terça-feira, 19 de julho de 2011

Os mortos levam o cachorro para passear?

Para quem acredita......



Dúvidas sobre o mundo espiritual são respondidas, em livro, por Concetta Bertoldi, médium da família real britânica. Autora revela como vivem e se comportam os espíritos, e até os animais de estimação que estão “no outro lado”.

“Animais de estimação têm alma, karma, reencarnam e voltam para nos visitar depois de mortos?” “Continuamos cuidando dos nossos animais mesmo depois de mortos?” Concetta Bertoldi, médium oficial da família real da Grã-Betanha, de celebridades, políticos e outros famosos, responde a essas e outras dúvidas frequentes de simples mortais sobre a vida do mundo espiritual em Os Mortos Levam o Cachorro Para Passear? da Editora Pensamento.




Concetta Bertoldi, que ao longo de anos de experiência e aprendizado para conviver com essa capacidade de falar com os espíritos, faz uma leitura muito agradável do mundo espiritual. A autora garante ser um lugar nada assustador, sem espíritos malignos a nos atormentar, onde reina a paz e harmonia, e transporta essa leveza aos textos.

Ela conta como é o cotidiano no além, o comportamento dos espíritos de nossos entes queridos que lá “vivem”, e, que como num vôo panorâmico nos observam, dão sinais da presença para nos alertar de algum perigo, de uma conduta não acertada, e também para trazer alento, uma mensagem de amor ou um recado de que “está tudo bem do lado de lá”. O livro abrange também dúvidas relacionadas aos “nossos amigos de quatro patas” que já se foram.

Concetta revela seu modo despachado – como ela mesma se define – nas respostas que dá às dúvidas e questionamentos que rondam a nossa mente. Fala, entre outros assuntos, sobre a ligação entre almas gêmeas, karmas de família, como espantar “fantasmas” dos ambientes, como se conectar com as almas e como saber se nossas orações e pedidos foram recebidos do outro lado.

A autora traz também uma mensagem de amor, ao dizer que Deus, onipresente, sempre perdoa as suas criaturas, e que o grande aprendizado nessa vida se resume a não julgar os outros e a agir de forma a tornar esse mundo um lugar melhor para se viver.

Sobre a autora: Concetta Bertoldi é médium profissional e faz leituras mediúnicas regularmente para toda a família real da Grã-Betanha, para celebridades norte-americanas, políticos e outras pessoas importantes. As suas consultas têm fila de espera de dois anos. Mora em New Jersey, nos Estados Unidos, com o marido John. Publicou também o livro Os Mortos nos Observam Tomando Banho? – da Editora Pensamento, responsável também pela edição brasileira de outro best seller da autora, Os Mortos nos Observam Tomando Banho?




Onça atropelada sofre segunda cirurgia em São Paulo



Felina foi atingida enquanto tentava atravessar uma rodovia, no interior do Estado

Onça atropelada em cirurgia
                                                                                                                                     Foto:Divulgação

Na mesa de cirurgia, o veterinário José Roberto July constata que pode remover a placa e o pino colocado na onça-parda Tonani, atropelada há dois meses





A onça-parda Tonani, atropelada há dois meses em uma rodovia na região de Jaboticabal (interior de São Paulo), veio para a capital paulista nesta quarta (13) e enfrentou novamente a mesa cirúrgica. 

Com o acidente, a felina teve fraturas em duas patas, uma direita e outra esquerda. Numa tentativa de garantir que ela recuperasse os movimentos da pata esquerda, o médico-veterinário José Roberto July, mestre em cirurgia, religou os músculos na primeira operação. Além disso, instalou uma placa com sete parafusos e pino no braço. 

Nessa quarta, depois de avaliar o estado da paciente, o especialista constatou que já podia retirar o pino e a placa. O resultado da primeira cirurgia tinha sido positivo, e a recuperação, excelente. 

Depois do atendimento veterinário, a onça Tonani retornou para a AMC (Associação Mata Ciliar), em Jundiaí (interior de São Paulo). Lá, poderá se exercitar fisicamente e, com isso, fortalecer a musculatura da região ferida. 


Fonte: http://entretenimento.r7.com

Por um ano, a onça-parda será acompanhada de perto na AMC. Só depois poderá voltar à liberdade. 

