domingo, 11 de março de 2012

Adestrar ou Condicionar um gato?

Este domingo será dedicado 
aos gatos. 
Uma singela homenagem a esses seres tão especiais e 
muitas vezes incompreendido.






Sempre que escrevo sobre comportamento felino, enfatizo a importância de se condicionar e não adestrar um gato. Mas por que usamos este termo?

Simples: um gato se condiciona, não se adestra. Existe uma tênue diferença. Para entender melhor, vamos buscar a informação na sua forma mais primordial: no bom e velho dicionário!!


Condicionamento segundo o Dicionário Michaelis: Ato ou efeito de condicionar. Na Psicologia: processo pelo qual uma resposta definitiva vem a ser provocada por um estímulo, objeto ou situação, diversa da resposta natural ou original; aprendizagem elementar por substituição de estímulos; o termo foi a princípio aplicado apenas a atividades reflexas, de onde o nome reflexo condicionado; hoje tem uso generalizado, aplicando-se também a reações complexas.

Adestramento segundo o Dicionário Aulete: (ou Adestração) Fazer ficar ou ficar, tornar (-se) (alguém, animal) treinado ou apto (a fazer algo); TREINAR(-SE); INSTRUIR(-SE) [td. : adestrar cães/soldados] [tdr. + em, para : adestrar animais para o circo.

Sim, a diferença é pequena, mas existe. Adestramento é quando ensinamos o animal a fazer truques, executar uma determinada ação em que na maioria das vezes não é natural de sua espécie ou essência. Já o condicionamento funciona como educação, um ajuste fino em seu comportamento. Por exemplo, quando queremos que o gato não suba em uma mesa. Isso é condicionamento. Mas se quisermos que o gato faça malabares, isso com certeza foge de sua natureza e certamente terá que ser adestrado para isso e não condicionado.

Há uma grande diferença no condicionamento destes dois animais tão fascinantes, por isso não devemos tratá-los da mesma maneira. Lembre-se GATO NÃO É CÃO PEQUENO!!

O fato é que o homem ainda se pergunta por que o gato não é facilmente adestrado. E eu sempre relembro que o ser humanos tem menor tempo de convivência com o gato do que com o cão. Conhecemos o gato há aproximadamente 5 mil anos, contra pelo menos 15 mil do cão. Isso já explica muita coisa. A tendência é o gato se aproximar cada vez mais de nós como os cães, mas isso vai levar tempo.

Eu particularmente acho que a beleza do gato está justamente aí: de não se submeter ao homem. Ele ainda é um dos poucos animais que não se curva ao homem. E isso ainda irrita muita gente…

Enquanto isso, vamos nos deliciando com este ser tão mágico!!

“A inteligência de um gato pode ser medida pelas coisas que ele se recusa a fazer…”
(eu desconheço a autoria, se algum leitor souber, favor nos informar!) 


Valéria Zukauskas

Etologia Felina - Professora e Cat Groomer, é formada em exatas e profissional do mercado pet há quase 10 anos. Idealizadora e proprietária do Centro Estético Peludos & Charmosos e de um blog homônimo sobre comportamento e Estética Felina. Membro do Clube Brasileiro do Gato desde 2006, acumulando títulos nos rankings de Gato do Ano na Categoria Neutros em 2008, 2009 e 2010. Professora de Estética Pet no Instituto Polígono de Ensino de São Bernardo do Campo, no curso Técnico em Veterinária. Palestrante, estudante, observadora e consultora de comportamento de felinos domésticos.
Twitter: @zukauskas






Seu gato e seu sofá: juntos e felizes para sempre!


Além das dicas da matéria abaixo recomendamos o uso do tecido "Acquablock", da Karsten 

Nós utilizamos e aprovamos







Esta é uma pergunta frequente que tenho recebido em minhas consultorias comportamentais de felinos: como fazer com que o gato não arranhe o seu sofá.


Muitos gatinhos acabam arranhando os móveis da casa justamente por não terem um objeto próprio.

