quinta-feira, 27 de setembro de 2012

Portugal - Crise faz disparar abandono de animais de estimação


Não é preciso estar muito atento para perceber que aumentaram os animais errantes pelas ruas, e não é por ser verão. A crise está a empurrar para fora de casa os elos mais fracos: os amigos de quatro patas. Tal como acontece em Atenas, por cá é na Grande Lisboa que a situação é mais visível e preocupante.






Abandono de cães e gatos em crescendo preocupante

Os cortes nos gastos já estão a atingir os animais de estimação. À sombra da crise, milhares de animais de companhia são abandonados de norte a sul do país: nas ruas, entregues aos cuidados de associações ou depositados em canis municipais.

De acordo com os dados divulgados pela Direção Geral de Alimentação e Veterinária só na Grande Lisboa a captura de animais errantes, cães e gatos, passou de 4442, em 2010, para 5629, em 2011. Um aumento considerável para quem está encarregue, não só, de tirar estes animais da rua, como de lhes dar um destino.

Os números deste ano ainda não estão disponíveis, naturalmente, mas os sinais de que a situação está em crescendo são evidentes, sobretudo quando a própria câmara da capital não só não está a fazer recolha, como tem o canil encerrado para obras, sem data para reabrir, como disse ao Expresso o vereador do Ambiente Urbano da Câmara Municipal de Lisboa, José Sá Fernandes, numa entrevista que pode ser vista num dos sete vídeos que acompanham este trabalho.

De lotação esgotada, a maioria das associações luta todos os dias para fazer face a um problema que cada vez mais caminha a par e passo com a crise. A falta de apoios, financeiros e alimentares, a diminuição do número de sócios e a falta de espaço para acolher tantos animais faz com que a vontade de ajudar seja incompatível com a realidade. Em tudo.

Mais animais, menos adoções: uma combinação preocupante
A balança mostra um desequilíbrio ainda maior quando o número de devoluções de animais se alia à indisponibilidade para adotar ou para adoções com prazo de validade, já que muitos animais são devolvidos ao fim de pouco tempo.

A insuficiente capacidade de resposta das associações aumenta com os pedidos de ajuda que chegam diariamente. A SOSAnimal, por exemplo, sediada há cerca de um ano em Caparide, fala de "30 a 40 pedidos de ajuda por semana" e de um baixo número de adoções, num ano que consideram estar a ser "muito crítico".

Às antigas razões apontadas para abandonar o amigo de quatro patas, como as alergias, os divórcios ou as férias de verão, junta-se agora a falta de dinheiro e a taxa de emigração que cresce com os problemas económicos do país. Tudo isto faz um cocktail onde, além do sofrimento dos animais, se alastra a problemas de saúde pública e até de segurança para as pessoas.

A Associação São Francisco de Assis, em Sintra, abriu as portas ao Expresso já que é outro exemplo do que está a acontecer: anualmente recolhe entre 350 a 400 animais, a ideia de "fechar portas" está, por enquanto, posta de parte, mas as dificuldades aumentaram e é cada vez mais difícil fazer face à situação.

Sobre isto, Maria João Pulido, uma das responsáveis por esta associação, salienta a "razoável" percentagem de animais que têm vindo a ser devolvidos e que agrava, não só o problema da falta de espaço, como dos meios de subsistência que se mostram diminutos.

Até nos veterinários são largados animais
Para quem o abandono do animal não é opção, o descuido dos cuidados veterinários deste começa, contudo, a ser uma inevitabilidade. São muitas as pessoas que pela sua fraca condição económica adiam os cuidados médicos do animal ou, no limite, acabam mesmo por se "esquecerem" de ir buscar o bicho após uma intervenção cirúrgica ou outro tipo de tratamento ambulatório.

A situação está de tal forma que a Ordem dos Médicos Veterinários disse ao Expresso que está a pensar numa forma legal de contornar esta situação. Resumindo: como podem os veterinários "desfazer-se" dos animais esquecidos nas clínicas, sem caírem na ilegalidade?

António Ferreira, médico e um dos responsáveis da Faculdade de Medicina Veterinária, diz ter uma ideia do que se passa nas clínicas - pelo feedback que recebe por parte dos colegas que exercem no privado - e explica que no Hospital Veterinário a situação não é tão grave, mas que já tem sinais claros dos efeitos da crise.

Este médico, que também ali é docente, não regista uma quebra das receitas hospitalares mas nota que as pessoas estão "mais retraídas" no momento de avançar para tratamentos mais dispendiosos.

"Não ao abandono dos animais" é insuficiente
Canis municipais, associações e entidades como a Ordem dos Médicos Veterinários, unem-se no apelo ao "não abandono dos animais".

Uma boa intenção, mas se o passado não resolveu o problema, muito menos agora conseguirá ter sucesso para travar o que está a acontecer. É que, como a crise não dá sinais de vir a passar nos próximos tempos, este é um problema que tende a agravar-se até ao ponto de atingir as proporções que tem neste momento a Grécia, como tão bem descreveu Clara Ferreira Alves na reportagem que fez em Atenas para o Expresso: "Os cães dormitam na sombra dos prédios e das igrejas, no vão das portas e das lojas, nas lajes das praças e monumentos. Dormitam e vagueiam, sem rumo, abandonados. São muitos. São demasiados."


