quarta-feira, 15 de setembro de 2010

Em quem NÃO votar!

Em quem NÃO votar!


Pessoal,
Além desses existe uma lista de "aproveitadores" que todos os anos eleitorais são "transformados" em Protetores.

Em caso de dúvidas, consultem o Google.

Não votem em qualquer um, os animais precisam da nossa voz e do nosso voto!!!



Abaixo estão os nomes de alguns políticos que por suas ações causam mal, sofrimento, dor e morte aos animais. Todos podem atualizar esta lista. 

Contribua.



*Dep. Fed. Jose Thomaz Nono, do PFL de Alagoas –Autor do PL 4.548/98 que RETIRA proteção aos animais domésticos e domesticados, da Lei de crimes ambientais, para poder legalizar crueldade nos rodeios.

*Esperidião Amin – Governador de Santa Catarina – Vem violando frontalmente a decisão do Supremo Tribunal Federal ( STF), que proíbe a Farra do Boi. Faz vistas grossas porque políticos da região dão bois para os farristas, em troca de votos. A farra do boi é uma das formas mais violentas e cruéis de tortura.

*Deputado Antonio Ebling PL 4790/98 – Pretende isentar das penalidades do artigo 32 as atividades culturais, recreativas e desportivas, segundo ele, como briga-de-galo, tiro-ao-pombo, etc.

*Deputado Ronaldo Vasconcellos (PFL/MG) PL 1695/99 – Pretende liberar a caça amadora e de subsistência em todo o país.

*Deputado Adelor Vieira (PFL) – Apresentou projeto de lei pra derrubar a decisão do STF, regulamentando a Farra do Boi (inconstitucionalmente).

*Deputado Moacir Micheletto (PMDB-PR) – Autor de projeto de Lei que atenta contra as reservas legais da Amazônia, que podem ser reduzidas de 80% para 50%,podendo chegar a apenas 20% na elaboração do zoneamento ecológico-econômico.
*Dep. Xico Graziano – Relator do PL 4.495-A/98, do Deputado Jair Meneguelli. Deu parecer FAVORÁVEL, defende os rodeios e chama de ignorantes os que defendem os animais.

*Deputado Roberto Pessoa -(PFL – CE) PL 167/99 –Considera a vaquejada como prática desportiva formal.
*Deputado Paulo Lima (PFL – SP) PL 249/99 –Considera prática desportiva formal o rodeio completo.
*Dep. Milton Monti (PMDB – SP) PL. 388/99 –Regulamenta a realização de rodeios e similares e dá outras providências correlatas.

*Dep. Jair Meneguelli (PT – SP) PL. 3456/97 – Institui normas gerais relativas a atividade de peão de rodeio.

*Ex Ministro dos Esportes, Rafael Grecca – A favor da regulamentação da profissão de peões como atletas.

*Senador Roberto Freire – Ficou famoso entre os defensores dos animais após ter a seguinte frase publicada: “Detesto cachorros. Por mim, exterminaria todos” (PPS-PE).

*Governador Jayme Lerner, do Paraná – Legalizou a caça no seu estado, sancionando o projeto de lei de número 12.603, de autoria do Deputado Estadual Aníbal Khoury (já falecido), apoiando os lobbistas fabricantes de armas na região Sul do Brasil.

*Victor Hugo Ribeiro Burko, Prefeito de Guarapuava , Paraná – Criou 1º Festival de caça e Carnes Exóticas de Animais Silvestres de Guarapuava. Apoiou o projeto de lei, o falecido Dep. Anybal Coury, que legalizou a caça no Paraná.

*Deputado Estadual Sivuca do Rio de Janeiro Lei 3.207/99 (não foi regulamentada) proíbe permanência de animais ferozes em locais públicos, sendo que os animais ferozes desta Lei são cães que podem ser de pequeno, médio e grande porte. O animal deverá ser apreendido por órgão competente.

*Vereador Gilberto Palmares (RJ) – Projeto de lei 8555/98 que proíbe a criação e circulação de pit-bulls. Todos os pit-bulls seriam levados para acautelamento e lá permaneceriam até o fim da vida.

