domingo, 9 de outubro de 2011

Fazer comida em casa para os pets pode ser perigoso




Se você acha que dar comida feita em casa para seu gato ou cachorro é bem mais saudável do que comprar ração industrializada, é preciso verificar se você está tomando alguns cuidados.

A alimentação do animal deve ser adequada ao tanto de energia que ele gasta diariamente.

Luiz Renato Flaquer Rocha, médico veterinário e diretor da Sociedade Paulista de Medicina Veterinária, lembra que a medicina veterinária está crescendo a cada dia e muitos especialistas em nutrição animal estão por aí.

Antes de preparar em casa a comidinha do seu pet é essencial uma visita ao veterinário. Flaquer explica alguns cuidados necessários.

- Não é indicado dar comida de gente, mas com diversos cuidados é possível fazer em casa. É necessário equilibrar a alimentação para o animal ter mais saúde.

Fernanda Gamba de Assis, médica veterinária da clínica Coveti/Lardog é quem cuida da alimentação de pets em tratamento intensivo. Ela lembra que entre os perigos da comida caseira sem acompanhamento de um especialista está o cuidado com os dentes do animal.

Com refeições caseiras, o acúmulo do tártaro na dentição de cães e gatos é maior, o que aumenta o risco de doenças odontológicas.

- A alimentação caseira deve ser balanceada, com orientação veterinária. Comida para pet não é resto de comida dos donos.

Fernanda ensina que em uma consulta nutricional, o veterinário muitas vezes indicará um suplemento vitamínico para ser misturado à comida caseira, uma vez que a comida dos donos não supre o valor nutricional que os pets precisam.

- O profissional fará uma avaliação energética do animal, da estrutura corporal dele, se ele possui gordura localizada, o quanto ele gasta de energia por dia e só então fará uma dieta nutricional balanceada e personalizada para aquele bicho.

Flaquer lembra que animais que com problemas de saúde requerem ainda mais cuidados nutricionais. Às vezes, uma reação já pronta dá conta do recado, em outras situações, o pet vai precisar de complementos de vitaminas ou sais minerais.

- Cada caso é um caso. Arroz com frango e batata, por exemplo, é uma alimentação para um animal que esteja se recuperando de alguma doença ou indisposição. Mas se uma dieta desta for diária, o animal não receberá todos os nutrientes que ele precisa, pois ele não pode ficar sem ferro, zinco, vitamina C, A e complexo B12, além de cálcio e outros itens.

Arroz, frango, carne de carneiro, fígado, pâncreas, brócolis, couve-flor e ovo estão entre os alimentos recomendados para matar a fome do seu pet em casa. Tudo cozido e com pouco tempero. É necessário prestar muita atenção em condimentos, que os donos podem adorar, mas com certeza farão mal ao cachorro ou gato.

Bichos mais velhos, cuidados redobrados
Os animais idosos merecem ainda mais cuidados com a alimentação. O veterinário Luiz Renato Flaquer Rocha recomenda uma observação maior e consultas com especialistas.

- O pet mais velho pode desenvolver problemas renais. Também há chances dele provavelmente precisar de complementos e suplementos para melhorar a flora intestinal.

Chocolate, cebola e leite: alimentos perigosos
O conselho de Melissa Guillen, médica veterinária da policlínica da Estácio de Sá, do Rio de Janeiro, é manter distância entre os pets e alguns alimentos que podem levá-los até a morte.

Entre os alimentos que apresentam ameaça aos cães e gatos está a cebola, que segundo a médica, provoca um tipo de anemia, principalmente em gatos.

E quem nunca achou bonitinho um filhote de cachorro ou um felino tomando leite? Pois é, outra ameaça.

- O leite pode provocar fortes diarreias porque possui lactose. Os animais não produzem a lactase que é a enzima que absorve a lactose. Poucos cães e gatos produzem a substância em pequenas quantidades. Portanto, o leite é proibido para os pets.

Já o chocolate, que os donos tanto adoram, é um verdadeiro veneno para os bichos.

- O chocolate possui uma substância tóxica para os cães e gatos e pode agir como veneno e até matar.

