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domingo, 12 de fevereiro de 2012

ENCONTROU UM ANIMAL ABANDONADO?



Você encontrou um cachorrinho abandonado, uma ninhada de gatinhos, resgatou um animal atropelado... 
E agora, o que fazer com ele?

NÃO ADIANTA CORRER PARA A FRENTE DO COMPUTADOR ENVIANDO E-MAILS PARA TODA A TUA LISTA DE CONTATOS COM A PERGUNTA: "Quem pode socorrer este animal abandonado?"

Até porque a resposta é só uma: VOCÊ PODE SOCORRÊ-LO!


Muita gente pensa que está fazendo uma ótima ação tirando o animal da rua e encaminhando-o para um protetor independente, uma ONG ou um abrigo. Não é bem assim.

Todos estes estão sempre no limite de sua capacidade física, financeira e de tempo, lutando para sobreviver e manter os muitos animais de que já cuidam.

Abrigos, inclusive, são um capítulo à parte: entregar um bichinho para um desses lugares é condená-lo a uma vida de privações, falta de espaço e de chances quase nulas de encontrar um dono e uma casa.

Assim, se você quer realmente ajudar, não empurre o problema adiante, resolva-o.

A responsabilidade pelo animal que resgatou é sua. Aqui vão algumas dicas para te ajudar nesta empreitada tão gratificante:

1. Resgatei o animal. O que faço agora?
Leve o animal imediatamente a um veterinário, mesmo que ele pareça saudável. Se você tiver outros animais em casa, isto é ainda mais importante. Afinal, ele pode estar com doenças incubadas, e problemas que só o veterinário pode detectar.

Vermifugue-o, mesmo que pareça estar tudo bem.

Se ele estiver em boas condições de saúde, o passo seguinte, alguns dias após a vermifugação, é castrar e vacinar. NÃO SE DOA ANIMAIS NÃO CASTRADOS, nem mesmo para pessoas conhecidas. O grande número de animais abandonados se deve justamente à falta de um controle populacional e ao desconhecimento do que é posse responsável.

Para ter uma idéia, uma cadela não castrada pode gerar, em 6 anos, 64.000 descendentes e uma gata, em 7 anos, 420.000. É uma progressão geométrica absurda, e naturalmente não há lares para tantos animais.

Não esqueça que do momento do resgate à entrega para seus novos donos, o animal estará sob sua responsabilidade. Isto inclui fornecer a alimentação e lar transitório, além de bancar os custos veterinários e outros. No caso de ser impossível manter o animal em sua própria casa - o que sai naturalmente mais barato -, uma opção é deixá-lo em um hotelzinho ou clínica veterinária até a adoção.

2. Ele está ótimo, pronto para ser adotado. O que eu faço agora?
Fotografe o animal - para adiantar, isso pode ser feito no momento do resgate, até mesmo para mostrar como o animal era e como ficou.

Faça um cartaz e anuncie-o em pet shops, clínicas veterinárias e outros locais à sua escolha.

Divulgue para seus familiares, amigos, conhecidos.

Crie um anúncio para veicular na internet. Existem sites próprios para isso.

Leve-o a feiras de adoção. No caso de cachorros, as feiras são o caminho mais indicado, ao passo que a internet funciona muito bem com gatos. Lembre-se que as feiras só aceitam os animais se estiverem castrados e vacinados.

3. Como eu escolho o novo dono do animal?
O processo de adoção requer alguns cuidados. Você deve entrevistar o candidato à adoção, para ver se ele não está agindo por impulso, se já foi e será um bom dono e se cuidará bem do animal até o fim da vida deste. Algumas perguntas básicas:

• Nome, endereço, telefones, comprovante de residência.
• Todos na família estão de acordo com a adoção?
• Mora em uma casa segura, da qual o animal não possa escapar? No caso de gatos, essa questão é ainda mais importante. Se for um apartamento, é preferível que ele tenha redes de proteção nas janelas, para o animal não cair.
• Tem noção dos custos da manutenção de um animal?
• Já teve ou tem animais? O que aconteceu com eles?
• Quantas horas por dia o animal ficará sozinho? E quem tomará conta dele se a família viajar?
• Um animal vive ao redor de 12 anos. Está preparado para esse compromisso?

4. Finalizando a adoção:
• O adotante deve assinar um termo de responsabilidade, que serve como uma garantia de que cuidará bem do animal até o fim da vida deste;
• Esteja disponível para qualquer eventualidade que aconteça com o bichinho e a pessoa que o adotou, inclusive para o caso de devolução. Isso também pode acontecer, principalmente se não for feita uma boa 'triagem' ou análise prévia do adotante.

Agindo desta forma, você estará fazendo a sua parte de forma equilibrada e responsável.

E PARABÉNS pela coragem de tomar essa iniciativa!


ANIMAIS DE RUA: 
SÓ OLHAR E "MORRER DE PENA" NÃO ADIANTA: 
FAZ A TUA PARTE!


Texto recebido por email e sem a autoria