*Vereador Gerson Bergher (Thereza Bergher – sua esposa – “prefeitinha” de Copacabana ) – retira animais dos mendigos e chama a carrocinha (detalhe: nunca fizeram nada para ajudar os mendigos)

*Leila Malwee ( Leila do Flamengo ) – Perseguia e chamava carrocinha para os gatos do Parque do Flamengo. Elaborou o projeto de lei 1441/99 que determinava o extermínio dos pit-bulls e rotweillers e proibia que andassem na rua, mesmo na coleira.

terça-feira, 14 de setembro de 2010

Cães aumentam produtividade no trabalho, segundo pesquisa

Cães aumentam produtividade no trabalho, segundo pesquisa

Pesquisadores mostram que um cão faz toda a diferença em uma equipe de trabalho, tornando o ambiente mais descontraído, produtivo e aberto à cooperação

 Época NEGÓCIOS Online
 Shutterstock



Pesquisadores de Michigan tentam provar que a presença de cães no local de trabalho ajuda nas tarefas em grupo

Quem sempre teve vontade de levar seu cachorro para o local de trabalho, mas só encontrou caras feias da chefia, agora tem um bom argumento a seu favor. Uma pesquisa divulgada nos Estados Unidos mostra que a presença de um cão entre os funcionários torna a equipe mais produtiva e disposta a cooperar. 

Um estudo da Universidade Central de Michigan, que chegou a ser divulgado pela revista “The Economist”, reuniu cães e humanos em grupos com a seguinte tarefa: criar um anúncio de 15 segundos para um produto qualquer. Cada grupo era formado por quatro indivíduos, que tinham de contribuir com ideias e chegar a um acordo sobre o melhor anúncio. 

Em qualquer ambiente de trabalho, só isso já configura um desafio. Alguns dos grupos, porém, contavam com um cachorro para ficar ali e interagir com os humanos. Ao final da tarefa, todos os voluntários responderam a um questionário dizendo como se sentiram sobre o trabalho em grupo. A conclusão? Os grupos que tinham um cão para brincar e aliviar a tensão enquanto discutiam suas idéias atingiram as pontuações mais altas em termos de confiança, entrosamento e coesão da equipe. 

Em um segundo experimento, os pesquisadores exploraram como a presença de um animal alterava o comportamento dos voluntários. Desta vez, os jogadores tinham de se imaginar como prisioneiros acusados de um crime – uma versão do jogo “Dilema do Prisioneiro”. Individualmente, cada integrante do grupo podia escolher (sem contar aos outros) se iria dedurar seus colegas para obter uma pena menor ou apoiar o grupo e não cooperar. A sentença mais leve seria dada a quem escolhesse dedurar os colegas, enquanto a pena mais pesada iria para o prisioneiro que se recusasse a ser dedo-duro. O segundo melhor resultado seria dado ao grupo cujos quatro integrantes decidissem não dedurar. 

De novo, os grupos que contavam com um cachorro apresentaram 30% menos chances de dedurar um colega e manter o grupo unido. Moral da história segundo a “Economist”: mais cães nos escritórios e menos nos batalhões de polícia. Os pesquisadores de Michigan reiteram, porém, que o cachorro em questão precisa ser bem comportado, obediente e amigável. Agora, o próximo passo da equipe é experimentar a reação dos humanos com peixes, gatos e cães-robôs. Enquanto isso, dá tempo para fazer uma campanha “leve seu cão ao trabalho” junto à sua chefia.

Se você é agressivo, seu cão também será agressivo


Se você é agressivo, seu cão também será agressivo


Uma pesquisa da Universidade da Pensilvânia mostrou que, se você treina seu cachorro usando métodos agressivos, falando alto e batendo no animal, o cão tende a adotar seu comportamento.

O estudo também comparou formas de treinamento. Os animais de pessoas que usam o sistema da recompensa (dando petiscos ou carinho quando o cão obedece) desenvolvem um comportamento bem menos arisco do que os outros.

Os fatos foram descobertos por meio de um questionário. Clientes da clínica veterinária da faculdade contaram seus métodos de treinamento e explicaram seu comportamento com seu cachorro. Foi perguntado se as pessoas já haviam sido violentas com os animais, falando alto, batendo, intimidando.