Carlos Paes (infografia), Vanessa Sardinha (reportagem), André de Atayde e Fernando Pereira (vídeos)

terça-feira, 25 de setembro de 2012

Vira-lata, sim!

Cães e gatos sem raça definida são tão inteligentes quanto os que vêm com pedigree e até mais resistentes. Considere isso na hora de escolher o bichinho que vai levar para casa




O designer gráfico André Rodrigues encontrou o vira-lata Perrengue em uma feira de adoção na capital paulista há oito meses. "Adotar um cão é como ter um filho. Você precisa readaptar sua rotina, programar os passeios e ter autoridade com o bicho", diz o paulistano de 27 anos.




Eles estão longe de serem considerados puros, não possuem características marcantes que os diferenciem e nem se encaixam exatamente em padrões de beleza. A palavra que os classifica, associada ao hábito de revirar latas de lixo em busca de comida, aparece nos dicionários como um sinônimo de "sem classe, sem-vergonha". Mas os cães e gatos sem raça definida (SRD) driblaram a má fama. E foi-se o tempo em que eram deixados do lado de fora das casas e relegados ao segundo escalão dos amigos de quatro patas. Segundo levantamento feito pelo Instituto Datafolha, que entrevistou 613 donos de cães na cidade de São Paulo, apenas 26% dos pets foram comprados. Estima-se, portanto, que o restante não tenha pedigree ou raça definidos. No caso dos felinos, uma pesquisa encomendada pela Comissão de Animais de Companhia, que reúne empresas do setor veterinário, aponta que quase 80% dos gatos dos lares brasileiros também estão na categoria SRD. 

MENOS NOBREZA E MAIS ESPERTEZA? 
Cães e gatos mestiços são tidos como mais inteligentes que a maioria dos animais de raça. E um estudo feito pela Universidade de Aberdeen e Napier, na Escócia, vem colaborar com essa teoria. A pesquisa aplicou sete testes diferentes em um grupo de 80 cães. De acordo com os profissionais envolvidos, os vira-latas apresentaram melhor noção de espaço e resolveram problemas — como procurar ossos embaixo de latas — com mais facilidade do que os colegas com pedigree. Mas a avaliação não é unânime. Daniel Guimarães Gerardi, professor da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, em Porto Alegre, por exemplo, não se entusiasma: "Os vira-latas são tão inteligentes quanto qualquer outro animal. Esse desempenho independe da raça. Está mais ligado a habilidades específicas de cada bicho". 

O quesito comportamento é outra variante a ser considerada na hora de adotar um pet mestiço. Para quem acha que eles podem ser uma fonte de confusão, a opinião de Marcelo Quinzani, do Hospital Veterinário PetCare, de São Paulo, não deixa de ser uma surpresa: "Vira-latas, principalmente os que têm um histórico de vida na rua, são mais dóceis", ele afirma. "Isso se dá devido ao instinto de sobrevivência. Sendo mais amistosos, eles conquistam mais cuidados." E os espertinhos são tão aptos ao adestramento quanto qualquer outro animal de estimação. Ainda está em dúvida? Pensando que pode ser um perigo levar um doce filhote para casa e vê-lo crescer demais e virar um grande problema? Pois saiba que, prestando atenção em alguns detalhes, dá para ter uma pista do porte do amigo de quatro patas que se vai adotar. 

ATENÇÃO E CARINHO 
Animais que tiveram suas características selecionadas por reproduções programadas tendem a desenvolver problemas típicos daquela raça. No caso de cães e gatos vira-latas, não há um biótipo específico. Eles têm diferentes pelagens, tamanhos e características físicas proporcionados pelos cruzamentos ao acaso. "Essa variedade genética contribui para que esses animais se tornem menos predispostos a desenvolver determinadas doenças, como insuficiência renal e dermatites", teoriza Daniel Gerardi. A paulista Veridiana Ravizza, de 37 anos, ganhou o SRD Zeca de uma amiga. "Desde que adotei meu gato, minha alergia respiratória praticamente desapareceu", diz a editora de cinema. Mas vale o alerta: isso não significa que a imunidade seja total. Avaliar a aparência física do cachorro, por exemplo, é uma boa maneira de investigar se existe predisposição a algum mal. "Cães de grande porte podem ter problemas articulares, enquanto os de focinho achatado tendem a apresentar dificuldades respiratórias", ensina Marcelo Quinzani. 

Ou seja, vira-lata também é bicho — trate da saúde dele como faria com qualquer animal de sangue azul. A vacinação deve estar sempre em dia, prevenir o aparecimento de pulgas, carrapatos e vermes garante o bem-estar e check-ups periódicos vão ajudar a mantê-lo sempre saudável. Quanto à alimentação, nenhum segredo: as rações devem respeitar o porte e a idade do animal. No mais, passeio e carinho são mais que bem-vindos. 

