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sexta-feira, 16 de março de 2012

Eu venho me perguntando o porquê de tantos animais com câncer...
Será esta a resposta?


O milho leva agrotóxico e vai alimentar o frango que recebe hormônios que vai virar ração que recebe conservantes e mais uma dúzia de "...antes"


imagem:
http://www.nossofuturoroubado.com.br
 


Cinco esclarecimentos sobre agrotóxicos, alimentos orgânicos e agroecológicos 

Por Campanha Permanente contra o uso de Agrotóxicos e pela Vida .(www.contraosagrotoxicos.org)



Na primeira semana de 2012, veículos da mídia de grande circulação divulgaram informações parciais e incorretas sobre o uso de pesticidas nos alimentos.

Nós, da Campanha Permanente Contra os Agrotóxicos e Pela Vida, contestamos essas informações e, com base no conhecimento de diversos cientistas, agrônomos, produtores e distribuidores de alimentos orgânicos, aproveitamos essa oportunidade para dialogar com a sociedade e apresentar nossos argumentos a favor dos alimentos sem venenos.

1. O nome correto é agrotóxico ou pesticida e não “defensivo agrícola"



Como afirma a engenheira agrônoma Flávia Londres: “A própria legislação sobre a matéria refere-se aos produtos como agrotóxicos.” E o engenheiro agrônomo Eduardo Ribas Amaral complementa: “Mundialmente o termo utilizado é ‘pesticida’. Não conheço outro país que adote o termo ‘defensivo agrícola”.

2. O nível de resíduos químicos contido nos alimentos comercializados no Brasil é muito preocupante e requer providências imediatas devido aos sérios impactos que gera na saúde da população

Voltamos a palavra à engenheira agrônoma Flavia Londres: “A revista se propõe a tranquilizar a população, certamente alarmada pelo conhecimento dos níveis de contaminação da comida que põe à mesa. Os entrevistados na matéria são conhecidos defensores dos venenos agrícolas, alguns dos quais com atuação direta junto a indústrias do ramo. Os limites ‘aceitáveis’ no Brasil são em geral superiores àqueles permitidos na Europa – isso pra não dizer que aqui ainda se usam produtos já proibidos em quase todo o mundo”.

O engenheiro agrônomo Eduardo Ribas Amaral nos traz outra informação igualmente importante: “A matéria induz o leitor a acreditar que não há uso indiscriminado de agrotóxicos no país, quando a realidade é de um grande descontrole na aplicação desses produtos, fato indicado pelo censo do IBGE de 2006 e normalmente constatado a campo por técnicos da extensão rural e por fiscais responsáveis pelo controle do comércio de agrotóxicos”.

3. Agrotóxicos fazem muito mal à saúde e há estudos científicos importantes que demonstram esse fato



Com a palavra a Profª Dra. Raquel Rigotto, da faculdade de Medicina da Universidade Federal do Ceará: “No Brasil, há mais de mil produtos comerciais de agrotóxicos diferentes, que são elaborados a partir de 450 ingredientes ativos, aproximadamente. Os agrotóxicos têm dois grandes grupos de impactos sobre a saúde. O primeiro é o das intoxicações agudas, aquelas que acontecem logo após a exposição ao agrotóxico, de período curto, mas de concentração elevada. O segundo grande grupo de impactos dos agrotóxicos sobre a saúde é o dos chamados efeitos crônicos, que são muito ampliados. Temos o que se chama de interferentes endócrinos, que é o fato de alguns agrotóxicos conseguirem se comportar como se fossem o hormônio feminino ou masculino dentro do nosso corpo; enganam os receptores das células para que aceitem uma mensagem deles. Com isso, se desencadeia uma série de alterações – inclusive má formação congênita; e hoje está provado que p ode ter a ver com esses interferentes endócrinos. Pode ter a ver com os cânceres de tireóide, pois implica no metabolismo. E cada vez temos visto mais câncer de tireóide em jovens. Pode ter a ver com câncer de mama. E também leucemias, nos linfomas. Tem alguns agrotóxicos que já são comprovadamente carcinogênicos.Também existem problemas hepáticos relacionados aos agrotóxicos. A maioria deles é metabolizada no fígado, que é como o laboratório químico do nosso corpo. E há também um grupo importante de alterações neurocomportamentais relacionadas aos agrotóxicos, que vão desde a hiperatividade em crianças até o suicídio.”