Primeiro precisamos entender que o ato de arranhar é absolutamente natural. O filhote começa a arranhar apenas a partir dos 3 meses de idade, aproximadamente. O gato arranha por vários motivos: demarcação de território, para afiar e/ou retirar as partes mortas das unhas, como forma de se espreguiçar, alongar-se. Não significa que o gato é estressado, agressivo ou nervoso, como muitos dizem.

Há uma tendência cultural dos proprietários de pets preocuparem-se – na maioria das vezes – somente com o passatempo dos cães, comprando brinquedos, etc. Mas e os gatos? Eles também precisam de atividade e de ao menos um arranhador.

Antes de tudo é preciso levar em consideração o porte e o estilo de vida do seu gato para comprar o modelo que melhor se adequa. Hoje podemos encontrar várias opções: com torres maiores, menores, tipo “castelinho”, com rede, com pelúcia, de sisal, etc.

Portanto se você tem um bebê gato em casa, o ideal é já ir pensando em um bom arranhador, mesmo que ele ainda não tenha 3 meses, como forma de familiarizá-lo com aquele objeto em casa.


E não basta apenas comprar o arranhador e colocá-lo em um cantinho qualquer. Quando chegar com o brinquedo, mostre-o ao seu gato, chame-o para brincar. Coloque em um lugar acessível. Com o tempo, pode ser que você mude o objeto de lugar. Vá experimentando.

Mas caso seu gato já seja adulto, recomendo, em um período inicial, restringir o acesso dele ao seu sofá, até que ele esteja adaptado ao arranhador. Uma boa idéia é colocar o arranhador próximo ao sofá, borrifar ou esfregar um pouco de erva-do-gato como atrativo. Premie o seu gato com um carinho ou um petisco que ele goste muito, cada vez que ele arranhar no lugar certo. A adaptação pode levar algum tempo. Não desista!

E lembre-se, ao condicionar um gato tenha em mente estas 3 palavras: paciência, perseverança e serenidade.

Boa sorte!


Valéria Zukauskas

Etologia Felina - Professora e Cat Groomer, é formada em exatas e profissional do mercado pet há quase 10 anos. Idealizadora e proprietária do Centro Estético Peludos & Charmosos e de um blog homônimo sobre comportamento e Estética Felina. Membro do Clube Brasileiro do Gato desde 2006, acumulando títulos nos rankings de Gato do Ano na Categoria Neutros em 2008, 2009 e 2010. Professora de Estética Pet no Instituto Polígono de Ensino de São Bernardo do Campo, no curso Técnico em Veterinária. Palestrante, estudante, observadora e consultora de comportamento de felinos domésticos.
Twitter: @zukauskas











sexta-feira, 9 de março de 2012

Cuidados especiais com cães de grande porte.








De repente, algo trivial como caminhar torna-se um martírio. Cada passo incomoda. Pular, brincar ou subir escadas não são mais tarefas tão fáceis. O jeito é se movimentar o mínimo possível, para que as dores não aumentem ainda mais. Assim como os humanos, os animais também sofrem com dores articulares — mas, ao contrário de nós, não conseguem avisar quando algo não está indo bem. Entretanto, basta um olhar atento ao bichinho para descobrir se ele está ou não passando por maus bocados causados por inflamações nas juntas.

A doença de articulações é um exemplo de problemas articulares que os cães — especialmente os de grande porte, como rottweilers, pastores alemães e labradores — podem enfrentar.

— Esses cães crescem muito e muito rápido, e as articulações têm que aguentar o peso deles — conta o médico veterinário Carlos Augusto Nunes.

Embora não levem à morte, complicações nas juntas causam grande incômodo para o animal, que sente dores sempre que precisa se movimentar. O resultado é um cachorro desanimado, apático e que pode até ter os movimentos comprometidos.

