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terça-feira, 1 de março de 2016

Atendendo a pedidos: um pouco de Doença Renal Crônica (DRC) em gatos.

Georgia Mourão


Um pouco de leveza pra tratar desse assunto, já que muito é dito, muitos estudos são realizados para detectar mais precocemente, estadiar e observar melhores opções terapeuticas para DR nos gatos (vide o site IRIS Kidney).

A origem desértica dos gatos tornou a ingestão de água uma tarefa complexa, e quase restrita ao consumo da água encontrada nas suas presas. Mas hoje o gato não caça mais para sobreviver (e nem deve, os riscos de adquirir doenças e se envolver em algum acidente são enormes) e ainda os alimentamos com ração seca. Processos congênitos, FIV/FeLV e infecções podem relacionar-se à DR.



A DRC caracteriza-se pela incapacidade dos rins de executar suas funções adequadamente, sobretudo na eliminação de compostos nitrogenados (ureia e creatinina), o que faz com que esses compostos se acumulem na corrente sanguínea e causem muitos problemas pro organismo.

Os sinais mais frequentes são aumento na ingestão de água e na eliminação de urina, mas isso depende do momento da doença em que o paciente se encontra. Pode-se observar também vômitos, anemia, inapetência, perda de peso e desidratação.
Assim, é importante consultar o médico veterinário para que exames de rotina para avaliação da função renal sejam solicitados e interpretados adequadamente.

O tratamento é também de acordo com o estadiamento do gato, mas em geral, o que se procura fazer é com que o gato estabilize ou normalize seu peso, mantenha-se hidratado, e reduzir a ingestão de proteína e fósforo na dieta.

A ração terapeutica se constitui como uma forte aliada nesse momento, mas deve ser implementada de modo gradual. Os sachet "batizados" com um pouco de água também! 
A correção das concentrações de cálcio, fósforo, potássio e sódio devem ser feitas quando necessária e deve-se promover monitoração desses níveis.
Gatos com DRC podem apresentar anemia por falta de eritropoietina, um hormônio produzido nos rins que estimula a produção de hemácias, e hipertensão, pois os rins influenciam diretamente na pressão arterial, podendo se fazer uso de inibidores da ECA na tentativa de normalizar a pressão arterial.

A DRC não tem cura, mas isso não significa o fim. Assim o diagnóstico precoce, o acompanhamento e a terapeutica adequada refletem tanto no tempo quanto na qualidade de sobrevida dos gatos. Além disso, deve-se estimular o aumento da ingestão de água, um boa estratégia é distribuir maior número de vasilhas com água sempre limpinha e fresca pela casa.

"Gatos são poemas ambulantes." (Roseana Murray)