De acordo com o relatório final aprovado na subcomissão da Câmara dos Deputados que analisa o impacto dos agrotóxicos no país (criada no âmbito da Comissão de Seguridade Social e Saúde), há realmente uma “forte correlação” entre o aumento da incidência de câncer e o uso desses produtos. O trabalho aponta situações reais observadas em cidades brasileiras. Em Unaí (MG), por exemplo, cidade com alta concentração do agronegócio, há ocorrências de 1.260 novos casos da doença por ano para cada 100 mil habitantes, quando a incidência média mundial encontra-se em 600 casos por 100 mil habitantes no mesmo período. Como afirma o relator, deputado Padre João (PT-MG), “Diversos estudos científicos indicam estreita associação entre a exposição a agrotóxicos e o surgimento de diferentes tipos de tumores malignos. Eu concluo o relatório não tendo dúvida nenhuma do nexo causal do agrotóxico com uma série de doenças, inclusive o câncer”, suste nta. Fonte: Globo Rural On-line, 30/11/2011.

4. Não é possível eliminar os agrotóxicos lavando ou descascando os alimentos já que eles se infiltram no interior da planta e na polpa dos alimentos



A única maneira de ficar livre dos agrotóxicos é consumir alimentos orgânicos e agroecológicos. Não adianta lavar os alimentos contaminados com agrotóxicos com água e sabão ou mergulhá-los em solução de água sanitária ou, mesmo, cozinhá-los. Os resíduos do veneno continuarão presentes e serão ingeridos durante as refeições. Além disso é importante lembrar que o uso exagerado de agrotóxicos também faz com que estes resíduos estejam presentes nos alimentos já industrializados, portanto, a melhor forma de não consumir alimentos contaminados com agrotóxicos, é eliminar a sua utilização

5.Os orgânicos não apresentam riscos maiores de intoxicação por bactérias, como a salmonela e a Escherichia coli

Segundo a engenheira agrônoma Flávia Londres: “Ao contrário dos resíduos de agrotóxicos, esses patógenos– que também ocorrem nos alimentos produzidos com agrotóxicos – podem ser eliminados com a velha e boa lavagem ou com o simples cozimento”.




A Campanha Permanente Contra os Agrotóxicos e Pela Vida recomenda o documentário “O Veneno está na Mesa”, de Silvio Tendler, totalmente disponível no site da campanha (www.contraosagrotoxicos.org) bem como todos os materiais disponíveis na página.




Participe você também nos diferentes comitês da campanha organizados nos diversos estados do Brasil, para maiores contatos envie e-mail para contraosagrotoxicos@gmail.com Este endereço de e-mail está sendo protegido de spam, você precisa de Javascript habilitado para vê-lo 








quarta-feira, 14 de março de 2012

Animais e Crianças: Doenças Respiratórias




Having a cat may help protect children against asthma 

Uma das grandes preocupações dos pais com a chegada de um animalzinho em casa são os possíveis problemas respiratórios e alérgicos que pêlos podem, em tese, causar nas crianças. Muitas vezes recebemos e-mails de pais desesperados porque precisarão se desfazer de seus animais devido a chegada de um novo bebê em casa e o pediatra afirmou que se o gatinho não... fosse embora, a criança teria asma, necessariamente. 

Grande engano! 

Hoje em dia, estudos mostram que crianças que convivem nos primeiros anos de vida com animais de estimação estão menos propensas a desenvolverem alergias e doenças respiratórias, pois o seu sistema imunológico já estaria "acostumado" com os agentes alergênicos encontrados nos animais. 

A exposição de crianças a gatos pode prevenir a asma Nos Estados Unidos, especialistas em asma e alergias observaram a resposta imune de mais de 200 crianças que convivem com gatos e apenas menos 1/4 delas apresentaram algum sintoma de asma. De acordo com essa pesquisa, publicada no The Lancet, crianças expostas ao convívio com gatos podem desenvolver imunidade a asma por produzirem um tipo específico de anticorpo que as protege de alergias, criando uma espécie de tolerância a asma.