Antes do acidente, Tonani vivia em um canavial na cidade de Jabuticabal. Uma das hipóteses para que tenha se dirigido até a rodovia são as queimadas nos canaviais da região.


segunda-feira, 18 de julho de 2011

G.A.R.R.A. - Quatro patas em ritmo de festa


Nossa singela homenagem ao Pessoal do G.A.R.R.A



Renata, Adriana e demais, nossos parabéns e nossos votos 
de vida longa a vocês e ao Grupo.

Não podemos também deixar de agradecer a generosa acolhida e empenho oferecidos aos Peludinhos por nós resgatados na Região Serrana, especificamente Teresópolis.

Obrigado pela divulgação, pelos espaços oferecidos nas suas Feiras de Adoção. Muitos encontraram lares 

seguros e amorosos através de vocês.

Lambeijocas de todos os Peludinhos !!!!




Se os quadrúpedes pudessem bater palmas, muitos o fariam para cantar os parabéns para o Grupo de Apoio, Resgate e Reabilitação Animal (G.A.R.R.A), que comemora uma ano este mês. Na 12 edição da feirinha de adoção de animais, que será realizada sábado, no Parque dos Patins, das 10h às 16h, os voluntários promoverão uma festinha com petiscos e bolo para todos — humanos e bichos.

Uma das fundadoras do G.A.R.R.A é a microempresária Renata Prieto. Ela e a analista de sistemas Adriana Oliveira participavam de uma outra instituição de defesa de animais e decidiram sair para criar o grupo, com foco no resgate dos bichos maltratados. A instituição, que não é uma ONG, abriga os gatos e cachorros em lares temporários. Isso por considerar abrigos espaços inapropriados para criação de animais, que, segundo os voluntários, são locais de proliferação de doenças.

No ano que passou, o grupo pôde comemorar a marca de 300 animais resgatados, inclusive das chuvas da Região Serrana, e 250 adoções diretas e indiretas realizadas. A meta do segundo ano é conseguir novos lares para mais 300 bichos — cem dos lares temporários e 200 do abrigo mantido numa residência em São Gonçalo.

— Se cada pessoa que gosta de bichos adotar um animal com consciência, isso traz um efeito multiplicador da nossa ação. Quem não puder adotar, doe ração, medicamentos e outros utensílios.

Mais informações no site do G.A.R.R.A.

Policiais apreendem 19 pássaros silvestres em feira da Tijuca, na zona norte do Rio

Homem que estava com as aves foi preso em flagrante









Policiais do serviço reservado do Batalhão Florestal prenderam em flagrante na manhã deste domingo um homem de 48 anos com 19 pássaros silvestre que estavam sendo comercializados ilegalmente em um feira na avenida Heitor Beltrão, na Tijuca, zona norte do Rio.
O homem foi conduzido à Delegacia da Tijuca (19ª DP), onde o caso foi registrado.



Redescoberto um sapo que não se via desde 1924





Foto: Indraneil Das/International Conservation
O sapo parece uma paleta de cores


O sapo-arco-íris-de-bornéu apareceu ao fim de 87 anos na ilha de Bornéu, uma descoberta que custou meses de procura a uma equipa de investigadores da Universidade de Sarawak da Malásia, e que foi anunciado nesta quinta-feira pela associação ambientalista Conservation International (CI).

A última vez que o mundo ocidental tinha visto esta espécie de anfíbio foi em 1924, quando cientistas europeus foram à ilha de Bornéu, no sudeste asiático. A única imagem que trouxeram de lá foi um desenho a preto e branco da Ansonia latidisca, o nome científico do sapo.

“Descobertas excitantes como este sapo lindíssimo, e a importância enorme dos anfíbios para os ecossistemas saudáveis, são o que nos motivam para continuarmos à procura de espécies perdidas”, disse em comunicado Indraneil Das, cientista da Malásia, que liderou a equipa.

A aventura começou depois da International Conservation ter lançado uma campanha para a procura mundial das espécies de anfíbios que não são vistos há mais de dez anos. O sapo-arco-íris-de-bornéu (tradução livre do nome comum em inglês) estava na lista Top 10 das rãs mais procuradas. 