Embora relacionadas a animais idosos, Carlos Augusto Nunes frisa que cachorros jovens e os de pequeno porte também podem desenvolver doenças nas articulações — tudo vai depender do modo como você trata seu bichinho. Uma alimentação não balanceada pode fazer com que o cachorro ganhe ainda mais peso (o que exigiria ainda mais das juntas e agravaria o problema). Exercícios físicos em excesso também prejudicam a saúde do animal, que corre mais riscos de romper um ligamento ou sofrer contusões que podem levar ao trauma articular.


Mas claro que nem tudo é culpa dos donos. O veterinário José Lino Martins explica que as doenças podem ser ocasionadas por problemas genéticos — como a displasia de Djiro — ou de coluna.

— A hérnia de coluna, também chamada de síndrome da cauda equina, é outra complicação recorrente — diz.

A doença, causada pela combinação de artrose com má-formação óssea, alterações degenerativas e articulações instáveis, pressiona os nervos que passam pela coluna e raízes nervosas. De tanta dor, alguns cães podem até se automultilar, mordendo os membros traseiros ou a cauda.

— Usamos anti-inflamatórios, analgésicos, antibióticos e opioides para aliviar a dor, mas, dependendo da situação, o tratamento precisa ser cirúrgico — completa José Lino Martins.

Para tratar o problema de forma adequada, a veterinária Andrea Bonates ensina: é importante tomar uma série de medidas para transformar a casa em um ambiente seguro para o animal. Se o cachorro estiver acima do peso, começar uma dieta balanceada e com poucas calorias é a medida de emergência. Lembre-se que seu pet está sentindo dor, então, evitar que ele tenha acesso a escadas ou fique exposto a situações em que seja necessário se movimentar em demasia é o segundo passo.

— O piso não pode ser muito liso, para que ele não derrape e tenha firmeza ao andar — finaliza Andrea.

Após investigar a vida, o ambiente e a rotina do animal, o procedimento médico inclui exames manuais e de raios x, para descobrir em qual estágio a doença está.

— O tratamento é baseado em perda de peso, manejo do ambiente e medicações — resume Andrea.

Ela explica ainda que esses medicamentos agem como regenaradores da cartilagem, uma vez que são feitos à base de sulfato de condroitina — substância que já faz parte da cartilagem articular. Os remédios repõem o sulfato de condroitina perdido durante os processos degenerativos, além de funcionarem como anti-inflamatórios.


Sintomas

Apesar de silenciosas, as doenças articulares mudam o comportamento dos animais. Aprenda a identificá-las para que seu bichinho de estimação não sofra:

:: Alterações de humor são um indício de que o pet pode estar sofrendo. Preste atenção a mudanças repentinas de comportamento, como falta de ânimo para brincar e passear.

:: Leve seu animal de estimação ao veterinário assim que notar que ele está diferente. As doenças articulares são progressivas.

:: Se o seu pet é um cachorro de grande porte, cuide para que ele não ganhe muito peso. Animais obesos têm mais chances de desenvolver doenças nas articulações, que ficam sobrecarregadas. Atualmente, há algumas rações que retardam o aparecimento precoce dessas doenças e, de quebra, evitam que seu bicho engorde demais

:: Cachorros precisam de atividade física constante, mas cuidado para não exagerar. Muito exercício pode fazer com que ele tenha contusões — que podem se transformar em doenças articulares no futuro.

:: Escolha um piso que não seja liso, para que ele não deslize. Se o cão não tem como se equilibrar corretamente, precisará fazer mais esforço para se manter de pé e, consequentemente, forçará as articulações.

:: Quando não tratadas corretamente, as doenças articulares podem evoluir para um quadro crônico, no qual o animal passa por dores intensas e dificuldades de locomoção. Em casos mais graves, alguns animais deixam de comer, desenvolvem incontinência urinária e podem até mesmo perder os movimentos dos membros traseiros.


Fontes: Carlos Augusto Nunes, José Lino Martins e Andrea Bonates, médicos veterinários - extraído do ClickRBS.


Cuidados especiais que devem ser tomados com animais de grande porte; são os itens com maior incidência de agravamento de lesões, e muitas vezes graves que chegam até nós, além dos acidentes como atropelamento.