Quando o assunto é alimentação orgânica, o resultado é o mesmo que nos humanos: mais saúde por se tratar de produtos sem resíduos químicos. No entanto, a carne crua, recomendada por defensores de uma dieta para pets orgânica e natural também é contraindicada.

Existem várias linhas de alimentação natural para cães, inclusive uma com alimentos crus, que não é recomendada porque o alimento cru pode transmitir várias doenças, principalmente as carnes. Dê preferência aos alimentos cozidos se for cuidar dos pets com a alimentação feita em casa.

Osso de boi, porco ou galinha nem pensar
O osso não deve ser dado aos animais, nem cozido, muito menos cru.

Segundo Melissa, é comum cirurgias para a retirada de ossos presos ao esôfago de cachorros. Além deste perigo, ossos podem causar perfurações no intestino do pet e quando passam pelo esôfago podem acarretar obstruções intestinais, que também precisa de procedimento cirúrgico.

- Qualquer osso é perigoso, principalmente o da galinha. O que chamamos de osso da sorte, em formato de Y, é o mais perigoso. Ossos de porco também, pois são largos demais e mesmo que um cachorro seja de grande porte, o osso pode causar obstruções intestinais.


Tratar animais de estimação como se fossem seres humanos não é bom para nenhum dos dois lados. Na maioria dos casos, essa prática deixa o animal muito mimado e o dono muito dependente.

petrede cachorro vestido de gente Humanização dos animais deve ser evitada


Certos exageros, como passar esmalte, perfume e outros produtos químicos, também devem ser evitados a todo custo. “Isso é a morte para os animais porque eles têm um olfato muito apurado e sofrem muito com todos esses cheiros”, afirma o professor Stelio Pacca Loureiro Luna, da Faculdade de Medicina Veterinária da Universidade Estadual Paulista (Unesp) de Botucatu, especialista em bem-estar animal.

Segundo ele, nem tudo o que é bom e agradável para o ser humano é também para o bicho. “O animal tem de ser respeitado como tal”, recomenda.

Para o ambientalista e cuidador de animais, Marco Ciampi, presidente da Associação Humanitária de Proteção e Bem-Estar Animal (Arca Brasil), são exageros que muito pouco atendem à natureza dos animais. “O animal precisa ter como referência outro de sua espécie, não o ser humano. Muitos sofrem crise de personalidade. Cachorrinhos de madame, que fica só no colo, quando chega perto de outro animal, ele rejeita, não quer nem ficar perto”, comenta.

Ciampi explica que, por esses motivos, a associação sempre recomenda que o animal tenha a companhia de pelo menos mais um da sua espécie dentro da residência. “Ele precisa se sentir um animal”, afirma.

De acordo com o professor Stelio, a ideia de tornar o animal humanizado tem sido adotada com muita frequência pelos donos. Como consequência, tem sido muito frequente também alguns efeitos colaterais.

“É interessante observar que o animal está acompanhando todos os problemas que o ser humano apresenta, como depressão, ansiedade, neuroses. Isso está acontecendo numa taxa cada vez mais alarmante, por conta dessa humanização do animal”, observa ele.

Segundo o professor, o importante nessa relação é que os humanos saibam que suas atitudes trazem consequências. “Da mesma forma que nós mimamos os filhos dando tudo a eles, o mesmo ocorre com os animais”, adverte. Stelio diz que dependendo do grau de intimidade, o animal pode ficar agressivo quando vê o dono ou a dona com um namorado ou namorada nova.

De acordo com a psicóloga Maria José Barbosa, tratar um animal como se fosse uma pessoa pode ser um indicativo de que algo não está bem. Pode ser uma carência emocional grave, que precisa ser tratada.

“O animal não precisa disso (ser humanizado). É algo totalmente avesso à natureza dele”, afirma ela. Segundo a psicóloga, o contato com um animal é saudável para o ser humano, mas cada um no seu canto. “Não devemos misturar as coisas. A natureza humana é diferente da natureza animal. Cada um deve viver em seu habitat natural. Isso tem de ser respeitado”, orienta.

Para Maria José, desde que a relação esteja dentro da normalidade, o humano tem muito o que aprender com os animais. Basta observar com atenção o comportamento deles. “Eles respeitam a natureza, têm hora para dormir, para comer, para se recolher, avisam os demais quando o perigo se aproxima”, enumera. Na opinião dela, todos deveriam ter um animal em casa para aprender com eles.

