaz de colocar um limite no número de animais abrigados
  • Mantém um número anormal de animais em casa
  • Incapaz de dar aos animais o mínimo de condições de vida: alimento adequado, água, cuidados veterinários, e  higienização do animal e do ambiente (as fezes e a urina se acumulam)
  • Inábil para admitir a própria incapacidade de cuidar minimamente dos animais e perceber o impacto negativo em sua própria saúde e bem-estar, na das pessoas próximas e dos animais abrigados
  • Incapaz de agir sobre a deterioração das condições dos animais ou do ambiente
  • Incapaz de doar um animal que seja (há casos em que nem os animais mortos são retirados do local) 
  • Evita situações que poderão expô-lo, como, p.ex., receber amigos em casa


 



Lidando com o colecionador


Uma das formas mais efetivas de lidar com situações de Hoarding é montar uma força-tarefa nterdisciplinar, envolvendo representantes de todas áreas envolvidas. Nos Estados Unidos, muitas comunidades montaram equipes com pessoas da área da saúde pública, serviço social, fiscalização do código de posturas e grupos de proteção aos animais, para um esforço conjunto na condução destes casos.

Fonte: http://revistaepoca.globo.com/Revista/Epoca/1,,EDG75402-5856,00.html

domingo, 25 de julho de 2010

O MODELO ANIMAL

O MODELO ANIMAL


Sérgio Greif - sergio_greif@yahoo.com


Se um pesquisador propusesse testar um medicamento para idosos utilizando como modelo moças de vinte anos; ou testar os benefícios de determinada droga para minimizar os efeitos da menopausa utilizando como modelo homens, certamente haveria um questionamento quanto à cientificidade de sua metodologia. 

Isso porque assume-se que moças não sejam modelos representativos da população de idosos e que rapazes não sejam o melhor modelo para o estudo de problemas pertinentes às mulheres. Se isso é lógico, e estamos tratando de uma mesma espécie, por que motivo aceitamos como científico que se teste drogas para idosos ou para mulheres em animais que sequer pertencem à mesma espécie? 

Por que aceitar que a cura para a AIDS esteja no teste de medicamentos em animais que sequer desenvolvem essa doença? E mesmo que o fizessem, como dizer que a doença se comporta nesses animais da mesma forma que em humanos? Mesmo livros de bioterismo reconhecem que o modelo animal não é adequado. 

Dados experimentais obtidos de uma espécie não podem ser extrapolados para outras espécies. Se queremos saber de que forma determinada espécie reage a determinado estímulo, a única forma de fazê-lo é observando populações dessa espécie naturalmente recebendo esse estímulo ou induzi-lo em certa população. 

Induzir o estímulo esbarra no problema da ética e da cientificidade. Primeira pergunta: será que é certo, será que é meu direito pegar indivíduos e induzir neles estímulos que naturalmente não estavam incidindo sobre eles? Segunda pergunta: será que é científico, se o organismo receber um estímulo induzido, de maneira diferente à forma como ele naturalmente se daria, será ele modelo representativo da condição real? 

Ratos não são seres humanos em miniatura. Drogas aplicadas em ratos não nos dão indícios do que acontecerá quando seres humanos consumirem essas mesmas drogas. Há algumas semelhanças no funcionamento dos sistemas de ratos e homens, é claro, somos todos mamíferos, mas essas semelhanças são paralelos. Não se pode ignorar as diferenças, as muitas variáveis que tornam cada espécie única. Essas diferenças, por menores que pareçam, são tão significativas que por vezes produzem resultados antagônicos. 

Testes realizados em ratos não servem tampouco para avaliar os efeitos de drogas em camundongos. Isso porque apesar de aparente semelhança, ambas as espécies possuem vias metabólicas bastante diferentes. Diferenças metabólicas não são difíceis de encontrar nem mesmo dentro de uma mesma espécie, admite-se que as drogas presentes no mercado são efetivas apenas para 30-50% da população humana. 

Na prática o que acontece é que um rato pode receber uma dose de determinada substância e metabolizá-la de maneira que ela se biotransforme em um composto tóxico. A toxicidade mata o rato, mas no ser humano essa droga poderia ser inócua, quem sabe a resposta para uma doença severa. Por outro lado, o teste em ratos pode demonstrar a segurança de uma droga que no ser humano se demonstre tóxica. 

Centenas de drogas testadas e aprovadas em animais foram colocadas no mercado para uso por seres humanos e precisaram ser recolhidas poucos meses após, por haverem sido identificados efeitos adversos à população. Se as pesquisas com animais realmente pudessem prever os efeitos de drogas a seres humanos, esses eventos não teriam ocorrido. Dessa forma, pode-se inferir que a pesquisa que utiliza animais como modelo não só não beneficia seres humanos, como também potencialmente os prejudica. 

O modelo de saúde que defendemos é aquele que valoriza a vida humana e animal. Os interesses da indústria farmacêutica e das instituições de pesquisa que lucram com a experimentação animal não nos dizem respeito. Buscamos por soluções reais para problemas reais. 

Os maiores progressos em saúde coletiva se deram através de sucessivas mudanças no estilo de vida das populações. Há uma forte co-relação entre nossa saúde e o estilo de vida que levamos. Se nosso estilo de vida é dessa ou daquela forma, isso reflete em nossa saúde. Está claro que as doenças sejam reflexo, em grande parte, de nosso estilo de vida e que a cura deva estar em correções nesses hábitos.


Fonte:Infosentiens