1- Usar o carro do dono

Subir e descer do carro do dono, pode ser muito prazeroso para ir a passeios, parques etc. mas lesões devem ser evitadas com a garantia de suavidade do processo de subir e descer.

2- Usar o carro de transporte do pet


O processo de subir e descer deve ser verificado, assim como o animal é preso dentro do veículo para que não existam quedas e machucaduras no transporte. (Cinto de segurança? gaiola?, etc, Enfim qual o processo de segurança e como ele é executado.) A ida ao banho tem que se tornar uma coisa agradável ao cão, na verdade uma festa, sem riscos.

3- Entrar e sair da banheira no Petshop



Procure saber como são as instalações onde seu cão recebe os cuidados de banho e tosa, cães muito grandes são difíceis de colocar em mesas altas e banhos altos, maiores cuidados ainda são necessários quando molhados. Os exemplos acima mostram banhos baixos para animais de grande porte, o desenho de baixo é a mesa para secagem.


veja a dificuldade que será para retirar este animal da mesa de secagem, além do que o mesmo não esta com a coleira de proteção a quedas, um forte risco a acidentes graves.

4- Subir e descer de móveis na residência


Esforço de subir e o salto de descer são extremamente causadores de lesões e mais ainda em períodos frios, agravados pelo avanço da idade, lesões, obesidade, artrites, repetição de esforço, etc. 

5- Terreno dentro da residência ou parques 


Terreno irregular pode provocar graves torções nas articulações




Ninguém merece - banhos e secadores


Banhos e secadores cujo animal fica integralmente dentro são desesperadores, difíceis de respirar e altamente estressante, muitos se machucam gravemente tentando se libertar de tais sofrimentos, evite ao máximo o uso de tais instrumentos de tortura.


quinta-feira, 8 de março de 2012

Tratamento de Reiki a Distancia para seu Animal.





Tradicionalmente, a prática de Reiki teve seu objetivo no ser humano. O mundo animal, que é parte da nossa vida e sempre acha a forma de mostrá-nos sua sabedoria, merece os benefícios do Reiki. Especialmente aquelas espécies que dependem do homem para satisfazer suas necessidades básicas.

Os animais nos ensinam a viver o momento, a ser compreensivos, a ter compaixão, a assumir compromissos e a aceitar a diversidade. Por sua estreita ligação com os humanos eles refletem os problemas das pessoas. Isso nem sempre lhes faz bem física, emocional ou espiritualmente.

O Reiki pode ser aplicado em todos os seres vivos. Os animais podem ser iniciados no nivel 1.

Eles aceitam o Reiki com naturalidade, devido a sua intuição e à confiança que depositam no terapeuta, dois elementos fundamentais para promover a cura e a saúde.

Abrem seu coração ao reiki de uma forma que as pessoas, condicionadas a agir de uma forma determinada, dificilmente conseguem.

Ao receber o tratamento, o animal equilibra-se energeticamente, tornando-se mais dócil e calmo.

É uma terapia não invasiva, que não provoca dor nem incômodos no animal.

Complementa os tratamentos convencionais, potencializando seus benefícios e minimizando seus efeitos colaterais.

Em casos de bichos nervosos, o Reiki relaxa e controla o estresse. Acelera a recuperação em casos de cirurgias, doenças ou sessões de quimioterapia, impulsionando o processo de cura. Grávidas e filhotes também beneficiam-se com a aplicação de Reiki.

É uma ferramenta poderosa para animais com históricos de abuso, trauma, medo, desconfiança ou negligência.

O Reiki é uma energia de cura, tanto de doenças físicas e feridas, quanto de problemas mentais, emocionais e espirituais.

Na terapia de Reiki, o animal fica livre no conforto de seu espaço. Nós vamos à ele, ao entorno que lhe é familiar e não lhe provoca estresse. Pode ser a casa, o estábulo, o zoológico ou o abrigo.