O professor Thomas Platts-Mills, que liderou a pesquisa feita no Centro de Asma e Doenças Alérgicas da Universidade de Virgínia, afirmou que as chances das crianças serem imunes a gatos são as mesmas de serem alérgicas a eles. Falou ainda que esse tipo específico de imunidade se desenvolveu quando as crianças tiveram um convívio significante com os gatos, ou seja, quando conviveram com os animais da casa no dia-a-dia e não apenas em ocasiões isoladas. 

Além disso, o professor também afirmou pensar que crianças alérgicas que não convivem com gatos são mais suscetíveis a desenvolverem asma do que crianças que convivem com gatos dentro de casa e desenvolveram esse tipo específico de resposta imune. De acordo com suas próprias palavras: "Não podemos falar para os futuros pais que eles precisam doar os gatos quando as crianças nascerem porque essa resposta imune é tão comum quanto uma possível alergia."As famílias podem ficar com o gato.

As pesquisas realizadas mostram que suas descobertas não sustentam a percepção comum das família evitarem ter gatos em casa para prevenir que seus filhos desenvolvam asma. De acordo com o Dr. Mark Larche, pesquisador sênior membro da Campanha Nacional de Asma, nos Estados Unidos, essas descobertas demonstram, de fato, que em alguns casos a exposição a altos níveis de alérgenos realmente induz a uma resposta protetora do organismo. E acrescenta: "Isso se encaixa com o que nós sabemos sobre a terapia imunológica bem sucedida, em que esse anticorpo protetor foi achado em pacientes que se beneficiaram dessa forma de tratamento."

Fonte: http://news.bbc.co.uk/1/hi/health/1209204.stm

domingo, 11 de março de 2012

Lojistas na Proteção Animal

Recebemos um email onde relacionavam lojas no Rio de Janeiro que estão ligadas à causa da Proteção e que conscientizam seus clientes e fornecedores.

Vamos prestigiar essas lojas em nossas compras!!



Alguns lojistas também são protetores.
Acho interessante privilegiar estas lojas na hora das compras:

PRANA loja de produtos naturais no Barrashopping e na zona Sul.
A dona adotou muitos gatinhos e ajuda na castracao dos gatos do Barrashopping.

BAGAGGIO rede de lojas de malas, bolsas e acessórios. Os donos adotaram inúmeros animais deficientes e idosos. Tanto gatos, como cachorros.

AÇÃO CHILDREN
loja de roupas infantis. O dono adotou vira-latas e cuida muito bem dos amigos.

HOSPITAL DOS COMPUTADORES - Adotaram 3 gatinhos e ajudam dando assistência técnica aos computadores de uma Assoc. Protetora de Animais e como voluntário nas horas de sufoco.



Logo depois a Fernanda Brandão mandou uma matéria completa sobre a TACOLANDIA FITNESS - RJ Rua Marques de Abrantes 142, ao lado do Metrô, estação Flamengo TEL (21) 2552-4548 / 2551-2652


Vejam que legal:


NOSSAS POSTURAS:
-NAO TRABALHAMOS COM COURO EM NENHUM ITEM.
-EM NOSSA LOJA, TEMOS A ILUSTRE PRESENCA DOS GATINHOS PRETOS, CASTRADOS E RESGATADOS, LEO E ANYBAL, QUE MESMO A CONTRA GOSTO DE ALGUNS CLIENTES POUCO ESCLARECIDOS, NAO ARREDAM PE DA FRENTE DA LOJA E DE SUAS CAMINHAS ,E VIVEM ENCANTANDO NOSSO HORARIO DE TRABALHO.
-VEZ POR OUTRA RECEBEMOS VISITA DOS PETS DE CADA UM DE NOSSOS COLABORADORES, QUE SO POSSUEM PETS RESGATADOS DE SITUACAO CRITICA, E TDS OS DIAS CLIENTES ANIMAIS NAO HUMANOS SAO MUITO BEM VINDOS EM NOSSA EMPRESA
-SO OFERECEMOS SACOLAS DE PAPEL.
-TODOS OS COMPRADORES RECEBEM BRINDES QUE SEMPRE POSSUEM MENSAGENS SOBRE ADOCAO
-NOSSOS MOVEIS DE PLAY E JARDIM , SAO DE ORIGEM RESPONSAVEL, MANEJO E DESCARTE, COM RESPONSABILIDADE AMBIENTAL