Foram 140 questionários respondidos. Os comportamentos mais comuns e violentos contra o cachorro são (lembrando que uma pessoa pode marcar mais de uma opção):
  • Bater no cão por ele ter se comportado da forma errada (43% do total)
  • Rosnar para o cachorro (41%)
  • Tirar algo da boca do cachorro a força (39%)
  • Encarar o cachorro (39%)
  • Sacudir o cão (26%)
Em 25% dos cães dos donos que marcaram pelo menos um item acima foi detectado comportamento agressivo.

Muitos donos procuram treinamento especializado para que seus cães sejam mais facilmente controlados. No entanto, de acordo com a pesquisa, depois que um cão se “acostuma” a ser tratado de forma violenta e adquire o comportamento, é difícil que ele perca o hábito.

O objetivo dos estudos é determinar a melhor maneira de treinar um cão, sem prejudicar o animal.




Fonte:http://hypescience.com/voce-e-agressivo-seu-cachorro-tambem-sera/



terça-feira, 7 de setembro de 2010

Backpacking Cat

Backpacking Cat



Kitty is perhaps the most adventurous cat in the world. She is the beloved cat pet of a French couple/explorers, Guillaume and Laetitia who are on a mission to travel from Miami , US to Ushuaia , Argentina purely on foot. They are currently in Columbia , heading south. 

Their cat, Kitty, is often seen resting in the backpack carried by Guillaume while they are hiking down the road. They even set up a little umbrella on the backpack to give the kitty some shade from the sun. [Video:Backpacker Cat Touring the World with French Couple] 

Kitty enjoys the trip as much as the couple. She often climbs on the shoulder of her daddy to get a good look at every new scenery. She does not seem to be shy or bashful about meeting new people and visiting new places. If we have an award for the most adventurous cat in the world, I’d said Kitty is purr-fect for it. You can see the updates on their journey and more photos at their website. 



 
 cute kitty adventurous kitten cat pic
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quinta-feira, 2 de setembro de 2010

O perigo está no ar

O perigo está no ar

Estudo da USP mostra que cães também sofrem riscos como um fumante passivo


Shutterstock

Atenção, esquadrilha da fumaça! Cães de donos fumantes viraram objeto de novas pesquisas para medir os estragos causados pelo cigarro e foram eleitos símbolos de uma nova etapa de conscientização antifumo. A Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia da USP está coletando dados sobre o estilo de vida de donos de animais que têm algum tipo de câncer, como hábito de fumar, quantidade de cigarros diários, tempo de vício e locais onde fuma. 

“Já sabemos que existe uma relação entre tabagismo e problemas respiratórios de cães, como alergia e asma”, diz Denise Saretta Schwartz, professora da USP. Segundo a veterinária, o grupo que menos responde ao tratamento contra bronquite é o de cães que vivem numa casa em que uma ou mais pessoas fumam. “O maior risco da exposição à fumaça é o câncer de pulmão, mas ainda há poucos estudos conclusivos, mesmo no exterior.” 

A médica diz que os donos de pets estão mais conscientes, mas que a maioria ainda não se tocou de que pode estar prejudicando a saúde de seu animal fumando perto dele. “Cachorros e gatos são tão fumantes passivos quanto qualquer bebê ou criança. É importante fazer esse alerta.” 

Cães com câncer no pulmão têm, em média, apenas dois meses de expectativa de vida. Embora sua incidência seja baixa no mundo animal, o grande perigo está nas metástases. O segundo câncer canino mais comum no Brasil, depois dos linfomas, é o tumor de mama, que avança primeiro para o pulmão. 

“O pulmão dos cães é mais afetado quando a doença se espalha do que por um tumor inicial. Animais com histórico de câncer têm 70% mais chance de desenvolver outros tumores”, diz o veterinário oncologista Rodrigo Ubukata. “Portanto, qualquer estímulo que desencadeie alterações celulares pode afetar o paciente oncológico”, diz o especialista, que chefia o setor de oncologia da clínica Provet, a qual executa por mês cerca de 150 sessões de quimioterapia em cachorros. 

Nos Estados Unidos, há um movimento de transformar os cães em “sentinelas” de seres humanos, “porque estão expostos ao ambiente da mesma forma que seus proprietários”, explica Rodrigo. Adesivos “pet-friendly” circulam pelo país, alertando fumantes para não dar baforadas dentro de casa. Um deles, por exemplo, mostra um cão moribundo, sentado ao lado de um homem que fuma despreocupadamente no sofá, e pensando: “Eu deveria ter escolhido um dono não-fumante...” 