Também atendemos animais que estão internados. E aqueles que estão hospedados num hotel enquanto seus humanos viajam ou trabalham.

O animal retém um amplo grau de controle sobre seu próprio processo de cura. Isto inclui a quantidade de energia que ele quer e a forma como prefere recebê-la.

O Reiki pode ser aplicado posicionando as mãos sobre o animal ou a uma certa distância. Ele tem a opção de escolher. O animal aceita a energia com docilidade. O Reiki também pode ser enviado pelo Mestre à distância, não sendo necessária a presência do animal.

Os resultados das aplicações de Reiki podem ser sentidos ao longo da sessão ou nos dias seguintes. Melhora a saúde do animal nos níveis, físico, emocional e espiritual.

Um bicho acostumado a receber energia “procura” o Mestre de Reiki quando apresenta bloqueios, desarmonias ou desconfortos.

Como o Reiki se concentra nas áreas que mais precisam de cura, ele costuma ir além do corpo físico e emocional para influir também na relação do animal com sua unidade familiar.




Ficha de Atendimento para Reiki




Ficha de Atendimento para Reiki

Copie a ficha abaixo, preencha e envie para:
animaismerecemoceu@gmail.com

 

SEU NOME
Email

NOME DO ANIMAL
Espécie
Idade
Sexo
Raça
Porte
Endereço que o Animal vive

Foi adotado, comprado ou resgatado da rua?

Como estava quando chegou?

Porque deseja que seu animal receba Reiki?

Estado geral do animal (emocional e físico):

Descreva o dia a dia do seu animal:


quarta-feira, 7 de março de 2012

Pra quem gosta de cachorro "de raça"...

Pra quem gosta de cachorro "de raça"...
Vejam o estado de algumas "Matrizes" resgatadas!


ESSE COMÉRCIO ILEGAL DE VIDAS TEM QUE TER UM FIM, SE NÃO FOR POR MEIOS OFICIAIS, QUE SEJA ATRAVÉS DA CONSCIENTIZAÇÃO...


matriz de yorkshire resgatada de criador 

Os filhotes dela e de muuuuuuitas outras estão à venda em pet shops e feiras, são lindos, fofos....mas de onde vem? 

PENSE NISSO ANTES DE COMPRAR FILHOTES EM FEIRAS E PET SHOPS, NÃO COMPACTUE COM MAUS TRATOS POIS VOCÊ SERÁ CÚMPLICE DESTE SOFRIMENTO E ALIMENTARÁ ESTE COMÉRCIO DESCABIDAMENTE CRUEL !!!!! 



matriz de Lhasa Apso resgatada de criador

Uma das raças mais populares e por isso mais exploradas para procriação escrava e cruel. Quer comprar um Lhasinha? 

PENSE NISTO, NÃO SEJA CÚMPLICE DESTA MONSTRUOSIDADE, NÃO ALIMENTE O COMÉRCIO InESCRUPULOSO DE ANIMAIS!!!!!!! 





Esta Schnauzer era de UMA criadora DESGRAÇADA que a vendeu para uma pessoa que felizmente a acolheu. 



cocker resgatado de canil em Curitiba 



fêmea de maltes usada para procriação

NÃO COMPRE ANIMAIS DE QUALQUER CRIADOR, se fizer questão de um cão de raça investigue o canil, faça questão de conhecer as instalações, o plantel TODO, peça referências a pessoas entendidas no assunto...se o criador se recusar a mostrar os cães e as instalações FUJA CORRENDO E DENUNCIE!


terça-feira, 6 de março de 2012

O GATO E O VERSO




O GATO E O VERSO

Eu escrevo 
ele descreve 
piruetas, 
carvão e neve 
E quando encontro a rima 
Lá vem o danado 
em cima do meu teclado 
Insistiu tanto o bichano 
que conseguiu o que queria: 
ser minha própria poesia! 




Luiza Aparecida Mendo.









domingo, 4 de março de 2012

A luta para resgatar animais

Um belo texto da Protetora Claudia Porto que compartilhamos com vocês


A luta para resgatar animais e encaminhá-los, de forma responsável, a novos lares, é infinita.