NOSSOS PRODUTOS:
EQUIPAMENTOS DE FITNESS
ACESSORIOS DE GINASTICA E MUSCULACAO
MOVEIS DE PISCINA E JARDIM
PLAY GROUNDS
MESAS DE JOGOS
ROUPAS ESPORTIVAS
JOGOS E BRINQUEDOS.


NOSSOS SERVICOS:
ASSISTENCIA TECNICA PARA ACADEMIAS, RESIDENCIAS, COND E HOTEIS
ACESSORIA NUTRICIONAL E GASTRONOMICA , PESSOAL E COMERCIAL, EXERCIDA PELO CHEF VEGETARIANO UGO WERNECK


NOVIDADES:

A PARTIR DO DIA 05 DE ABRIL, SERA MONTADO NA EMPRESA , ESPACO DEDICADO COM COSMETICOS
E PRODUTOS COM O SELO CRUELTY FREE PETA(JA FORAM IMPORTADOS,) SERAO MAKES, SUPLEMENTOS PROTEICOS (SOJA) E VITAMINAS, CREMES DE BELEZA , PRODUTOS DE HIGIENE !!!
TODOS COM O SELO E ALGUNS , ALEM DE SELADOS, SAO VEGANOS!!!!
EXCELENTE OPORTUNIDADE DE INVESTIRMOS NOSSO CAPITAL EM EMPRESAS QUE MERECEM.
NAO TEMOS INFORMACAO DE PRODUTOS NACIONAIS COM SELO CRUELTY FREE, POR ISSO INICIALMENTE SERAO TODOS IMPORTADOS.



AUMENTEM A LISTA SE SOUBEREM DE MAIS LOJISTAS.



Escovando seu gato





“Mas os gatos não se lambem? Por que preciso escová-los, então?”



A grande maioria dos proprietários de gatos acreditam que somente os gatos de pelagem longa e semi-longa necessitam de escovação, mas isto não é verdade! A escovação tem alguns objetivos. Vamos a eles.

A retirada dos pelos mortos: evita que seu gato faça a ingestão desnecessária destes pelos. Principalmente no verão, quando a queda natural da pelagem aumenta (inclusive nos exemplares de pelo curto!), ela faz com que seu gato passe mais tempo se lambendo, consequentemente engolindo mais pelos. Em grande quantidade, eles podem ficar alojados ao longo do sistema digestivo do seu gatinho, formando as famosas “bolas de pelos” (tricobezoar*).

Em quantidade, as “bolas de pelos” são extremamente nocivas ao gato, podendo até dificultar a absorção de nutrientes. Em casos mais graves, o procedimento cirúrgico é a única solução para sua retirada.

Maior interação com o proprietário: escovar o seu gato é uma ótima oportunidade de estreitar relações com ele! A escovação diária pode ser entendida como um carinho por parte dele. Mas, para que o processo seja orgânico, o animal deve ser acostumado à escovação desde filhote, para assim, facilitar o procedimento. Se ele não foi habituado, comece aos poucos, apenas passando as costas de uma escova por todo seu corpo, como um pré-condicionamento. O segredo é a repetição.


Evite pegar seu gato para escová-lo quando estiver comendo, bebendo água ou dormindo. Escolha um momento neutro para ele. O ato deve ser prazeroso para o gato, portanto sempre ofereça um petisco assim que você terminar. A ideia é que ele associe a escovação a algo agradável.

Vamos a algumas dicas de como escovar gatos de pelagens diversas.