Isso posto, se você encontrar um desses animais na rua e resolver adotá-lo, o melhor a fazer é levá-lo logo a um veterinário e mantê-lo isolado dos outros animais da casa por alguns dias. Esse período de observação é importante para perceber se o bichinho tem alguma doença ainda incubada em seu organismo. Depois de um mês de avaliação, o veterinário poderá dizer se seu novo companheiro está suficientemente saudável para tomar as vacinas de praxe. Vale lembrar: cachorros e gatos, uma vez por ano, devem receber uma dose para espantar o vírus da raiva. Os primeiros recebem ainda a vacina múltipla, a V10, que protege contra cinomose, adenovírus, parainfluenza, parvovírus, coranovírus e dois subtipos de leptospirose, além de ser imunizados contra a gripe canina. Já os felinos devem ser vacinados para evitar rinotraqueíte, panleucopenia, clamídea e vírus calicivírus.


por CLARA CIRINO design SUELY DANELON fotos OMAR PAIXÃO

sábado, 15 de setembro de 2012

Animais de estimação podem diminuir chances de bebês adoecerem, diz estudo


Pesquisa aponta que o contato com o animais de estimação ajuda no desenvolvimento imunológico do bebê

Além de alegrar e divertir a vida do bebê, animais podem ser grandes amigos também da saúde da criança. Segundo uma pesquisa publicada na revista "Pediatrics", crianças que crescem com gatos e cachorros em casa têm maiores chances de terem menos infecções respiratórias durante o primeiro ano de vida.

A pesquisa, conduzida na Finlândia, acompanhou 397 crianças desde a gestação até completarem um ano de idade. Foi notado que os bebês que possuíam gatos ou cachorros passaram menos tempo com infecções de ouvido, tosse ou nariz entupido: 31% deles tiveram menos infecções e sintomas de problemas respiratório e 44% tiveram menos infecções de ouvido e receberam 29% menos receitas de antibióticos.

Segundo o estudo, um dos fatores da contribuição desses animais para a saúde do bebê é o fortalecimento do sistema imunológico da criança, que ainda é fraco e em desenvolvimento durante o primeiro ano de vida. Como os cães ou gatos podem levar sujeira e germes para dentro da casa, isso faz com que gere um amadurecimento ainda mais rápido do sistema imunológico, melhorando as defesas contra vírus e bactérias do ambiente.

No entanto, mesmo com os aparentes benefícios trazidos pelos animais, há limites. O estudou também apurou que crianças que passam menos de seis horas diárias com um cachorro têm menos chances de adoecerem em relação as que possuem contato direto com o animal.

Com base nas anotações dos pais participantes do estudo, os pesquisadores notaram que as crianças sem contato com um cachorro, por exemplo, eram 65% do tempo saudáveis, enquanto aquelas que tinham maior contato com o animal estavam 76% do tempo sem doenças.




sexta-feira, 3 de agosto de 2012

RJ- TIJUCA - Campanha de Adoção - Patas e Patas - 04 de agosto

RJ - AGORA NA TIJUCA !!!

 Próximo Sábado
4 de agosto de 2012
Campanha de Adoção de Cães e Gatos 

Pet Pituka & Patas e Patas
Rua São Francisco Xavier 357, quase esquina com Av. Maracanã

Ajudem nossos animais.
Doem um quilo de ração, uma lata de comida pastosa,
uma caixa e vermífugo.

Todas as doações para GATOS serão encaminhadas para
Os Gatos do Parque, que passam por grande necessidade!

Para você isso não é nada mas para eles faz muita diferença.



Venham conhecer nosso trabalho.
Divulguem nossos eventos de Adoção.

Vamos mudar o mundo se mudarmos o nosso mundo!






quinta-feira, 2 de agosto de 2012

CARTA ABERTA AO PRESIDENTE DA FUNDAÇÃO PARQUES E JARDINS

CARTA ABERTA AO PRESIDENTE DA FUNDAÇÃO PARQUES E JARDINS- SR. DAVI LESSA

Sr. Presidente da Fundação Parques e Jardins,


É com profundo pesar, como cidadã carioca e voluntária para a proteção dos felinos do Parque do Campo de Santana há cinco anos, que observo como uma pessoa totalmente despreparada para o exercício da função pública pode ter sido nomeada e  continuar “atuando” com tanta negligência, prepotência e desrespeito pelo patrimônio público ao invés de por ele zelar, como é seu dever funcional, e ainda contar com o beneplácito da Prefeitura desta Cidade.

Causa-me perplexidade o que faz o senhor tratar o patrimônio público, que é do povo, como se fosse a sua propriedade particular, na qual pode agir tirânica e arbitrariamente.

É seu dever zelar pela coisa pública, algo que parece que o senhor até o momento não se deu conta.

Além de seu profundo desprezo pelos animais que habitam o parque, sequer se importa com o caos urbano e social daquele microcosmo. 

Acúmulo de lixo espalhado por todo o parque, árvores utilizadas como sanitários a céu aberto, sem falar em moradores de rua utilizando os lagos para banho e para lavar suas roupas, uso da “gruta”, ao lado da sede da sua administração, como hotel, além dos crimes que corriqueiramente ocorrem dentro do local e são de conhecimento público.

Inobstante esse caos que circunda a sede do órgão público que preside, sua preocupação parece ser unicamente a remoção dos felinos que habitam o parque, considerados por esta administração, como intrusos.
 