A equipa de Das tentou a sorte. Em Agosto do ano passado, os cientistas foram para uma região montanhosa na região ocidental da ilha de Bornéu, na fronteira entre a província de Sarawak na Malásia, e a província Kalimantan, que já pertence à Indonésia.

A equipa de Das andou meses à procura do sapo depois de o anoitecer, por altitudes superiores a 1300 metros, numa região que, segundo a CI, foi pouco explorada no último século. A equipa foi para zonas cada vez mais altas ao longo do tempo. Finalmente, uma noite, o cientista Pui Yong Min encontrou o sapo numa árvore, dois metros acima do solo. Tinha as patas compridas e finas, pele enrugada pintada de várias cores.

“Ver a primeira fotografia de uma espécie perdida há quase 90 anos desafia o que se acredita. É bom saber que a natureza consegue surpreender-nos quando estamos quase a perder a esperança, especialmente com o escalar da extinção de espécies”, disse em comunicado Robin Moore, especialista em anfíbios da CI, que lançou o projecto da procura dos anfíbios, e recebeu num e-mail enviado por Das, a notícia da descoberta e a fotografia do sapo.

Ao longo dos dias, a equipa encontrou mais dois indivíduos desta espécie. Ao todo, foram vistos e medidos uma fêmea, um macho e um juvenil, que tinham respectivamente entre 5,1 e três centímetros de comprimento. Os três anfíbios foram todos encontrados em árvores.

“A natureza ainda guarda segredos preciosos que estamos a descobrir, é por isso que a protecção e a conservação são tão importantes. Os anfíbios são indicadores da saúde do ambiente, o que tem implicações directas para a saúde humana. Os seus benefícios não devem ser subestimados”, disse Indraneil Das.




domingo, 17 de julho de 2011

HOJE TEM - Campanha de Adoção Solidariedade Região Serrana

Hoje é no Méier ! !

Rua Dias da Cruz, 
esquina com Rua Leite Ribeiro
Meyer Pet Shop
das 10:00h às 14:00h. 



Precisamos COM URGÊNCIA de ajuda para 
pagar os taxi-dog's que trazem os cães de 
Terê para o Rio, para participarem das 
Campanhas de Adoção.

Cada viagem fica em R$ 180,00.

Se os cães não vierem, como vamos 
poder doá-los?



QUEM NÃO PODE ADOTAR, PODE AJUDAR:

Doando ração para cães e gatos, seca e úmida

Doando panos, cobertores, jornais

Arrecadando doações

Divulgando nossas 

Campanhas de Adoção

Conseguindo patrocinadores para os 
transportes dos cães de Terê para o Rio, 
para participarem das Campanhas de Adoção
(MUITO IMPORTANTE)


sábado, 16 de julho de 2011

É HOJE ! Campanha de Adoção - Solidariedade Região Serrana

Praça Cardeal Arcoverde

próximo a estação do Metrô

das 10.00h às 17.00h





Precisamos COM URGÊNCIA de ajuda para 
pagar os taxi-dog's que trazem os cães de 
Terê para o Rio, para participarem das 
Campanhas de Adoção.

Cada viagem fica em R$ 180,00.

Se os cães não vierem, como vamos 
poder doá-los?



QUEM NÃO PODE ADOTAR, PODE AJUDAR:

Doando ração para cães e gatos, seca e úmida

Doando panos, cobertores, jornais

Arrecadando doações

Divulgando nossas 

Campanhas de Adoção

Conseguindo patrocinadores para os 
transportes dos cães de Terê para o Rio, 
para participarem das Campanhas de Adoção
(MUITO IMPORTANTE)


sexta-feira, 15 de julho de 2011

Leão Ariel de Maringá começa a recuperar movimentos das patas






O leão Ariel começou a reagir e recuperar alguns movimentos das patas. A informação foi divulgada nesta quinta-feira (14) pela proprietária e "mãe" do felino de Maringá, a cantora gospel Raquel Borges, de 39 anos.

De acordo com Raquel, Ariel começou a fazer tratamento com quiropráticos (massagem nas articulações e vértebras), e após duas sessões, voltou a realizar alguns movimentos – o que não ocorria desde o final do ano passado, quando se machucou quando brincava com um dos tigres. Ele caiu e sofreu uma contusão na coluna e depois passou por uma cirurgia em Guarulhos (SP).