A ordem dos veterinários, especialmente oncologistas, é que a pessoa fume em área externa, sem o animal no colo ou por perto – se ele tem ou já teve câncer, os cuidados para mantê-lo longe da nuvem de nicotina devem ser redobrados. “Não adianta fumar no quarto e trancar o bicho lá fora só na hora do cigarro, pois ele continuará inalando a fumaça, que permanece no ambiente”, diz Denise. “No fundo, esse é um ótimo motivo para parar de fumar: o cigarro pode afetar a saúde de um ser querido. Outro dia, uma cliente me contou que seu marido finalmente resolveu largar o cigarro porque ele percebeu que aquilo estava fazendo mal para a cachorrinha deles.”




quarta-feira, 1 de setembro de 2010

No Rio, cães são municipais, gambás, federais, e marimbondos, estaduais


No Rio, cães são municipais, gambás, federais, e marimbondos, estaduais

Resgate e cuidados com bichos são divididos entre as esferas de governo.
Carioca fica em dúvida diante da bicharada; se for abelha, é particular.  
Foto: Luiz Marcos / Arquivo Pessoal

Um gambá passeia por condomínio na Barra da Tijuca, na Zona Oeste (Foto: Luiz Marcos / Arquivo Pessoal)

Quase todo mundo conhece alguma simpatia dos tempos da vovó para evitar visitas indesejáveis. Mas, quando essa visita pertence ao mundo animal, como marimbondos, abelhas, gambás, cobras e jacarés, dificilmente pôr uma vassoura de cabeça para baixo atrás da porta dá certo. Porém, o mais complicado é saber a quem pedir socorro, até porque para não pagar mico, dependendo da espécie, o trabalho pode ser da alçada municipal, estadual ou federal.

Nem pense em usar a tal vassoura que ficou atrás da porta para dar cabo do visitante. Além de não ser educado nem politicamente correto, pode ser perigoso. Segundo o veterinário e diretor técnico da Fundação Rio-Zoo, Victor Hugo Amoroso de Mesquita, o animal – independentemente do tamanho - pode se sentir ameaçado e, uma vez, acuado, tende a atacar o agressor. Além do mais, matar qualquer espécie da fauna brasileira é crime ambiental.

“Em caso de invasão de animais, o ideal é chamar o Corpo de Bombeiros ou a Patrulha Ambiental. Eles têm equipamentos e são preparados para fazer o recolhimento dos bichos. Eles sabem evitar acidentes como picadas e mordidas e sabem para onde eles devem ser levados. Os zoológicos, assim como institutos de pesquisa, como o Vital Brazil não fazem recolhimento de animais”, explicou Mesquita. 

Foto: Reprodução da TV

O recolhimento de abelhas tem de ser feito por um apicultor particular (Foto: Reprodução da TV)

De acordo com a assessoria do Corpo de Bombeiros, somente os chamados para invasão de abelhas não são atendidos pela corporação. Nesses casos, o problema exige uma solução particular: a chamada de um apicultor. Com roupas e material apropriados eles recolhem os insetos e levam para um apiário.

“De resto, os bombeiros podem ser chamados para resgatar e recolher qualquer tipo de animal. De baleia a marimbondo. O Grupamento de Busca e Salvamento (GBS) faz esse trabalho”, afirmou o subtenente Leandro, da assessoria de comunicação da corporação. 
Resgate pode ser municipal ou estadual
Geralmente, as invasões do mundo animal começam no âmbito municipal. São insetos, répteis, aves ou pequenos mamíferos que saem de locais de mata para procurar abrigo ou alimentos ao redor das residências na cidade.

O caso se mantém na esfera municipal, se o recolhimento for feito pela Patrulha Ambiental, ligada à Secretaria municipal de Meio Ambiente. Mas o bicho passa a ser um problema do estado, se o resgate for realizado pelo Corpo de Bombeiros. 