A sua coerência e sensibilidade preferiu eleger “sabiamente” os felinos , como vilões, do caos que supostamente administra. Justamente as vítimas do abandono, da irresponsabilidade, da crueldade e da amoralidade de cidadãos da dita “Cidade Maravilhosa”.

Além do silêncio conivente da  administração do parque com os maus tratos e mortes violentas sofridas pelos felinos, e o abandono freqüente que conta com a ajuda valorosa da omissão desta administração.

Aliás, desde que assumiu este cargo, sua gestão nada fez para coibir o abandono de animais e pior, promoveu maus tratos, ao deslocar todos os abrigos que existiam no entorno do parque, para proteger os felinos do frio e da chuva (colocados na administração anterior, cabe salientar) na área do Bambuzal constantemente alagada em épocas de chuvas, gerando doenças e mortes.

Esta “atuante” administração impediu, ainda, a reforma, pleiteada pelos protetores , que seria feita com recursos particulares, no “ambulatório” infecto do Campo de Santana para tratar os animais doentes, porque segundo a sua visão, o local era “temporário”, “gentilmente cedido por sua administração”. Apesar de as condições precárias do lugar torná-lo foco fácil de proliferação de doenças.

Porém, pasme o Sr., apesar das mortes e doenças causadas pela omissão criminosa do poder público e de cidadãos desta cidade que os abandonaram e  maltrataram, em sua maioria eles  sobreviveram e são centenas deles vivendo precariamente neste “bucólico e aprazível”parque em pleno coração da Cidade Maravilhosa!!!

A solução então encontrada por sua valorosa gestão foi removê-los para o gatil do Parque Noronha Santos e o quanto antes para livrar a administração da Fundação Parques e Jardins do incômodo destes intrusos e de seus protetores.

Ressalve-se, sem sequer ouvir os seus protetores sobre as reais necessidades dos felinos, apesar dos insistentes pedidos negados por diálogo.

Que eles sejam mais respeitados, felizes, saudáveis e protegidos no Gatil Noronha Santos é o que esperam os seus protetores.

Aliás, acho que todos esperam que ao menos agora esta administração se dê ao trabalho de coibir o abandono de animais no parque, ao invés de se omitir, como sempre o fez.

Por fim, para encerrar esta carta, citarei o dito popular: quando os gatos saem os ratos fazem a festa.

E os felinos do Campo de Santana estão deixando o lugar onde foram cruelmente abandonados e maltratados...

Parabéns, Sr. Presidente da Fundação Parques e Jardins, a sua administração já pode começar a comemorar!




Daniela Franco, advogada, cidadã carioca e protetora dos felinos do Campo de Santana.

quinta-feira, 26 de julho de 2012

Gatos do Jardim pedem ajuda


Porque ajudar vale a pena !!

Gatos do Jardim do Méier pedem ajuda !!



Contatos com Gê Scalabrini - 8436-9920


Comunidade no Facebook:
http://www.facebook.com/groups/156064231130929/



Rinotraqueíte

Rinotraqueíte


Rinotraqueíte Viral Felina é causada por um herpevíruse e é altamente contagiosa, sendo responsável por 40 - 45% das infecções respiratórias felinas. Os primeiros sinais da doença são espirros, febre, rinite e salivação. Uma descarga nasal e ocular inicialmente serosa que rapidamente transforma-se em mucopurulenta é típica da doença. Após temos anorexia, depressão e pêlos ásperos. A taxa de mortalidade entre os filhotes afetados pela doença pode chegar a 50 - 60%. 



Já a “Gripe dos Gatos” é também causada por diferentes vírus e bactérias responsáveis por um conjunto de sintomas definidos na medicina veterinária como Complexo Respiratório dos Felinos. Os agentes infecciosos freqüentemente envolvidos são os vírus da Rinotraqueíte Felina e da Calicivirose Felina, assim como uma bactéria chamadaChlamydia psittaci. E, embora, cada um desses agentes provoque alterações próprias no organismo do gato, os sintomas comuns são semelhantes aos da gripe canina: corrimentos nasal e ocular, dificuldade para respirar, espirros, tosse, perda de apetite e febre. Também pode evoluir para uma pneumonia e nos animais com sua resistência comprometida, levar à morte. 


Cuidados de manejo devem ser tomados nesta época do ano, quando o clima seco e frio do inverno favorece o aparecimento e a disseminação das doenças respiratórias. Deve-se, por exemplo, evitar a exposição do seu gato em locais de aglomeração de animais, tais como parques, canis, feiras de animais, praças, abrigos e lojas de animais. Sempre que possível, fazer a vacinação anti-rábica em consultório particular (onde o atendimento é individual e o custo da vacina não é alto). Deve-se, também, manter o animal protegido do frio, das correntes de vento e da umidade. Diminua a freqüência dos banhos e evite fazê-lo nos dias frios. É aconselhável providenciar roupas próprias para aquecê-los nos dias mais frios.
Entretanto, a maneira mais eficaz de proteger os gatos da gripe é a vacinação anual. Os gatos devem ser protegidos contra o complexo respiratório felino através da vacina quíntupla felina que, além dos três agentes citados, protege também contra a Panleucopenia Felina e contra a Leucemia Felina. Essa vacina deve ser aplicada aos dois meses de idade, reforçada aos três e aos quatro meses, e depois, anualmente.