Gatos de pelagem curta (SRDs, Exóticos, Siameses, etc)

Gatos de pelo curto também precisam ser escovados ao menos uma vez por semana. Você pode utilizar uma escova macia, com ou sem bolinhas na ponta. Escove o corpo todo, sempre no sentido do comprimento (do pescoço em direção à cauda). Para facilitar, você pode utilizar produtos para “banho a seco”, sempre exclusivos para gato. Assim, além de escovado, seu gatinho ficará cheiroso e com os pelos brilhantes.


Gatos de pelagem semi-longa (SRDs, Maine Coons, Ragdolls, etc)

A escovação da pelagem semi-longa pode ser feita 2 vezes por semana. Você também pode utilizar produtos para “banho a seco” apropriados para gato, para facilitar o procedimento. Escove o gato na direção do crescimento do pelo. Dê atenção especial à região do pescoço, barriga e peito. Utilize sempre pentes leves, de dentes largos e escovas SEM bolinhas nas pontas.


Gatos de pelagem longa (SRDs, Persas, Himalaios)

Os gatos de pelagem longa, como por exemplo os Persas e os Himalaios devem ter o manto escovado no mínimo 3 vezes por semana para evitar a formação de nós. Finalizadores e produtos para “banho a seco” podem ser utilizados, desde que sejam livres de silicone e de uso exclusivo para gatos. Assim como para os gatos de pelagem semi-longa, o uso de pentes de dentes largos e uma escova SEM bolinhas nas pontas se faz necessário. Não se esqueça de escovar as partes mais difíceis, como barriga, axilas, peito e pescoço. Finalize com a escova, para dar o aspecto de volume ao manto.

Particularmente, eu não recomendo o uso de rasqueadeiras para gatos de pelagem longa ou semi-longa, pois elas podem arrancar pelos saudáveis e também subpelos, além do risco de arranhar a pele do seu gatinho. Rasqueadeiras macias podem ser usadas em gatos de pelo curto, com muito cuidado. Escovas com bolinhas nas pontas também podem arrancar os pelos longos. Estas são mais indicadas apenas para os gatos de pelos curtos, pois terão efeito de massagem.

(*) Converse com o médico veterinário de sua confiança para saber mais sobre a formação das “bolas de pelo” no seu gato.

Valéria Zukauskas

Etologia Felina - Professora e Cat Groomer, é formada em exatas e profissional do mercado pet há quase 10 anos. Idealizadora e proprietária do Centro Estético Peludos & Charmosos e de um blog homônimo sobre comportamento e Estética Felina. Membro do Clube Brasileiro do Gato desde 2006, acumulando títulos nos rankings de Gato do Ano na Categoria Neutros em 2008, 2009 e 2010. Professora de Estética Pet no Instituto Polígono de Ensino de São Bernardo do Campo, no curso Técnico em Veterinária. Palestrante, estudante, observadora e consultora de comportamento de felinos domésticos.
Twitter: @zukauskas





Adestrar ou Condicionar um gato?

Este domingo será dedicado 
aos gatos. 
Uma singela homenagem a esses seres tão especiais e 
muitas vezes incompreendido.






Sempre que escrevo sobre comportamento felino, enfatizo a importância de se condicionar e não adestrar um gato. Mas por que usamos este termo?

Simples: um gato se condiciona, não se adestra. Existe uma tênue diferença. Para entender melhor, vamos buscar a informação na sua forma mais primordial: no bom e velho dicionário!!


Condicionamento segundo o Dicionário Michaelis: Ato ou efeito de condicionar. Na Psicologia: processo pelo qual uma resposta definitiva vem a ser provocada por um estímulo, objeto ou situação, diversa da resposta natural ou original; aprendizagem elementar por substituição de estímulos; o termo foi a princípio aplicado apenas a atividades reflexas, de onde o nome reflexo condicionado; hoje tem uso generalizado, aplicando-se também a reações complexas.

Adestramento segundo o Dicionário Aulete: (ou Adestração) Fazer ficar ou ficar, tornar (-se) (alguém, animal) treinado ou apto (a fazer algo); TREINAR(-SE); INSTRUIR(-SE) [td. : adestrar cães/soldados] [tdr. + em, para : adestrar animais para o circo.