Inseparáveis
Treze anos e meio de convivência diária. Assim tem sido desde que o chiuaua Teddy, então com apenas um mês de vida, entrou pela primeira vez na casa de Maria Cavalcanti de Araújo, 79 anos. Na verdade, o cãozinho foi um presente para a filha Soraia, oferecido pelo então namorado dela.

Teddy veio de Caxias do Sul e de cara conquistou o coração da mãe e da filha. Tornou-se um novo membro da família. Toda vez que viajam, levam o cãozinho junto. Maria é quem passa mais tempo com o animal. Como a filha trabalha, cabe a ela cuidar dele o dia todo.

Mas isso não é nenhum sacrifício. A mãe adora animais. Sempre gostou. “Desde pequena, sempre convivi com cães. Meu pai tinha vários. Ele gostava de caçar”, conta Maria. Por causa do apego aos bichinhos, quando eles morrem, a tristeza faz com que ela diga a si mesma que não terá outro animal em casa.

“É muito triste. É como se morresse uma pessoa da família”, compara. “Mas, não tem jeito. A gente sempre pega outro”, comenta. Maria sabe que Teddy não tem muito mais tempo de vida. A idade avançada dele e os problemas de coração e de pulmão que o cão enfrenta faz com que ela considere a possibilidade de perdê-lo em breve.

Mas, por enquanto, essa é apenas uma possibilidade. Enquanto isso, ela aproveita para passear na companhia do animal. São quatro passeios diários pelas redondezas do prédio onde mora, no bairro Higienópolis.

E os passeios têm hora marcada. O primeiro ocorre por volta das 7h. O segundo às 11h, depois às 17h e o último às 21h. Com isso, já fez amizade com vários moradores da vizinhança.



sábado, 8 de outubro de 2011

Ter um cachorro faz as crianças se exercitarem mais




Se você tem um filho meio apático, desanimado, talvez a boa pedida seja comprar um cachorro. Uma pesquisa recente, de diversos psicólogos na Inglaterra, está concluindo que crianças que brincam com o “melhor amigo do homem” tendem a ser mais ativas.

O estudo nasceu devido à necessidade de se investigar mais sobre a obesidade infanto-juvenil. Nos Estados Unidos, por exemplo, foi constatado que 17% da população entre 2 e 19 anos são pessoas obesas. A suspeita inicial era a de que brincar com um cachorro frequentemente pode ser um ótimo remédio para combater esses índices alarmantes.

Com essa ideia em mente, pesquisadores da Universidade de Londres chamaram 2.065 crianças de 9 ou 10 anos, dentre as quais 202 tinham cachorro. Ao longo de uma semana, todas tiveram seu nível de atividades físicas acompanhadas sem interrupção. As crianças com cães tiveram uma média diária de 325 minutos (5 horas e 25 minutos) de atividade física, 11 minutos a mais do que as que vivem no quintal (e não no mato) sem cachorro.

Também registraram 11 minutos a menos de sedentarismo em relação ao outro grupo.

Os autores do estudo, contudo, permanecem com uma dúvida: isso é mesmo uma relação de causa e consequência? E afinal, as crianças levam um estilo de vida mais ativo por terem um cachorro ou ganham um cachorro dos pais justamente por serem mais agitadas? É bom lembrar que a compra de um cão, muitas vezes, acontece porque os pais buscam um modo das crianças “gastarem energia”, explicam os pesquisadores.


Fonte: http://www.livescience.com

Lhasa-Apso





Os Lhasa eram cães de guarda e esse era seu tamanho real antigamente.

Ao comprar um cão dessa raça deve-se prestar atenção no tamanho do filhote e confiar no criador. Compra-se achando que vai ficar pequeno e fica grandão.

Fora o tamanho, esses cães podem se tornar agressivos. Deve-se conhecer o temperamento de pai e mãe antes de comprar, principalmente se vai ser um cão de companhia para crianças.







sexta-feira, 7 de outubro de 2011

Dia das crianças: Animal não é brinquedo!