"Estou bem satisfeita com o tratamento. Os médicos disseram que Ariel está com contusões musculares, e deve fazer pelo menos dez sessões", afirma Raquel.

O leão maringaense Ariel, de três anos, é um dos felinos mais conhecidos do Brasil, por conta de suas diversas aparições na televisão. Ele está em São Paulo para dar continuidade a uma série de exames, na esperança de conseguir voltar a andar. Desde que ficou doente e perdeu o movimento das patas traseiras, em julho de 2010, o bicho passou por várias sessões de fisioterapia e diversos tipos de tratamento.

Sábado e Domingo - Tempo bom para Adotar !

                                                   


sábado 16/7/2011                                                 domingo 17/7/2011
sol abundante                                                      sol brilhante
Temperatura Máxima: 30°C                                 Temperatura Máxima: 31°C


                   
Sábado - 16.07.2011 

das 10.00h às 17.00h

Praça Cardeal Arcoverde - junto à estação do Metrô - Copacabana

Domingo - 17.07.2011

das 10.00h às 14.00h

Pet Meyer - Rua Dias da Cruz, 470 - Méier.




















                                                            


Lição do Rato



Um rato, olhando pelo buraco na parede, vê o fazendeiro e sua esposa abrindo um pacote.

Pensou logo no tipo de comida que haveria ali.  

Ao descobrir que era ratoeira ficou aterrorizado.

Correu ao pátio da fazenda advertindo a todos:

- Há ratoeira na casa, ratoeira na casa !!

A galinha:

- Desculpe-me Sr. Rato, eu entendo que isso seja um grande problema para o senhor, mas não me prejudica em nada, não me incomoda.

O rato foi até o porco e:

- Há ratoeira na casa, ratoeira !

- Desculpe-me Sr. Rato, mas não há nada que eu possa fazer, a não ser orar. Fique tranqüilo que o Sr. será lembrado nas minhas orações.

O rato dirigiu-se à vaca e:

- Há ratoeira na casa!

- O que? Ratoeira? Por acaso estou em perigo? Acho que não!

Então o rato voltou para casa abatido, para encarar a ratoeira.

Naquela noite, ouviu-se um barulho, como o da ratoeira pegando sua vítima.. A mulher do fazendeiro correu para ver o que havia pego. No escuro, ela não percebeu que a ratoeira havia pego a cauda de uma cobra venenosa. E a cobra picou a mulher...

O fazendeiro a levou imediatamente ao hospital.

Ela voltou com febre.

Todo mundo sabe que para alimentar alguém com febre, nada melhor que uma canja de galinha.

O fazendeiro pegou seu cutelo e foi providenciar o ingrediente principal.

Como a doença da mulher continuava, os amigos e vizinhos vieram visitá-la.

Para alimentá-los, o fazendeiro matou o porco.

A mulher não melhorou e acabou morrendo.

Muita gente veio para o funeral. O fazendeiro então sacrificou a vaca, para alimentar todo aquele povo.

Moral da História:

Na próxima vez que você ouvir dizer que alguém está diante de um problema e acreditar que o problema não lhe diz respeito, lembre-se que quando há uma ratoeira na casa, toda fazenda corre risco.

O problema de um é problema de todos!


Recebido de Ivana Dias


quinta-feira, 14 de julho de 2011

Notícias de Terê - Campanhas de Adoção - 16 e 17 e julho

Felizes, Felizes, Felizes

Acabamos de chegar de Teresópolis.

Muitas Novidades.

Mudança para Albuquerque praticamente concluída (mandou muito bem Dr Bruno, Carlos e demais voluntários).

Doamos mais dois cães hoje enquanto estávamos lá, ou seja, 
MENOS DOIS NO GALPÃO.

Contagem ao final do dia: 78 cães abrigados nos galpões: 61 em Albuquerque e 17 em Meudom.

Ainda temos alguns hospedados com o Sr. Ernani, alguns com o Sr Nélson (dois Pit's machos e um Rott), João Grandão e Damah em lares temporários e dois internados em 
clínica veterinária.