Sim, a diferença é pequena, mas existe. Adestramento é quando ensinamos o animal a fazer truques, executar uma determinada ação em que na maioria das vezes não é natural de sua espécie ou essência. Já o condicionamento funciona como educação, um ajuste fino em seu comportamento. Por exemplo, quando queremos que o gato não suba em uma mesa. Isso é condicionamento. Mas se quisermos que o gato faça malabares, isso com certeza foge de sua natureza e certamente terá que ser adestrado para isso e não condicionado.

Há uma grande diferença no condicionamento destes dois animais tão fascinantes, por isso não devemos tratá-los da mesma maneira. Lembre-se GATO NÃO É CÃO PEQUENO!!

O fato é que o homem ainda se pergunta por que o gato não é facilmente adestrado. E eu sempre relembro que o ser humanos tem menor tempo de convivência com o gato do que com o cão. Conhecemos o gato há aproximadamente 5 mil anos, contra pelo menos 15 mil do cão. Isso já explica muita coisa. A tendência é o gato se aproximar cada vez mais de nós como os cães, mas isso vai levar tempo.

Eu particularmente acho que a beleza do gato está justamente aí: de não se submeter ao homem. Ele ainda é um dos poucos animais que não se curva ao homem. E isso ainda irrita muita gente…

Enquanto isso, vamos nos deliciando com este ser tão mágico!!

“A inteligência de um gato pode ser medida pelas coisas que ele se recusa a fazer…”
(eu desconheço a autoria, se algum leitor souber, favor nos informar!) 


Valéria Zukauskas

Etologia Felina - Professora e Cat Groomer, é formada em exatas e profissional do mercado pet há quase 10 anos. Idealizadora e proprietária do Centro Estético Peludos & Charmosos e de um blog homônimo sobre comportamento e Estética Felina. Membro do Clube Brasileiro do Gato desde 2006, acumulando títulos nos rankings de Gato do Ano na Categoria Neutros em 2008, 2009 e 2010. Professora de Estética Pet no Instituto Polígono de Ensino de São Bernardo do Campo, no curso Técnico em Veterinária. Palestrante, estudante, observadora e consultora de comportamento de felinos domésticos.
Twitter: @zukauskas






Seu gato e seu sofá: juntos e felizes para sempre!


Além das dicas da matéria abaixo recomendamos o uso do tecido "Acquablock", da Karsten 

Nós utilizamos e aprovamos







Esta é uma pergunta frequente que tenho recebido em minhas consultorias comportamentais de felinos: como fazer com que o gato não arranhe o seu sofá.


Muitos gatinhos acabam arranhando os móveis da casa justamente por não terem um objeto próprio.

Primeiro precisamos entender que o ato de arranhar é absolutamente natural. O filhote começa a arranhar apenas a partir dos 3 meses de idade, aproximadamente. O gato arranha por vários motivos: demarcação de território, para afiar e/ou retirar as partes mortas das unhas, como forma de se espreguiçar, alongar-se. Não significa que o gato é estressado, agressivo ou nervoso, como muitos dizem.

Há uma tendência cultural dos proprietários de pets preocuparem-se – na maioria das vezes – somente com o passatempo dos cães, comprando brinquedos, etc. Mas e os gatos? Eles também precisam de atividade e de ao menos um arranhador.

Antes de tudo é preciso levar em consideração o porte e o estilo de vida do seu gato para comprar o modelo que melhor se adequa. Hoje podemos encontrar várias opções: com torres maiores, menores, tipo “castelinho”, com rede, com pelúcia, de sisal, etc.

Portanto se você tem um bebê gato em casa, o ideal é já ir pensando em um bom arranhador, mesmo que ele ainda não tenha 3 meses, como forma de familiarizá-lo com aquele objeto em casa.


E não basta apenas comprar o arranhador e colocá-lo em um cantinho qualquer. Quando chegar com o brinquedo, mostre-o ao seu gato, chame-o para brincar. Coloque em um lugar acessível. Com o tempo, pode ser que você mude o objeto de lugar. Vá experimentando.