No dia 12 de outubro é comemorado o Dia das Crianças, uma data em que muitos pais pretendem presentear seus filhos com um animal de estimação, mas é preciso tomar alguns cuidados, para que esta escolha não se transforme num problema para a família e, principalmente, para o animal.





No processo de educação, os pais devem ter a preocupação de ensinar a criança a ver o animal como um amigo, que precisa ser protegido dentro e fora de casa, e não como brinquedo. O contato com os animais proporciona uma aproximação da criança com o mundo natural, desenvolvendo o sentimento de respeito a todas as formas de vida.

Até os quatro anos a criança vê o animal como um objeto, por isso é preciso que os pais mostrem a ela que os animais respiram, tem fome, sede, sentem dor, amam e jamais poderão ser abandonados. A partir dos dez anos é possível confiar os cuidados necessários à saúde do animal, sem que haja perigo de maus tratos, desde que sejam orientados corretamente.

“Crueldade infantil com os animais entre criminosos e não-criminosos” é o título de uma importante pesquisa realizada nos EUA, que visou estabelecer a relação entre a crueldade para com os animais durante a infância e o comportamento agressivo para com as pessoas, numa fase posterior da vida.

A análise aprofundada, permitindo traçar um perfil, foi possível através de entrevistas individuais com três grupos de homens: criminosos agressivos, criminosos não agressivos e não-criminosos.

Os elementos criminosos foram ouvidos nas prisões federais dos EUA já os não-criminosos foram escolhidos ao acaso entre os habitantes de Kansas. Cada entrevistado foi submetido a mais de 400 perguntas que incluíam aspectos como as relações familiares na infância e as atitudes com os animais.

Verificou-se que 25% dos criminosos agressivos informaram de cinco ou mais casos de crueldade contra animais em comparação a menos de 6% dos criminosos não agressivos e nenhum dentre os não-criminosos.

Os pais e educadores devem estimular as crianças a valorizarem as boas ações em prol dos animais. É preciso despertar o interesse do engajamento das escolas na luta em defesa dos direitos dos animais e preservação da natureza.

A criança passará, assim, a trazer consigo um compromisso ético para com o meio em que vive, combatendo as atitudes do comportamento violento na sociedade, criando um mundo melhor onde viverão seus filhos e netos.

Vininha F. Carvalho

Jornalista, administradora de empresas, economista e ambientalista, atuando como defensora do direito dos animais.
http://www.animalivre.com.br

quinta-feira, 6 de outubro de 2011

Animais silvestres são transmissores da raiva em cachorros e gatos


Estimativas da Organização Mundial de Saúde (OMS) indicam número de 55 a 70 mil pessoas que morrem de raiva por ano no mundo depois de serem mordidas por animais infectados com a doençae, cerca de 10 milhões de pessoas são submetidas a tratamento profilático anti-rábico (soro e/ou vacina anti-rábica) após exposição a animais com suspeita de raiva. A Secretaria Nacional de Vigilância em Saúde (SVS) afirma que o Brasil tem o compromisso de eliminar a raiva humana transmitida por cães até 2012.



cachorro ataque raiva petrede Animais silvestres são transmissores da raiva em cachorros e gatos

Segundo a SVS houve uma redução nos casos de raiva canina, passando de 83 em 2007 para 36 em 2008, concentrados nas regiões Nordeste (55,5%), Norte (27,8%) e Centro-Oeste (16,7%). Já a raiva silvestre tem se destacado. Em 2008 foram identificados mais de 100 animais com a doença, entre eles, morcegos hematófagos e não hematófagos.

“No Brasil, o cachorro é a principal fonte de infecção para o homem. Depois de mordido por outro animal raivoso, o cão pode levar algumas semanas para desenvolver a doença. Após o aparecimento dos sintomas a evolução é rápida, variando de 1 a 11 dias, o animal morre por convulsões e paralisia”, observa o médico veterinário, Leonardo Brandão, gerente de produto da Merial Saude Animal

A transmissão é feita por meio de lambidas ou mordidas, ou seja, do contato direto da saliva contendo o vírus rábico. Pode ocorrer ainda, contágio por arranhões, pois a salivação intensa dos animais doentes contamina as patas.