No entanto, nem tudo é o que parece ser. Há pessoas mal intencionadas infiltradas no meio da proteção animal e outras tão péssimas quanto tentando viver às custas dos bichos.

Por incrível que possa parecer aos desavisados ou pouco entendidos no meio da proteção, há pessoas que acumulam animais de forma doentia, sem direito a cuidados mínimos de higiene e saúde, deixando-os permanentemente em estado lastimável.

Há outras que se fazem passar por adotantes e protetores, mas procuram animais (principalmente filhotes pequenos) para fins escusos, como pesquisas pseudo-científicas, treinar pitbulls ou alimentar répteis e aves de rapina.

Saiba como reconhecer um trabalho honesto e decente, que realmente merece ajuda.


1) Procure ajudar ONGs legalmente estabelecidas (não grupos que se dizem ONGs), ou grupos e protetores conhecidos. Se possível, peça referência a amigos que estejam em contato com o meio da proteção, ou busque informações na internet.

2) Desconfie de quem quer ficar no anonimato, e se recusa a prestar maiores informações. Protetor de verdade não se nega a mostrar seu trabalho para quem quer ajudá-lo. Trabalho que tem que ser escondido e ficar na obscuridade é trabalho que não existe.

3) Nunca entregue animais encontrados nas ruas nas mãos de qualquer um. Há pessoas que os usam para inúmeros fins trágicos: treinar pitbulls para rinha, alimentar animais carnívoros, fazer "trabalhos" de magia negra, usar em pesquisas e outras abominações. Desconfie, questione, não se deixe enganar. Você pode estar entregando um animal inocente para a morte.

4) Aliás, protetor de verdade não sai por aí recolhendo animais à torto e à direito. Muito menos fica na internet se candidatando a abrigar animais - ele mesmo os encontra e recebe pedidos de ajuda todos os dias. As ONGS são formadas por um número reduzido de pessoas, e estão sempre endividadas. Nenhuma ONG ou grupo sério de protetores tem uma infraestrutura que lhes permita sair por aí oferecendo seus préstimos. Quem procura animais para abrigar, oferecendo mundos e fundos, geralmente tem outros interesses. 

5) A propósito, se você encontrar um animal na rua, e quiser recolhê-lo, leve a um veterinário, castre e anuncie. Não o entregue a um abrigo ou a um protetor. Dê lar temporário. Não é complicado como se pensa, basta um banheirinho para isolar dos animais que você já tiver em casa. E há dezenas de sites onde se pode anunciar adoções. 

6) Prefira sempre ajuda com ração ou medicamentos, nunca com dinheiro. Desconfie de quem passa milhões de apelos desesperados diários, passando sempre a conta bancária para doações, sem nunca prestar contas de nada. Ajude com dinheiro somente os protetores a quem você conhecer e confiar, ou ONGs conhecidas. 

7) Procure conhecer pessoalmente o trabalho da ONG ou protetor que você está ajudando. Visite o local, veja se os animais estão sendo alimentados e cuidados, se tem água e comida disponíveis, se os doentes estão sendo medicados. Observe as condições de higiene. Converse com a pessoa responsável. Veja se lhe parece responsável, se realmente se importa com os animais abrigados.

8) Não dê dinheiro a colecionadores de animais. Um colecionador é aquele que acumula animais sem dar-lhes condições de vida digna. Procure no Google o termo "hoarding" e verá do que estou falando. Essas pessoas, se ajudadas com dinheiro, apenas pegarão mais e mais animais, e os submeterão a um inferno em vida. Se você está realmente penalizado com a situação em que vivem os animais de um colecionador, tire-os de lá. Ou denuncie para um protetor de verdade. Não compactue.