Se o seu gato ainda não está protegido contra a gripe, vacine-o(s) o mais rapidamente possível. Por outro lado, se ele já apresenta alguns dos sintomas descritos, leve-o imediatamente ao veterinário.
Esse vírus tem preferência pelas mucosas nasais, traquéia e conjuntiva ocular, caracterizando os sintomas respiratórios e oculares. A infecção ocorre por contato de gatos não vacinados com gatos doentes ou secreções no ambiente. A vacinação é eficaz na prevenção da doença. 


O Herpesvirus não é eliminado do organismo do animal após o contato. Assim sendo, o gato não vacinado será um portador definitivo do vírus. Isto quer dizer que se o gato portador passar por um período de estresse ou queda de resistência, o Herpesvirus poderá voltar a se manifestar, causando os sintomas respiratórios característicos: secreção ocular (conjuntivite), secreção nasal, espirros, tosse. Pode ocorrer pneumonia com a persistência dos sintomas.


A gata pode transmitir a doença aos filhotes em caso de grande estresse na época do desmame. Isso pode ser impedido vacinando a gata anualmente com a vacina quádrupla ou preferencialmente, a quíntupla felina, certificando-se que a vacina não irá vencer durante o período de gestação ou aleitamento dos filhotes (a gata que está bem vacinada transmite anticorpos aos filhotes através do leite). Outra coisa muito importante é fornecer alimentação de alta qualidade para a gata no final da gestação e todo o período de aleitamento dos gatinhos, com a finalidade de proporcionar à ela e aos filhotes o aporte de nutrientes necessário, sem que haja debilitação da saúde da gata e dos filhotes. A gata emagrece muito durante o aleitamento, praticamente tudo o que ela ingere é transformado em leite para os filhotes, portanto se ela ficar debilitada, o vírus pode voltar a atacar.
Quando o inverno chegar não deixe a gripe pegar seus gatinhos! 

Fotos: Gatinhos resgatados no Jardim do Méier
( http://www.facebook.com/groups/156064231130929/ )

Fonte: Dr. Amilcar Silva Jr. CRMV - SP nº 5.036

quarta-feira, 25 de julho de 2012

Prêmio TOPBLOG 2012

Este ano fomos convidadas a participar do Prêmio TOPBLOG 2012.

Você já votou? Não?

Então vote!



Campanha de Adoção de Cães e Gatos 28 de julho de 2012

 Próximo Sábado
28 DE JULHO DE 2012
Campanha de Adoção de Cães e Gatos 
LARGO DO MACHADO - RJ

Ajudem nossos animais. Doem um quilo de ração, uma lata de comida pastosa, uma caixa e vermífugo.

Para você isso não é nada mas para eles faz muita diferença.


Venham conhecer nosso trabalho.
Divulguem nossos eventos de Adoção.

Vamos mudar o mundo se mudarmos o nosso mundo!


quarta-feira, 11 de julho de 2012

Campanha de Adoção de Cães e Gatos 14 de julho de 2012

Sábado
14 de julho 2012
Largo do Machado - RJ

Campanha de adoção de Cães e Gatos

Lindos, charmosos, sapecas e brincalhões

Venha adotar seu melhor Amigo!!


Compartilhe nosso Evento com seus amigos.

Levem suas doações para os Peludinhos

O inverno já chegou, muitos animais não tem abrigo suficiente e uma toalha usada pode fazer toda a diferença




sexta-feira, 6 de julho de 2012

quinta-feira, 5 de julho de 2012

Campanha de Adoção - 7 de Julho - RJ

Amigos, sejam solidários e divulguem nossos Eventos de Adoção!

Próximo sábado, 07 de julho
Largo do Machado


das 10.00h às 18.00h






E se você não pode adotar,
Pode ajudar:


Doe:


Ração, seca e úmida (latinhas) para cães e gatos, adultos e filhotes;


Panos, toalhas, lençóis e cobertores usados. 


Medicamentos Humanos: Amoxicilina, Amoxicilina com clavulanato, Doxiciclina, Prednisona, Terramicina pomada oftálmica (ou Epitezan)


Medicamentos Veterinários: Enrofloxacina (Baytril, Flotril, Duotril), Pentabióticos, Capstar, Vermífugos, Maxican


Divulguem nossa Campanha entre seus amigos, você certamente tem um que está procurando 
por um amigo!



As Saras vão estar nesta Campanha!!



Animais fotografados para ajudar





Casa Saúde Animal promoveu uma sessão fotográfica solidária, em que os donos tiravam uma fotografia com os seus animais em troca de um donativo para ajudar uma associação.

Os dotes fotogénicos dos “amigos de quatro patas” foram postos à prova numa sessão fotográfica promovida pela clínica veterinária Casa Saúde Animal. Cães e gatos posaram sós ou com os respetivos donos para uma iniciativa solidária. Em troca da fotografia, os participantes tinham que contribuir com a doação de ração e um donativo monetário para colmatar a falta de recursos da Associação dos Amigos dos Animais de Santo Tirso.