Foto: Reprodução da TV

Jacarés, encontrados em canal no Recreio dos Bandeirantes são recolhidos por bombeiros e levados para centro de triagem do Ibama (Foto: Reprodução da TV)

O estado, através do Corpo de Bombeiros, foi o salvador da dona-de-casa Maria de Lourdes Esteves de Oliveira, moradora de Botafogo, na Zona Sul. Há tempos ela vinha sofrendo com o ataque de marimbondos, que construíram sua casa nas folhas de uma palmeira que fica em frente à sua janela.

“Mesmo com a janela fechada o tempo todo, cheguei a ser picada algumas vezes. Não sabia mais o que fazer. Os bombeiros fizeram um trabalho muito eficiente e retiraram a casinha de marimbondo da palmeira”, contou a moradora.

Segundo os Bombeiros, cães e gatos lideram as estatísticas de recolhimento no Rio. Normalmente, são bichos que foram abandonados nas ruas por terem se tornado agressivos. Nesses casos, o destino deles é de responsabilidade municipal, já que são levados para o Centro de Controle de Zoonoses, da prefeitura. 
Sob responsabilidade da União
Animais silvestres, como gambás, micos, jacarés, gaviões por determinação do Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e Recursos Naturais Renováveis (Ibama) devem ser levados para o Centro de Triagem de Animais Silvestres, que fica no município de Seropédica, na Baixada Fluminense.

Como o Seropédica não é muito perto, é comum que os bichos sejam levados para um outro município mais próximo, ou seja, para o Jardim Zoológico de Niterói, na Região Metropolitana.

“Os bichinhos recolhidos sempre chegam machucados, assustados ou debilitados. Cuidamos de todos eles. Quando sabemos a origem deles, depois de tratados fazemos um trabalho de reintrodução no habitat natural deles”, informou a diretora presidente do zoológico de Niterói, Gilseda Candiotto. 

Foto: Divulgação/ Zoológico de Niterói

Os pinguins são de responsabilidade da União: sob orientação do Ibama viajam em aviões da FAB ou navios da Marinha de volta ao Rio Grande do Sul (Foto: Divulgação/ Zoológico de Niterói)

No caso dos estrangeiros pinguins capturados em praias fluminenses, cabe à união decidir o destino deles. Ou seja, como destaca Giselda, depois de tratados essas aves marinhas, sob orientação do Ibama, são transportadas em aviões da Força Aérea Brasileira (FAB) ou navios da Marinha para serem soltas no mar, no Rio Grande do Sul. 
Venenosos ficam com o estado

Até os animais peçonhentos, como cobras, aranhas, lacraias e escorpiões devem ter um destino nobre sob a responsabilidade do estado. Embora o impulso de usar a vassoura contra eles seja grande, o ideal é recolhê-los com cuidado para não ser envenenado e encaminhá-los ao Instituto Vital Brazil. Segundo o biólogo e chefe do serpentário, Cláudio Machado, esses bichinhos esquisitos ficam na instituição para a produção de soro. O instituto tem atualmente cerca de 500 serpentes.

“Matar uma cobra, uma aranha ou um escorpião não é solução. Se o bicho está ali é porque há algo errado no habitat dele. E ele encontrou um ambiente propício com abrigo e alimento ao redor da casa. Se não der para esperar os Bombeiros, deixe que ele vá embora”, aconselha Machado. 

Problemas renais em cães e gatos


OLÍVIA - PARA ADOÇÃO


Problemas renais em cães e gatos


De olho no xixi
Doenças renais são comuns tanto em cães quanto em gatos quando a idade avança. Perceber seus sintomas iniciais é vital para que não se tornem crônicas



Àmedida que o animal envelhece, os rins tendem a não trabalhar como antigamente. Às vezes, isso não chega a trazer maiores complicações. Mas também não dá para dormir no ponto. Esperar que a coloração e o odor da urina se alterem é a atitude de quem marca bobeira. Até porque esses não são necessariamente os primeiros sintomas dos problemas renais em cães e gatos. 

“Quando eles aparecem, muitas vezes a doença já alcançou seu estágio crônico”, lamenta o veterinário ultrassonografista Eduardo Fava Schmidt, do Hospital Veterinário Rebouças, em São Paulo. 

“É essencial que você leve seu animal de estimação pelo menos uma vez por ano ao veterinário para fazer exames preventivos capazes de apontar qualquer indício de encrenca nesses órgãos”, avisa a veterinária Marileda Carvalho, da Universidade Estadual Paulista. 