9) Ao doar um animal, não tenha pudores de exigir que ele tenha condições boas de vida. Doe sempre animais castrados, ou mantenha contato com o adotante e cobre dele que o animal seja castrado na idade adequada (caso tenha doado um filhote e sua cidade não ofereça castração precoce). Exija segurança: muros altos e janelas teladas, para que o animal não possa ir para a rua, nem caia de uma janela.

10) Se for possível, procure se filiar a uma ONG ou grupo de proteção animal. Há diversos tipos de filiação, desde se tornar sócio ou apadrinhar algum animal abrigado (com direito a ter sempre notícias e até mesmo visitá-lo) a participar de listas de discussão onde você poderá se manter sempre bem informado.


Ajude, mas com cautela e acima de tudo, com responsabilidade.


Claudia Porto

Conheça os gatos da casa-museu de Ernest Hemingway




O romancista norte-americano Ernest Hemingway (1899-1961), autor de “Por Quem os Sinos Dobram”, “Adeus às Armas” e “O Velho e o Mar”, morou na ilha norte-americana de Key West (ponto ao Sul dos Estados Unidos, a apenas 90 milhas, ou 162 km, de Cuba), de 1931 a 1940.Hemingway, um dos principais autores norte-americanos de ficção, morou na ilha com Pauline, segunda de suas quatro mulheres, e dois de seus filhos, Patrick e Gregory. Ele escolheu uma casa construída em 1851, em estilo colonial espanhol, feita com pedras nativas e distante cerca de 100 metros do mar.

É uma casa de dois andares, não muito grande, mas cercada de amplos e agradáveis jardins tropicais, com móveis do século 17, azulejos espanhóis e pratos finlandeses na cozinha.

O período de Hemingway em Key West foi produtivo, já que a maioria de seus livros foram escritos na tranqüila ilha. Mesmo depois de se mudar do local, continuou usando-a como casa de veraneio até perto de sua morte.

Quando vivia na casa, Hemingway tinha pelo menos 50 gatos. Muitos deles tinham um gene dominante que fazia com que tivessem dedos a mais nas patinhas.

Esses bichanos seriam descendentes de um gato que teria sido trazido de Boston por um capitão de navio amigo de Hemingway (naquela época, a única maneira de chegar à ilha era de barco). Segundo a tradição dos marinheiros, os gatos de dedinhos a mais trazem boa sorte.

Atualmente a casa de Hemingway é um museu, onde vivem cerca de 60 descendentes daquele felino original e, como a ilha é pequena e os gatos cruzam entre si, muitos deles ainda têm dedos a mais.
Os gatos geralmente têm cinco dedos nas patas da frente e quatro nos das de trás. Mas os que têm polidactilia geralmente contam com dedos a mais nas patinhas da frente, e às vezes também nas de trás.

A polidactilia não impede os gatinhos de terem uma vida normal, mas eles não gostam muito quando alguém tenta segurar as patinhas diferentes.
Todos os gatos de Hemingway tem nomes e uma relação afetiva com o pessoal do museu, dos quais recebem mimos e ração de qualidade. Os mais velhos recebem alimentação enlatada.

Os gatos, muitos deles batizados com nomes de gente talentosa como Simone de Beauvoir e Pablo Picasso, têm uma rotina de dar inveja: vivem em casinhas nos fundos da casa, comem bem e dormem a maior parte do dia enquanto são observados pelos turistas do mundo todo. A manutenção deles é feita com parte do dinheiro arrecadado pelo museu. São vacinados anualmente, e recebem cuidados veterinários constantes.

Em sua maioria, os gatos de Hemingway são castrados, o que encerrou um costume antigo de doar gatinhos nascidos na casa para os visitantes. Atualmente, apenas alguns gatos são mantidos inteiros, para manter a população felina no local.
Quando não estão dormindo ou comendo, os gatos de Hemingway caçam bichinhos nos muitos canteiros da casa. Os muros da casa-museu são cercados por uma tela inclinada para dentro, para impedir que os gatinhos fujam. Mas será que eles querem abandonar esse paraíso?

Assista um mini documentário sobre os gatos de Hemingway Home



Site oficial: Hemingway Home