Como boa colaboradora, a Casa Saúde Animal deu o exemplo e lançou o desafio a quem tem animais: guardarem uma recordação fotográfica dos companheiros animais. Tirando a dificuldade de, às vezes, sossegar os mais rebeldes, a verdade é que todos os modelos de quatro patas se portaram como verdadeiros profissionais. Foram fotografados 36 animais, entre os quais um coelho.

No entanto, a vertente solidária era a mais importante e segundo Daniela Barros, proprietária da clínica veterinária, teve um balanço “muito positivo”. Foram doados 50 quilos de ração e 50 euros em dinheiro, que vão ajudar os animais sem dono, que a associação acolhe.

Com o sucesso da sessão fotográfica, Daniela Barros já pensa em repeti-la, mas ao ar livre. Pode ver todas as fotos no Facebook da Casa Saúde Animal.


Fonte:http://www.onoticiasdatrofa.pt/

quarta-feira, 4 de julho de 2012

Como Encontrar um Gato Perdido



As dicas são interessantes.
Mas não consideramos normal ou aceitável gatos com acesso à rua.
Gato seguro é gato dentro de casa. Ah, cuidado com coleiras em gatos!! Existem modelos especiais, que usam um elástico tipo lastex, para unir dois pedaços de forma que, caso o gato fique preso pela coleira, o elástico rompe e permite que o animal se liberte. Muitos petshops vendem coleiras de material elástico mas sem a emenda de segurança. 






Como Encontrar um Gato Perdido


Algumas vezes, os gatos saem para um simples passeio, o que causa preocupação em seus donos. Apesar de esta ser uma situação estressante, existem maneiras eficientes de fazer seu amigo peludo voltar para casa em segurança.

Passos
Fique calmo. Gatos são criaturas curiosas e ativas, e não é raro um gato sair de casa de vez em quando. É bem possível que seu gato esteja por perto, mas se ele estiver perdido ou em apuros, entrar em pânico não vai ajudar em nada e vai reduzir suas chances de encontrar o felino.

Reveja seus passos. 

Pense qual foi a última vez que você viu seu gato e repasse o que ocorreu desde então. Você abriu alguma porta? Alguma porta que estava aberta para um cômodo sem saída foi fechada? Pergunte para as pessoas da casa, assim como para os vizinhos, qual foi a última vez que viram seu gato.


Reduza o campo de busca. 
Olhe em todas as áreas onde o gato foi visto anteriormente. É importante ver os esconderijos. Quando gatos estão em lugares desconhecidos, eles normalmente ficam assustados e se escondem. Se estiver procurando do lado de fora da casa, veja embaixo de carros ou outros esconderijos, como embaixo de churrasqueiras e grades. Infelizmente, algumas vezes, o gato pode entrar por baixo do carro e dentro do motor. Gatos são notórios também por subir em árvores e não conseguirem descer. Dentro de casa, veja embaixo das camas ou dentro de caixas e outros objetos acessíveis. Você pode querer procurar também em lugares mais inusitados, como a secadora e a máquina de lavar roupas, a geladeira, etc.

Chame pelo gato.
Tente incentivá-lo a sair de seu esconderijo ou voltar para casa chamando ele e oferecendo sua comida favorita. Se seu gato está acostumado a sair de casa, e é possível que ele esteja solto, coloque sua comida favorita em um pote do lado de fora da casa. Faça barulhos que normalmente atraem o gato para perto de você, como chacoalhar o pacote de biscoitos ou assoviar. Mas tenha em mente que gatos em situações de estresse podem não responder ao chamado.

Pare para escutar regularmente.
Um gato aprisionado, ferido ou com fome provavelmente vai miar para chamar sua atenção; enquanto procura, pare regularmente para escutar em cada área em que estiver procurando. Tente escutar o miado do gato lhe chamando, que pode estar abafado por obstáculos no caminho.

Chame a cavalaria.
Chame seus amigos para ajudar a aumentar a busca. Com mais pessoas procurando, você aumenta a chance de encontrar algum rastro do gato. Tenha certeza de avisar a todos que caso alguém o encontre, esta pessoa não deve fazer movimentos bruscos, sob risco de afugentá-lo. É melhor que o dono se aproxime do gato, especialmente se ele tiver um comportamento arisco.

Contate a Sociedade Protetora dos Animais ou os órgãos responsáveis, como o departamento de Zoonoses. Normalmente, se uma pessoa encontra um animal perdido, ela pode contatar um pet shop ou o abrigo de animais local. Ligue para estes lugares e pergunte sobre seu animal, informando a eles todos os detalhes (cor, raça, sexo, idade e seu telefone para contato). Retorne a cada 2 dias até que o gato seja encontrado, pois os abrigos têm diversos animais e pode ser difícil comparar todos com a descrição fornecida.



Anuncie na vizinhança.

Coloque cartazes e distribua folhetos na sua vizinhança. Se o seu gato estiver desaparecido por algumas horas, fale com os vizinhos e imprima folhetos para colocar em suas caixas de correio. Coloque seu nome, telefone e, se possível, uma foto do bichano no folheto. Se seus vizinhos estiverem cientes de que seu gato está desaparecido, eles irão entrar em contato caso o avistem. Coloque informações importantes, como a dieta do seu gato, se ele tem algum problema de saúde, etc. É melhor colocar o maior número de folhetos possível em um raio de 2 km da sua casa.