Mais do que isso, o olhar do especialista pode notar problemas associados ao distúrbio renal quando ele é diagnosticado. Não raro a causa da pane nesse par de filtros é uma bela hipertensão — a pressão alta nos bichos, assim como nos seres humanos, afeta tanto os rins quanto o coração. No início, o comportamento inadequado dos rins tem cura — em geral, lançando mão de antibióticos, porque quase sempre há agentes infecciosos por trás. 

Se nada for feito, no entanto, os estragos avançam a ponto de não haver volta. Aí, o máximo que você poderá fazer para ajudar o seu amigo será controlar seus hábitos para garantir uma sobrevida maior — e um pouco menos sofrida. “Ele deverá comer apenas rações com quantidades muito bem dosadas de proteínas e com baixo nível de fósforo”, diz Márcia Mery Kogika, da Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia da Universidade de São Paulo. 

Vira e volta, também precisará ir à clínica veterinária para tomar soro. Explica-se: na fase avançada da doença renal, a perda de líquidos é incrível, e o animal necessita ser constantemente reidratado. Ou seja, a qualidade de vida do bicho vai para as cucuias e a do dono, de certa maneira, também. 

Não deixe a situação do seu amigo chegar a esse ponto.

Exames obrigatórios


Repetidos todos os anos, eles detectam o menor sinal de problema quando ainda há cura 

• HEMOGRAMA – Acusa uma eventual anemia, que é outra consequência do mau desempenho dos rins.
• UREIA e CREATININA – A dosagem dessa dupla de substâncias mostra se os rins estão filtrando o sangue direito.
• URINA TIPO 1 – Pode flagrar uma infecção urinária. • ULTRASSOM – Suas imagens revelam se há danos na estrutura dos rins.

Os pirmeiros sinais
O que marca o início de um problema renal
• Vontade de fazer xixi a todo instante
• Urina clarinha, já que é despejada a toda hora
• Sede excessiva, que se manifesta para repor tanto líquido perdido
• Vômitos e diarreia



Fonte: http://saude.abril.com.br/edicoes/0310/bichos/conteudo_451682.shtml

terça-feira, 31 de agosto de 2010

ODE AO GATO

                                Maria Callas, para adoção

ODE AO GATO


Por Artur da Távola


Bichos polêmicos sem o querer, porque sábios, mas inquietantes, talvez por isso.

Nada é mais incômodo que o silencioso bastar-se dos gatos. O só pedir a quem amam. O só amar a quem os merece.

O homem quer o bicho espojado, submisso, cheio de súplica, temor, reverência, obediência. O gato não satisfaz as necessidades doentias do amor. Só as saudáveis.

Lembrei, então, de dizer, dos gatos, o que a observação de alguns anos me deu. Quem sabe, talvez, ocorra o milagre de iluminar um coração a eles fechado? Quem sabe, entendendo-os melhor, estabelece-se um grau de compreensão, uma possibilidade de luz e vida onde há ódio e temor? Quem sabe São Francisco de Assis não está por trás do Mago Merlin, soprando-me o artigo?

Já viu gato amestrado, de chapeuzinho ridículo, obedecendo às ordens de um pilantra que vive às custas dele? Não! Até o bondoso elefante veste saiote e dança a valsa no circo. O leal cachorro no fundo compreende as agruras do dono e faz a gentileza de ganhar a vida por ele.

O leão e o tigre se amesquinham na jaula. Gato não. Ele só aceita uma relação de independência e afeto. E como não cede ao homem, mesmo quando dele dependente, é chamado de arrogante, egoísta, safado, espertalhão ou falso.

"Falso", porque não aceita a nossa falsidade com ele e só admite afeto com troca e respeito pela individualidade. O gato não gosta de alguém porque precisa gostar para se sentir melhor. Ele gosta pelo amor que lhe é próprio, que é dele e ele o dá se quiser. 

O gato devolve ao homem a exata medida da relação que dele parte. Sábio, é espelho. O gato é zen. O gato é Tao. Ele conhece o segredo da não-ação que não é inação. Nada pede a quem não o quer. Exigente com quem ama, mas só depois de muito certificar-se. Não pede amor, mas se lhe dá, então ele exige.