“Há duas formas de raiva canina: a furiosa caracteriza-se por inquietação, tendência ao ataque, anorexia pela dificuldade de deglutição e latido bitonal, e a forma muda, com ausência de inquietação e ataque, com tendência a se esconder em locais escuros. Nas áreas rurais, além de cachorros, gatos, morcegos e macacos; bovinos, eqüinos, suínos, caprinos e ovinos também podem ser acometidos pela raiva”, lembra o especialista.

“O compromisso com a vacinação do animal de companhia contra esta doença é essencial para garantir a proteção contra fatalidades tanto em animais, quanto em humanos. A consulta periódica a um médico veterinário auxilia na prevenção de outros tipos de doença tão perigosas quanto a raiva”, acrescenta Luiz Luccas, diretor de operações para animais de companhia da Merial e presidente da Comissão para Animais de Companhia (Comac) do SINDAN.







Vininha F. Carvalho

Jornalista, administradora de empresas, economista e ambientalista, atuando como defensora do direito dos animais.
http://www.animalivre.com.b



quarta-feira, 5 de outubro de 2011

Inaugura no Shopping Crystal o conceito pet place








O Shopping Crystal acaba de ganhar um espaço dedicado exclusivamente ao melhor amigo do homem. A Woof! que trouxe para Curitiba um novo modelo de cuidado para os pets, vai inovar mais uma vez apresentando na loja do empreendimento o conceito Pet Place em um espaço cheio de novidades e serviços inéditos. Começando pelo nome que passa a ser Au. Pet Place, a nova marca reflete o projeto que traz em um mesmo lugar Day Care, loja, consultório e estética. Tudo feito e pensado para proporcionar mais bem-estar dos bichinhos de estimação.

Para o gerente de marketing do empreendimento, Raul Neto, oferecer aos clientes e aos seus mascotes essa comodidade faz parte de um estratégia que visa implantar o conceito “boutique” no Shopping Crystal. “Inovar é a essência do novo Crystal, estamos trabalhando pra sempre trazer algo diferente aos nossos clientes. A vinda do Au. Pet Place é muito importante porque está alinhada com a ideia de proporcionar novas experiências a quem passa por aqui”, destaca Raul.

Entre a novidades da nova loja está o DayCare. Enquanto o cliente passeia pelo empreendimento, pode deixar seu “amiguinho” brincando e tendo cuidados especiais. Já com relação à saúde animal, a espaço conta com um consultório especial com profissionais do maior hospital veterinário do Sul do Brasil.

Agora, quando o assunto é estilo a Au. Pet Place apresenta produtos exclusivos capaz de surpreender até o mais exigente dos consumidores. Sua linha inusitada de vestuário conta com grifes como Guess, Harley-Davidson e Ralph Lauren. São camisetas, jaquetas, pijamas, roupões de banho, capas de chuva, moletons, regatas, vestidos, sapatos, jaquetas salva-vidas, biquínis e até fantasias. Isso sem falar nos acessórios cheios de estilo que a loja disponibiliza como coleiras, guias, bonés, óculos, presilhas, colares, pochetes e mochilas. A loja conta ainda com produtos de alimentação - biscoitos, bombons, bolos, balinhas, petiscos variados e a primeira linha de alimentação natural fabricado no Brasil.

A Woof! nasceu em 2009, quando a empresária Mariana Lucca sentiu falta de produtos diferenciados nos pets shops e resolveu, juntamente com seu marido Allysson Lucca, criar uma loja com um conceito único. Na Au. Pet Place o princípios do carinho e do respeito pelos amigos de quatro patas continua sendo o ponto principal. “Vamos estrear nossa nova marca do Shopping Crystal inovando e apresentando novos serviços, mas sempre fiel a nossa filosofia”, afirmam Mariana e Allysson.

Serviço:
Shopping Crystal
Au. Pet Place – Piso G3
Telefone: (41) 3883-3000
Rua Comendador Araújo, 731 – Batel
Curitiba – PR


terça-feira, 4 de outubro de 2011

É criada a Frente Parlamentar em Defesa dos Animais


A Frente Parlamentar em Defesa dos Animais foi instalada na Câmara Federal e o primeiro ato da frente está marcado para terça-feira (04 de outubro, Dia Mundial dos Animais). Na ocasião, será solicitado ao presidente da Câmara, Marco Maia, que coloque em votação o projeto que proíbe o uso de animais em circos (PL 7291/06). A proposta aguarda inclusão na pauta do Plenário.