Dicas
Todas as pessoas envolvidas na busca devem ter um celular ou um rádio (para ficar em contato uns com os outros e avisar caso o gato seja visto ou encontrado) e uma lanterna para olhar nos cantos escuros, até mesmo de dia.

No caso de gatos machos, é muito comum que saiam de casa e não voltem. Eles começam se ausentando por horas, dias e até semanas, e depois de uma escapulida, não retornam mais. Esse comportamento instintivo dos gatos pode ser abrandado ou até totalmente alterado com a castração do animal.
Verifique os anúncios no jornal e tente colocar um anúncio sobre seu gato perdido.


Não se desencoraje

A maioria dos gatos eventualmente volta para casa.
Tome medidas para prevenir este tipo de ocorrência. Se seu gato vive dentro de casa, tenha certeza de que não há janelas ou portas abertas por longos períodos de tempo. Coloque uma coleira no seu gato com o telefone e endereço para contato, se existe uma chance dele ir para fora de casa. Você pode também implantar um microchip com informações sobre seu animal. Organizações de cuidados com animais podem lhe orientar sobre como fazê-lo.

Avisos
Cuidado com golpes. Existem pessoas que irão tentar faturar uma recompensa por animais perdidos, ou até fazer coisas piores; portanto, nunca dê seu endereço para estranhos, não vá a um encontro marcado com um estranho sozinho e nem dê dinheiro a eles por qualquer razão, sem ter certeza do que está fazendo.

Infelizmente, seu gato pode ter sido atropelado enquanto cruzava uma rua. Se você suspeitar, pode entrar em contato com o serviço de limpeza urbana (ou de manutenção de ruas) de sua cidade, para verificar se algum corpo de gato que bata com sua descrição foi encontrado na rua.


Fonte: http://pt.wikihow.com




Agradecemos a todos que nos ajudaram em nosso
Evento de Adoção no dia 30 de julho, 
no Largo do Machado. 

Cada um de vocês é responsável pela adoção de um Peludinho, obrigada. 

Agradecemos também a todos que nos mandaram doações, obrigada. 

Nossa próxima Campanha já está sendo preparada, dia 07 de julho, próximo sábado, 
Largo do Machado, das 10.00h às 18.00h 


E aguardem novidades!!! 

Recebemos um convite de um PetShop na Tijuca (ebaaaa) para mais uma parceria nas 
Campanhas de adoções. 

Mais um local onde vocês poderão adotar, levar suas doações, conhecer nossos amiguinhos que 
aguardam por um Lar! 


Abraços 


Patas e Patas.

sábado, 30 de junho de 2012


Contamos, mais uma vez, com a solidariedade e generosidade de todos.
Façam circular nossa mensagem entre seus amigos!


HOJE, 30 DE JUNHO, estaremos no

Largo do Machado – RJ
das 10.00h às 18.00h

Em mais uma Campanha de Adoção de Cães e Gatos,

Sob a coordenação de
Tony Resgate de Animais e Regina Schummacher
no Projeto
Pet Shop Legal Doa Animal




E quem não pode adotar pode ajudar

O INVERNO ESTÁ CHEGANDO!!

Doe:
Ração seca e úmida, para cães e gatos, adultos e filhotes,
Panos, camas, cobertores e jornais.
Medicamentos humanos: Amoxicilina, Amoxicilina com clavulanato, Doxiciclina, Prednisona,
Terramicina pomada oftálmica, Epitezan pomada oftálmica.
Medicamentos veterinários: Enrofloxacina (Baytril, Duotril, Primociclin), Pentabióticos,
Capstar (um comprimido já ajuda muito),
Vermífugos (adultos e filhotes), Meloxivet, Maxican, Complexos vitamínicos.


Divulguem nossa Campanha entre seus amigos,

você certamente tem algum que está pensando em adotar um Peludinho.


terça-feira, 19 de junho de 2012

Abrigos

Belíssimo artigo da Kika, leiam e reflitam.
Vivam, através destas sábias palavras, a realidade que vive o protetor TODOS OS DIAS!


Olá amigos, 

Hoje vamos falar de um assunto um pouco polêmico. Os pedidos de resgate e abrigo para animais. 

Com o emplacamento do facebook e a grande divulgação aumentaram consideravelmente os pedidos de ajuda para animais abandonados nas ruas das cidades. 

As pessoas acreditam que tirá-los das ruas e colocá-los num abrigo é a solução para que não passem fome ou corram riscos nas ruas. Mas em muitos casos isso está errado. 

Isso depende muito do abrigo para os quais os animais são levados e mesmo assim um abrigo sempre é um local onde os animais podem correr mais risco do que ficando onde está, além da grande maioria já estar lotada e sobrecarregada. 

Por melhor que seja a estrutura do abrigo (e manter um abrigo com qualidade demanda bastante dinheiro), se já foi resgatado algum dia um animal com uma virose altamente contagiosa (parvovírose, cinomose ou panleucopenia), o animal que chega já corre perigo caso não esteja vacinado, o que é muito comum nos animais que estão abandonados. Isso sem falar na disputa de território, que principalmente no caso de cães pode chegar à morte. Ou é um abrigo onde os cães ficam presos em correntes ou baias pequenas, o que é aceitável como qualidade de vida apenas para aqueles que vão ficar pouco tempo até encontrarem um lar, ou se convivem em um espaço maior é preciso ter cuidado com as brigas por território e a cada um novo animal que chega isso pode se agravar. 