Sábado e Domingo estaremos com alguns Peludinhos em dois 
eventos de Adoção aqui no Rio:

Sábado - 16.07.2011  
das 10.00h às 17.00h

Praça Cardeal Arcoverde
junto à estação do Metrô 
Copacabana



Domingo - 17.07.2011
das 10.00h às 14.00h

Pet Meyer - Rua Dias da Cruz, 470  Méier.



quarta-feira, 13 de julho de 2011

Cão teria sido 'esquecido' em casa de Campo Grande há um mês, diz ONG


Animal estaria sobrevivendo graças a água e comida dadas por vizinhos.Moradores do bairro acionaram ONG de defesa dos animais.


Um cão teria sido 'esquecido' em uma casa de Campo Grande há pelo menos um mês e estaria sobrevivendo graças a água e a comida que moradores do bairro dão a ele através das grades do portão, segundo a organização não governamental (ONG) de defesa do animais Abrigo dos Bichos.

A presidente da ONG, Maria Lúcia Metello, recebeu a denúncia dos moradores, foi até o local e constatou a situação de abandono do cachorro, acionando em seguida a Polícia Civil.

Uma mulher que mora perto de onde o cão está, não quis se identificar, mas falou sobre a situação do animal. “Há mais de um mês esse cachorro está lá. É, completamente, assim, a gente não vê pessoas indo no local. Um ambiente sujo. Ele, aparentemente, está doente. As unhas grandes, o que pode ser leishmaniose. E muito magro. Qualquer coisa que você passe, você jogue pra ele, ele come” comenta.

Na casa, o portão está fechado, tem até um carro na garagem, mas ninguém no local. “Eu acho uma falta de responsabilidade. Porque se a pessoa aceita criar um animal, ela tem de dar condições” completa a moradora.


Cão teria sido 'esquecido' em casa de Campo Grande há um mês, diz ONG (Foto: Reprodução/TV Morena)Cão 'esquecido' em casa estaria até doente, suspeitam vizinhos (Foto: Reprodução/TV Morena)











A presidente das ONG disse que abandonar um animal é crime. Quem faz isso pode ser multado e até cumprir de três meses a um ano de prisão. A lei é federal, e não é só o abandono que é considerado crime não, maltratar um animal também.

“Pode-se arrombar a residência com a presença da delegada de polícia, obviamente, e depois registrar um B.O. e trazer um chaveiro para fechar o domicílio”, comenta a presidente do Abrigo dos Bichos sobre as medidas para socorrer o animal.

O delegado Fernando Villa de Paula, da Delegacia Especializada de Repressão a Crimes Ambientais e Proteção ao Turista (Decat), disse nesta manhã em entrevista ao MSTV 1ª edição, que em uma primeira investigação deste caso fica latente os maus tratos ao animal.

“Estamos conversando, procurando saber que são os proprietários, pra saber as circunstancias que esse animal chegou lá, para que a gente possa tomar as medidas cabíveis para o caso", explicou o delegado.

"A gente tem muito o apoio da sociedade no sentido de querer adotar esses animais que se encontram nessas situações fragilizadas. O que a gente tem que analisar muito bem, é se realmente ele estava sendo submetido a maus tratos. Caso constatado, isso é possível através da autorização judicial”, comentou Fernando Villa.

Enquanto a Polícia investiga o caso, o animal continua preso na casa.

Eu tenho turma



Recebido em 19 de junho de 2011
 
Quando me sinto cansado demais, quando tenho muito o que fazer, quando fico tenso, quando o dia e a semana exigem e parece que o tempo não será suficiente para tudo, nesses momentos fraquejo e tenho vontade de chorar. Hoje foi um dia assim. Pelo menos em dois momentos quase chorei, mas me contive, porque frescura tem hora, né? Mas o fato é que esta sexta-feira, que nem diria um saudoso e sensível ex-aluno, esta sexta-feira veio de gangue pra cima de mim.
 
Logo cedo me irritei profundamente com a crônica do David Coimbra em ZH. Intitulada "Eu não tenho turma", ele dispara sua cólera retórica contra petistas, ecologistas, budistas meditadores, veganos, feministas e defensores dos animais, todos perfilados sob o mesmo adjetivo: malas. Seguindo a verve de cronista esperto, ele dispara contra alguns religiosos, liberais, saudosistas da ditadura, racistas, integrantes do movimento negro, antitabagistas, o pessoal da Massa Crítica e linguistas e intelectuais que discutem preconceito linguístico. David Coimbra se mostra irritado com os malas organizados que enchem o saco dele. E dispara: "Eu não tenho turma, eu não quero ter turma, com exceção das pessoas de quem gosto, que não formam uma associação, que não são ONG (malas!), nem movimento de coisa nenhuma".
 