Mas caso seu gato já seja adulto, recomendo, em um período inicial, restringir o acesso dele ao seu sofá, até que ele esteja adaptado ao arranhador. Uma boa idéia é colocar o arranhador próximo ao sofá, borrifar ou esfregar um pouco de erva-do-gato como atrativo. Premie o seu gato com um carinho ou um petisco que ele goste muito, cada vez que ele arranhar no lugar certo. A adaptação pode levar algum tempo. Não desista!

E lembre-se, ao condicionar um gato tenha em mente estas 3 palavras: paciência, perseverança e serenidade.

Boa sorte!


Valéria Zukauskas

Etologia Felina - Professora e Cat Groomer, é formada em exatas e profissional do mercado pet há quase 10 anos. Idealizadora e proprietária do Centro Estético Peludos & Charmosos e de um blog homônimo sobre comportamento e Estética Felina. Membro do Clube Brasileiro do Gato desde 2006, acumulando títulos nos rankings de Gato do Ano na Categoria Neutros em 2008, 2009 e 2010. Professora de Estética Pet no Instituto Polígono de Ensino de São Bernardo do Campo, no curso Técnico em Veterinária. Palestrante, estudante, observadora e consultora de comportamento de felinos domésticos.
Twitter: @zukauskas











sexta-feira, 9 de março de 2012

Cuidados especiais com cães de grande porte.








De repente, algo trivial como caminhar torna-se um martírio. Cada passo incomoda. Pular, brincar ou subir escadas não são mais tarefas tão fáceis. O jeito é se movimentar o mínimo possível, para que as dores não aumentem ainda mais. Assim como os humanos, os animais também sofrem com dores articulares — mas, ao contrário de nós, não conseguem avisar quando algo não está indo bem. Entretanto, basta um olhar atento ao bichinho para descobrir se ele está ou não passando por maus bocados causados por inflamações nas juntas.

A doença de articulações é um exemplo de problemas articulares que os cães — especialmente os de grande porte, como rottweilers, pastores alemães e labradores — podem enfrentar.

— Esses cães crescem muito e muito rápido, e as articulações têm que aguentar o peso deles — conta o médico veterinário Carlos Augusto Nunes.

Embora não levem à morte, complicações nas juntas causam grande incômodo para o animal, que sente dores sempre que precisa se movimentar. O resultado é um cachorro desanimado, apático e que pode até ter os movimentos comprometidos.

Embora relacionadas a animais idosos, Carlos Augusto Nunes frisa que cachorros jovens e os de pequeno porte também podem desenvolver doenças nas articulações — tudo vai depender do modo como você trata seu bichinho. Uma alimentação não balanceada pode fazer com que o cachorro ganhe ainda mais peso (o que exigiria ainda mais das juntas e agravaria o problema). Exercícios físicos em excesso também prejudicam a saúde do animal, que corre mais riscos de romper um ligamento ou sofrer contusões que podem levar ao trauma articular.


Mas claro que nem tudo é culpa dos donos. O veterinário José Lino Martins explica que as doenças podem ser ocasionadas por problemas genéticos — como a displasia de Djiro — ou de coluna.

— A hérnia de coluna, também chamada de síndrome da cauda equina, é outra complicação recorrente — diz.

A doença, causada pela combinação de artrose com má-formação óssea, alterações degenerativas e articulações instáveis, pressiona os nervos que passam pela coluna e raízes nervosas. De tanta dor, alguns cães podem até se automultilar, mordendo os membros traseiros ou a cauda.

— Usamos anti-inflamatórios, analgésicos, antibióticos e opioides para aliviar a dor, mas, dependendo da situação, o tratamento precisa ser cirúrgico — completa José Lino Martins.

Para tratar o problema de forma adequada, a veterinária Andrea Bonates ensina: é importante tomar uma série de medidas para transformar a casa em um ambiente seguro para o animal. Se o cachorro estiver acima do peso, começar uma dieta balanceada e com poucas calorias é a medida de emergência. Lembre-se que seu pet está sentindo dor, então, evitar que ele tenha acesso a escadas ou fique exposto a situações em que seja necessário se movimentar em demasia é o segundo passo.

— O piso não pode ser muito liso, para que ele não derrape e tenha firmeza ao andar — finaliza Andrea.