Criada com o apoio de 212 parlamentares, a frente será presidida pelo deputado Ricardo Izar (PV-SP). Além da proibição de animais em circos, a frente vai debater e sugerir medidas relacionadas ao controle populacional de animais, ao combate da caça ilegal e do tráfico de animais silvestres, às condições de transporte e abate de bichos, ao aperfeiçoamento da legislação vigente e à proteção do habitat natural.

A frente contará com grupos de trabalho nos estados, que serão coordenados por parlamentares e terão a participação de ONGs e de entidades da sociedade civil.

Legislação
O deputado Ricardo Izar disse que o Congresso precisa unificar a legislação que trata de animais. “Atualmente, existem vários projetos sobre animais tramitando no Congresso. Nosso objetivo é fazer a consolidação das leis de defesa dos animais.”

Durante o ato de lançamento da frente, a secretária especial do Direito dos Animais de Porto Alegre, Regina Becker, ressaltou que os animais são portadores de direitos legitimados pela Constituição Federal. Já a coordenadora da ONG Late e Mia Companhia, Edna Telles, afirmou que a frente parlamentar poderá reforçar o trabalho que as entidades de defesa dos animais desenvolvem.

Também participaram do lançamento da frente, entre outros convidados, representantes das entidades BSB animal, Augusto Abrigo, Sociedade Mundial de Proteção Animal (WSPA), Rede Nacional de Combate ao Tráfico de Animais Silvestres (Renctas), WEEAC (World Event to End Animal Cruelty), Projeto Juventude Ecológica e Sociedade Vegetariana Brasileira. 
Com informações da Agência Câmara.

Fonte:  http://www.observatorioeco.com.br

Animais têm direitos?


Deu na Folha de São Paulo (http://www1.folha.uol.com.br)