Pois num dia que se iniciou me irritando com o texto do David Coimbra e que me deu vontade de chorar durante seu desenrolar em razão da loucura da vida, esse dia terminou há pouco e eu sorri porque sou um mala. Tive vontade de sorrir, sobretudo, porque tenho amigos malas que acreditam no poder que têm de transformar o mundo, por mais clichê que isso possa soar para os espertos que não gostam dos malas que se agrupam em torno de causas comuns.
 
É madrugada de sábado. Moro no Rio Grande do Sul, o estado mais meridional do Brasil onde o frio não é retórica. Mais do que chamariz para turistas encasacados, o frio sulino fere a carne e a dignidade de quem vive nas ruas. O povo das ruas, que muitos chamam de mendigos, desocupados, bêbados, viciados ou vagabundos, são pessoas que em algum momento da vida perderam o vínculo com a formalidade do mundo. A família, o teto, o trabalho, a capacidade produtiva, os afetos, o orgulho, as posses, tudo ficou para trás, e a rua, sedutora e perigosa, se tornou abrigo desse contigente. A rua, dizem, é de todos, e ela recebe quem se esquiva da vida pretérita ou quem teve seu futuro subtraído.
 
É madrugada de sábado em Porto Alegre e pela primeira vez em muitos intermináveis anos o seu Valdir terá um teto. Em Viamão, município vizinho desta Porto Alegre gelada, seu Valdir e sua cadela, a Princesa, se encontram abrigados numa casa. Deve estar meio escuro, pois a correria e a excitação causadas pela bondade impediram que os benfeitores se lembrassem de solicitar à CEEE que a eletricidade fosse restabelecida na casa humilde, mas tudo bem. O escuro não deve assustar quem sobreviveu no hiato da vida mimetizada sob a curva de um viaduto cinza.
 
É madrugada. Na sexta-feira que se encerrou há pouco, fiquei irritado com o David Coimbra e a exaustão me deu vontade de chorar, mas em poucos minutos deitarei sorrindo porque tenho amigos malas que formam um grupo e compartilham crenças. Entre esses malas, há aqueles que salvam animais. A Thiane, por exemplo, é muito mala, essa guria. Vocês não imaginam quantos animais ela já salvou e conduziu a uma casa onde fossem bem tratados. Dezenas de malas doam dinheiro para a Thiane, compram as rifas da Thiane, comparecem aos bazares organizados por ela com o único propósito de ajudar gatos. Cada vez que eu faço uma doação para ela, sei que a causa desta mala dá mais um passo. Confio cegamente nessa mala e seguirei contribuindo com suas loucuras. Há outros malas que conheço e que abrigam em suas casas animais enxovalhados por seres humanos. Eu mesmo sou um mala. O Rufus e seus três irmãos foram resgatados de dentro de um saco amarrado jogado num mato. A morte era certa, mas a Candice resgatou a prole e cuidou dos gatinhos até eles completarem dois meses. Um deles é o Rufus, que há mais de dois anos mia todo dia quando pressente minha chegada. Outra mala é a Cleide, que resgatou a Yolanda na beira de um esgoto na Região Metropolitana. Quando a trouxe para casa, ela tinha medo das pessoas, do vento, de espirro. Com o tempo, a vilania dos chutes e pedradas restou no passado e ela foi se chegando, se aninhando. Hoje, a linda gata plúmbea lambe minha barba antes de deitar ao meu lado e esfrega a cabeça na mão das visitas.
 
Mas a mala suprema da semana e de todos os dias é a Katarina, amiga exuberante que transborda afeto e indignação. Essa mala tem uma turma de malas que compartilham sentimentos. A Katarina, mala como sempre, descobriu seu Valdir e sua Princesa na rua. A força do seu olhar insubordinado detectou que a dignidade podia ser devolvida para este cidadão que vive na rua mas não é da rua. Ela descobriu que seu Valdir teria direito a benefícios sociais e foi atrás deles. Ela acenou e os amigos malas atenderam. Uns deram dinheiro, outros, móveis e roupas. Foram dias e dias de mobilização, e o resultado é que o seu Valdir se encontra, nesta madrugada gelada, abrigado sob um teto que pode chamar de seu.
 