Também temos as outras doenças, como a FeLV, que exige um teste caro, a PIF que não tem teste conclusivo, a esporotricose, que é altamente transmissível, etc. Ou seja, o novo animal pode ser levado para um local mais perigoso do que onde estava. Ou se o animal resgatado não puder ser colocado numa quarentena confiável até serem afastadas todas as hipóteses de doenças contagiosas, pode colocar todos os outros abrigados em risco. 

Todo abrigo sério precisa ter um limite, pois precisa conseguir alimentar os animais sob seus cuidados, precisa manter a higiene contratando funcionários, precisa dar atendimento veterinário e precisa comprar as medicações necessárias para aqueles que lá se encontram. Além de precisar ter um espaço digno para os animais que estão lá, sem amontoar todos. 

Infelizmente não dá para dar conta de todos que são abandonados. Esse problema só vai ser resolvido com a educação massiva da população e a esterilização dos animais. 

Vamos ilustrar com um caso onde todos tiveram a maior boa vontade de salvar uma filhote que realmente precisava de socorro. Entraram em contato conosco pedindo ajuda para uma gatinha que estava com uma ferida muito feia, provavelmente esporotricose, e por isso havia sido abandonada nas ruas. Essa é uma zoonose e essa gatinha não podia mesmo continuar nas ruas e sem o tratamento. A pessoa não tinha nenhuma experiência com gatos. 

Respondemos prontamente no mesmo dia e acionamos uma colaboradora que podia buscar a gatinha para nos entregar.Mas a pessoa que a resgatou, desconhecendo o problema dos abrigos e com vontade de ajudar, já no dia seguinte levou a gatinha para o abrigo mais conhecido aqui do RJ, para onde infelizmente são levados todos os animais salvos pelos bombeiros, etc. Lá existem milhares de animais, milhares, que chegam e são abandonados na porta nas mais diversas condições de saúde. E com isso todas as doenças estão no ar. A gatinha ficou isolada, a nossa colaboradora entrou em contato e combinou de buscar a gatinha de volta, pois havia inclusive conseguido um lar temporário. 

Assim foi feito e a gatinha seguiu para o lar temporário, onde haviam alguns outros bebês para serem doados. Bebês que foram resgatados com dias de vida, mamaram em mamadeira e sobreviveram bravamente com os cuidados dedicados da pessoa que cuidava deles. Já estavam fora de perigo, e seu destino seria um lar em breve. 

Mas a gatinha que estava com aparência saudável, somente precisava se tratar da esporotricose, faleceu dias depois. 

Passaram mais alguns dias e muitos dos filhotes também acabaram falecendo. Bastou um dia em um abrigo onde chegam diversos animais todos os dias e várias vidas foram sacrificadas. Pegaram a panleucopenia, uma virose que passa pelo ar, mesmo que os animais estejam em cômodos separados. 

Todos ficamos arrasados, todos queríamos o bem desses filhotes, mas é preciso alertar que um gesto de boa vontade pode causar uma tragédia se a pessoa não tiver conhecimento. 

Os animais da 4Patinhas são adultos, idosos, recuperados de doenças, alguns tem doenças crônicas e muitos não são de fácil adoção. Por conta disso tomamos muito cuidado com sua saúde e nossos resgates atualmente são bem limitados. Precisamos primeiramente nos estruturar para mantermos financeiramente 100% dos animais já abrigados, doar alguns e então poder expandir nossos cuidados. Se não conseguirmos atingir a meta de manter com a dignidade que merecem os atuais abrigados em nossa sede, como podemos continuar ajudando aos próximos que precisarem? Mas o que queremos primordialmente é construir um centro de esterilização para contribuir eficazmente com essa questão do abandono. 

Quando se resgata um gato ou um cão, é preciso diagnosticar através de exames (alguns caros) se ele tem alguma doença contagiosa que possa passar para os animais existentes antes que sejam colocados em contato. 

Abrigos ou ONG's na sua maioria dependem da doação de pessoas como vocês para sobreviverem, não recebem nenhuma ajuda vultuosa de governo ou outras entidades. Podemos conseguir desconto em alguns veterinários, mas não são gratuitos. Por isso cada pequena doação mensal é importante para nós, pois assim podemos melhorar cada vez mais a ajuda a aqueles que precisam e da maneira correta. 

Mas procure ver se o abrigo que você ajuda é condizente com o que você acredita, pois não é bom colaborar em tornar a vida do animal abrigado um inferno na terra ou financiar sua morte. 

Não é simples como somente tirar da rua aquele animal. Precisa-se pensar na segurança dos que já estão no local. 

O ideal é que cada pessoa que deseja resgatar um animal, o leve ao veterinário, faça todos os exames possíveis, e tente dar ou encontrar um lar temporário antes de pensar em um abrigo. E primordialmente que esterilize esse animal, pois assim estará realmente contribuindo para a diminuição do abandono nas ruas. 


Christianne Duarte 
presidente da Associação 4Patinhas