Sim, o gato não pede amor. Nem depende dele. Mas, quando o sente, é capaz de amar muito. Discretamente, porém sem derramar-se. O gato é um italiano educado na Inglaterra. Sente como um italiano mas se comporta como um lorde inglês.

Quem não se relaciona bem com o próprio inconsciente não transa o gato. Ele aparece, então, como ameaça, porque representa essa relação precária do homem com o (próprio) mistério. O gato não se relaciona com a aparência do homem. Ele vê além, por dentro e pelo avesso. 

Relaciona-se com a essência. Se o gesto de carinho é medroso ou substitui inaceitáveis (mas existentes) impulsos secretos de agressão, o gato sabe. E se defende do afago. A relação dele é com o que está oculto, guardado e nem nós queremos, sabemos ou podemos ver. Por isso, quando surge nele um ato de entrega, de subida no colo ou manifestação de afeto, é algo muito verdadeiro, que não pode ser desdenhado. É um gesto de confiança que honra quem o recebe, pois significa um julgamento.

O homem não sabe ver o gato, mas o gato sabe ver o homem. Se há desarmonia real ou latente, o gato sente. Se há solidão, ele sabe e atenua como pode (ele que enfrenta a própria solidão de maneira muito mais valente que nós). 

Se há pessoas agressivas em torno ou carregadas de maus fluidos, ele se afasta. Nada diz, não reclama. Afasta-se. Quem não o sabe "ler" pensa que "ele não está ali". Presente ou ausente, ele ensina e manifesta algo. Perto ou longe, olhando ou fingindo não ver, ele está comunicando códigos que nem sempre (ou quase nunca) sabemos traduzir.

O gato vê mais e vê dentro e além de nós. Relaciona-se com fluidos, auras, fantasmas amigos e opressores. O gato é médium, bruxo, alquimista e parapsicólogo. É uma chance de meditação permanente a nosso lado, a ensinar paciência, atenção, silêncio e mistério. O gato é um monge portátil à disposição de quem o saiba perceber.

Monge, sim, refinado, silencioso, meditativo e sábio monge, a nos devolver as perguntas medrosas esperando que encontremos o caminho na sua busca, em vez de o querer preparado, já conhecido e trilhado. O gato sempre responde com uma nova questão, remetendo-nos à pesquisa permanente do real, à busca incessante, à certeza de que cada segundo contém a possibilidade de criatividade e de novas inter-relações, infinitas, entre as coisas. 

O gato é uma lição diária de afeto verdadeiro e fiel. Suas manifestações são íntimas e profundas. Exigem recolhimento, entrega, atenção. Desatentos não agradam os gatos. Bulhosos os irritam. Tudo o que precise de promoção ou explicação, quer afirmação.

Vive do verdadeiro e não se ilude com aparências. Ninguém em toda natureza aprendeu a bastar-se (até na higiene) a si mesmo como o gato!

Lição de sono e de musculação, o gato nos ensina todas as posições de respiração ioga. Ensina a dormir com entrega total e diluição recuperante no Cosmos. Ensina a espreguiçar-se com a massagem mais completa em todos em todos os músculos, preparando-os para a ação imediata. Se os preparadores físicos aprendessem o aquecimento do gato, os jogadores reservas não levariam tanto tempo (quase 15 minutos) se aquecendo para entrar em campo.

O gato sai do sono para o máximo de ação, tensão e elasticidade num segundo. Conhece o desempenho preciso e milimétrico de cada parte do seu corpo, a qual ama e preserva como a um templo.

Lição de saúde sexual e sensualidade. Lição de envolvimento amoroso com dedicação integral de vários dias. Lição de organização familiar e de definição de espaço próprio e território pessoal. Lição de anatomia, equilíbrio, desempenho muscular. Lição de salto. Lição de silêncio. Lição de descanso. Lição de introversão. Lição de contato com o mistério, com o escuro, com a sombra. Lição de religiosidade sem ícones.

Lição de alimentação e requinte. Lição de bom gosto e senso de oportunidade. Lição de vida, enfim, a mais completa, diária, silenciosa, educada, sem cobranças, sem veemências, sem exigências.

O gato é uma chance de interiorização e sabedoria posta pelo mistério à disposição do homem.