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quinta-feira, 10 de março de 2011

Seu cão fala!


Seu cão fala!


Certos comportamentos em determinadas situações ajuda você a se comunicar melhor com seu cachorro

Se para os homens a vocalização é uma das maneiras mais eficientes de se comunicar, para os cães ela é apenas parte da mensagem. Uivos e latidos vêm sempre acompanhados de movimentos. A posição das orelhas, dos olhos, da cauda, da boca e até mesmo dos bigodes pode transmitir informações preciosas, que revelam de maneira bastante sutil o que o animal quer expressar. Ao se esforçar para interpretar essa linguagem corporal, o dono se aproxima do animal. Para a escritora inglesa Sophie Collins, autora do recém-lançado livro Cachorros Falam (Ediouro), esse é o segredo para um bom relacionamento com nossos amigos de quatro patas. Entender o que eles querem ou estão sentindo evita, inclusive, muitos problemas. 

É por isso que a psicóloga e pesquisadora Maria Brandão, da Universidade de São Paulo, define o diálogo entre cães e homens como algo nada animalesco — “É racional, na verdade”. Segundo ela, o intercâmbio de lambidas e palavras acontece para resolver conflitos do dia a dia dessa relação a dois. “Ser atencioso com o cachorro e responder aos seus sinais comunicativos é um meio de gerar novos comportamentos por parte dele”, diz Maria. De preferência, bons comportamentos, é claro. 

Mas, antes de sair por aí dizendo que um cão que abana o rabo está feliz, é preciso avaliar o contexto em que a ação ocorre. Ao fazer movimentos amplos e agitar a cauda de forma rápida e efusiva, o bicho mostra que está satisfeito. Já quando ela balança horizontalmente e num ritmo mais lento, ele pode estar, isso sim, desconfiado. Para diferenciar esses gestos, é preciso ficar atento a toda ginga do bicho. “Apesar de cada animal ter as suas particularidades, os cachorros agem de modo semelhante diante de determinadas situações, o que facilita na hora de interpretar o que eles querem nos dizer”, diz Mauro Lantzman, veterinário especialista em comportamento animal da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo. Nas páginas a seguir, veja exemplos.



NEUTRO OU ALERTA

Com as quatro patas apoiadas no chão, o cachorro se mostra tranquilo e não tende a atacar. A cauda se posicionará e modo mais confortável, mas isso varia de acordo com a raça: erguida, como no caso do terrier, ou relaxada, exemplo do pastor alemão.




VAMOS BRINCAR? 


Alguns cães aprendem que alguns gestos podem 
lhes trazer benefícios. Ao levantar a pata, o animal chama a atenção do dono para que ele comece a brincadeira, por exemplo. Os olhos interessados, a boca relaxada e as orelhas levantadas mostram que
o animal está cheio de energia para se divertir e 
interagir com quem se aproxima.


AMEDRONTADO

Uma atitude banal para os humanos, como bater o pé no chão, pode representar um grande susto para os cães. Quando se sentem inseguros, eles geralmente arqueiam as costas, abaixam a cabeça, mantêm os olhos dilatados e a boca fechada. A base da cauda e as orelhas fi cam próximas ao corpo e as pernas, a postos para uma retirada súbita. 


AMEAÇADOR 

Dentes à mostra sempre intimidam qualquer desconhecido — seja um ser humano ou um intruso canino. Além disso, para se mostrarem maiores e mais fortes do que na realidade são, os cachorros podem eriçar os pêlos do dorso e apoiarem-se nas patas traseiras. 

ALEGRE

Patas dianteiras abaixadas e as traseiras erguidas. Cauda balançante. Esses são sinais que indicam pura descontração. Não à toa, é a postura mais comum durante as brincadeiras entre os cães. Na hora da diversão, o focinho fi ca relaxado, a boca levemente aberta e eventuais latidos podem reforçar que estão felizes.