Nesta madrugada gelada que sucede um dia tenso de uma semana louca que me deu vontade de chorar, vou para a cama sorrindo porque a Thiane é uma mala, a Candice é uma mala, a Cleide é uma mala. Deito sorrindo porque tenho amigos malas. Deito emocionado porque a Katarina é uma mala imensa. A bondade e o amor não são clichê, nem cafonice, muito menos retórica na vida da exuberante Katarina. E essa malice contagia.
 
David Coimbra, eu amo meus amigos malas. Eu me inspiro nos militantes malas. Eu respeito as ONGs malas. Eu financio malas que cuidam de bichos escorraçados. Eu defendo malas negros, gays, deficientes, travestis, ambientalistas. Eu me somo aos malas que ampararam seu Valdir e sua cadela. Eu tenho uma amiga chamada Katarina que tem o coração do tamanho de uma Kombi anos 70 e, de tão mala que é, de tão obstinada, de tão desbragadamente mala, conseguiu dar dignidade a um homem que precisava apenas de um aceno para recompor sua vida.
 
David Coimbra, mais do que amigos, eu tenho uma turma de malas. E isso me dá um baita orgulho.


 
Vitor Necchi- Coordenador do Curso de Jornalismo da PUC-RS

terça-feira, 12 de julho de 2011

Exposição a animais não aumenta riscos de alergias em crianças


Em alguns casos, o contato pode até reduzir a tendência alérgica



Um novo estudo publicado na revista Clinical & Experimental Allergy revela que ter cachorro ou gato dentro de casa não aumenta as chances de desenvolvimento de alergias em crianças. 

A associação é um dos principais geradores de dúvidas para pais a respeito de ter ou não um pet. 

A pesquisa contou com 565 participantes, que foram acompanhados desde o momento do nascimento até completarem 18 anos. Durante o intervalo, foram coletadas informações sobre a relação da criança com bicho de estimação e amostras de sangue que evidenciavam a quantidade de anticorpos combatentes dos alérgenos de cães e gatos. 

Os resultados mostram que o período mais importante de exposição a animais se dá até o primeiro ano de vida do indivíduo. Assim, garotos que conviveram com cães dentro de casa até essa idade demonstraram metade dos riscos de se tornarem sensíveis ao animal do que aqueles que não conviveram.

O mesmo aconteceu em relação aos gatos: homens e mulheres que tiveram contato com o felino até completar um ano de idade mostraram cerca de 50% menos chances de se tornarem sensibilizados aos alérgenos do animal do que aqueles que não tiveram contato.

Pets estimulam as crianças
Mais do que companheiros, os animais de estimação têm um importante papel no desenvolvimento infantil. Segundo a coordenadora pedagógica Celina de Melo, de São Paulo, alunos com pet em casa tendem a ser mais sociáveis e disciplinados. Juntamente com a veterinária Jaqueline Correa, a pedagoga apresenta uma lista de vantagens que a adoção de um animal pode trazer à criança:

1 Disciplina: se a criança é dona do animal, precisa ficar claro que ela é responsável por ele. Os adultos devem oferecer supervisão e apoio às tarefas de acordo com a faixa etária da criança, mas ela precisa se envolver com o dia a dia, lavando o pratinho de comida e servindo a ração, por exemplo, nos horários certos.

2 Higiene: os cachorros são os melhores professores desse assunto. Se o dia do banho passa, os pelos começam a embaraçar - quando compridos - e o mau cheiro toma conta. A situação pode servir de exemplo e ser lembrada nas ocasiões em que a criança der trabalho para encarar o chuveiro.

3 Tolerância: os bichinhos também se cansam e precisam de repouso após um período de brincadeiras. Entender que é hora de dar uma pausa ajuda a criança a compreender limites, sem se frustrar a cada vez que eles aparecerem.

4 Exageros: se não forem expostos a regras, os bichinhos também podem perturbar, exigindo atenção em tempo superior ao que é possível dedicar. A criança precisa entender que há horários para o passeio e para as brincadeiras com o animal. Mas que, fora disso, a casa tem uma rotina que precisa ser respeitada.