Após investigar a vida, o ambiente e a rotina do animal, o procedimento médico inclui exames manuais e de raios x, para descobrir em qual estágio a doença está.

— O tratamento é baseado em perda de peso, manejo do ambiente e medicações — resume Andrea.

Ela explica ainda que esses medicamentos agem como regenaradores da cartilagem, uma vez que são feitos à base de sulfato de condroitina — substância que já faz parte da cartilagem articular. Os remédios repõem o sulfato de condroitina perdido durante os processos degenerativos, além de funcionarem como anti-inflamatórios.


Sintomas

Apesar de silenciosas, as doenças articulares mudam o comportamento dos animais. Aprenda a identificá-las para que seu bichinho de estimação não sofra:

:: Alterações de humor são um indício de que o pet pode estar sofrendo. Preste atenção a mudanças repentinas de comportamento, como falta de ânimo para brincar e passear.

:: Leve seu animal de estimação ao veterinário assim que notar que ele está diferente. As doenças articulares são progressivas.

:: Se o seu pet é um cachorro de grande porte, cuide para que ele não ganhe muito peso. Animais obesos têm mais chances de desenvolver doenças nas articulações, que ficam sobrecarregadas. Atualmente, há algumas rações que retardam o aparecimento precoce dessas doenças e, de quebra, evitam que seu bicho engorde demais

:: Cachorros precisam de atividade física constante, mas cuidado para não exagerar. Muito exercício pode fazer com que ele tenha contusões — que podem se transformar em doenças articulares no futuro.

:: Escolha um piso que não seja liso, para que ele não deslize. Se o cão não tem como se equilibrar corretamente, precisará fazer mais esforço para se manter de pé e, consequentemente, forçará as articulações.

:: Quando não tratadas corretamente, as doenças articulares podem evoluir para um quadro crônico, no qual o animal passa por dores intensas e dificuldades de locomoção. Em casos mais graves, alguns animais deixam de comer, desenvolvem incontinência urinária e podem até mesmo perder os movimentos dos membros traseiros.


Fontes: Carlos Augusto Nunes, José Lino Martins e Andrea Bonates, médicos veterinários - extraído do ClickRBS.


Cuidados especiais que devem ser tomados com animais de grande porte; são os itens com maior incidência de agravamento de lesões, e muitas vezes graves que chegam até nós, além dos acidentes como atropelamento.

1- Usar o carro do dono

Subir e descer do carro do dono, pode ser muito prazeroso para ir a passeios, parques etc. mas lesões devem ser evitadas com a garantia de suavidade do processo de subir e descer.

2- Usar o carro de transporte do pet


O processo de subir e descer deve ser verificado, assim como o animal é preso dentro do veículo para que não existam quedas e machucaduras no transporte. (Cinto de segurança? gaiola?, etc, Enfim qual o processo de segurança e como ele é executado.) A ida ao banho tem que se tornar uma coisa agradável ao cão, na verdade uma festa, sem riscos.

3- Entrar e sair da banheira no Petshop



Procure saber como são as instalações onde seu cão recebe os cuidados de banho e tosa, cães muito grandes são difíceis de colocar em mesas altas e banhos altos, maiores cuidados ainda são necessários quando molhados. Os exemplos acima mostram banhos baixos para animais de grande porte, o desenho de baixo é a mesa para secagem.


veja a dificuldade que será para retirar este animal da mesa de secagem, além do que o mesmo não esta com a coleira de proteção a quedas, um forte risco a acidentes graves.

4- Subir e descer de móveis na residência


Esforço de subir e o salto de descer são extremamente causadores de lesões e mais ainda em períodos frios, agravados pelo avanço da idade, lesões, obesidade, artrites, repetição de esforço, etc. 

5- Terreno dentro da residência ou parques 


Terreno irregular pode provocar graves torções nas articulações




Ninguém merece - banhos e secadores


Banhos e secadores cujo animal fica integralmente dentro são desesperadores, difíceis de respirar e altamente estressante, muitos se machucam gravemente tentando se libertar de tais sofrimentos, evite ao máximo o uso de tais instrumentos de tortura.