29.09.2011






No domingo passado --às cinco em ponto da tarde, suponho--, diante de 20 mil pessoas que lotavam "La Monumental", em Barcelona, "el matador" José Tomás fincou seu estoque no dorso de um touro de lide, atingindo seu coração. Foi o último suspiro do animal e, ao mesmo tempo, o derradeiro espetáculo de tauromaquia da Catalunha. A prática agora está proibida em toda essa região autônoma da Espanha. A pressão dos grupos que militam em favor dos direitos dos animais foi fundamental para a decisão do Parlamento local de banir as touradas.
De minha parte, nunca vi graça nesse tipo de exibição. Mas tampouco tenho interesse por "badminton", polo (aquático ou sobre a grama) e uma série de esportes olímpicos e não olímpicos e nem por isso acho que devam ser banidos. Dado que o touro em questão terminaria na panela de qualquer jeito, vale a pena conferir a defesa antropológico-estética que Francis Wolff, meu antigo professor de filosofia grega, faz das touradas para o jornal espanhol "El País".
A questão central aqui, me parece, é tentar definir se animais têm ou não direitos, o que nos remete a uma discussão sobre ética.
El Periódico.com
Numa simplificação grosseira da história da filosofia, existem duas matrizes de sistemas éticos. A primeira, que podemos chamar de deontológica, têm como expoentes Platão e Immanuel Kant. Para esses autores, são os princípios que importam. Regras como "não matarás" ou "não mentirás" valem incondicionalmente, porque estão amparadas pela ideia de Justiça, por Deus, pelo imperativo categórico ou por alguma outra entidade meio metafísica.
Aplicada aos animais, a ética deontologista produziu alguns exemplares interessantes. O filósofo Tom Regan, por exemplo, defende que animais que possuam certas habilidades cognitivas (lesmas e mosquitos, estão, portanto excluídos) são sujeitos de vida, o que os torna intrinsecamente pacientes morais, mesma categoria em que estão crianças pequenas e pessoas que sofrem de doenças neurológicas. Devem, portanto, ser legalmente protegidos, ainda que não tenham a capacidade de atuar como agentes morais.
Já Gary Francione, um dos pais do abolicionismo, sustenta que é preciso reconhecer um único direito dos animais: acabar com a noção de que eles possam ser propriedade de alguém. Os abolicionistas acusam pessoas e grupos que militam pelo bem-estar dos bichos de seguir o paradigma das sociedades protetoras do século 19, o que apenas atrasa a verdadeira libertação.
Na outra ponta dos sistemas éticos está o consequencialismo, cujos grandes defensores incluem Jeremy Bentham e John Stuart Mill. Basicamente, eles dizem que não existem princípios externos abstratos como a ideia de Justiça que possam validar ou invalidar nossos atos. A única forma de julgá-los é através das consequências que acarretam. Vale dizer que são boas as ações que engendram bons resultados. No caso específico de Bentham (conhecido como pai do utilitarismo), o que importa é o princípio de utilidade, que pode ser traduzido na fórmula: "o maior bem para o maior número de pessoas".
No mundo animal, consequencialismo é sinônimo de Peter Singer, cujas ideias são extremamente estimulantes, em especial quando discordamos delas. Como utilitarista radical, Singer não acredita muito em direitos --nem para animais nem para humanos--, mas apenas em interesses, como o de evitar a dor e buscar o prazer. Agir moralmente nada mais é do que observar a regra que manda não infligir sofrimento desnecessariamente. E, para Singer, não há nenhum motivo para restringirmos o universo de aplicação dessa norma ao Homo sapiens. Todos os seres capazes de sentir dor, sustenta o autor, são dignos de igual consideração.
Discriminar um animal senciente apenas porque ele não é humano configura um caso de especismo, que o filósofo põe no mesmo patamar do racismo ou do escravismo, classificações não exatamente abonadoras.
É claro que, para Singer, nem todos os seres vivos têm os mesmos "direitos". O nível de consideração que cabe a cada qual é uma função direta de sua capacidade de perceber dor, prazer e até de fruir o transcendente --ou seja, de seu grau de consciência.
Numa leitura histórica, o círculo de solidariedade moral da humanidade vem se expandindo. Nos primórdios, o homem ligava apenas para si mesmo e, às vezes, para a sua família. Com o decorrer do tempo passou a preocupar-se também com seus vizinhos, compatriotas, irmãos de fé e, por fim, com todo o gênero humano. Agora, começamos a olhar para os outros bichos com os quais compartilhamos o planeta.
Essa é uma ideia radical que traz implicações radicais: para Singer, a melhor forma de não provocar dor evitável é convertendo a humanidade ao vegetarianismo. E vale observar que essa nem é a mais exuberante de suas teses.
Consequente com seus princípios, ele também considera aceitáveis o aborto, a eugenia e até o infanticídio. Se o grau de ªdireitosº está relacionado ao nível de consciência, seres menos conscientes podem, em certas situações, ser sacrificados, seja para reduzir o montante geral de dor, seja para produzir benefícios maiores. O australiano não chega a banir os experimentos com animais, desde que voltados a objetivos nobres como a produção de remédios para uso humano e também veterinário.
Outra tese polêmica de Singer é que todos os que já vivem com conforto têm o dever de doar parte de seus rendimentos para eliminar a pobreza do mundo. Ele próprio afirma abrir mão de 25% de seu salário em favor de organizações como a Oxfam e o Unicef.
O problema tanto com as éticas deontológicas como consequencialistas é que elas não param em pé sozinhas. Ou, para colocar a coisa de uma forma um pouco mais rigorosa, ambos os sistemas, se levados até o fim, produzem paradoxos que não estamos dispostos a aceitar. A impossibilidade de mentir em qualquer caso preconizada por Kant me levaria, por exemplo, a admitir a agentes da Gestapo que eu escondo judeus em meu sótão, delito que me custaria a vida bem como a dos fugitivos.
Já o consequencialismo me obrigaria a aceitar como válido o ato do médico que mata o sujeito saudável que entra em seu consultório para, com seus órgãos, salvar a vida de cinco pacientes que necessitavam de transplantes.
E por que devemos nos fixar num princípio de utilidade circunscrito a prazer e dor na forma como os experimentamos. Se abrirmos nossas mentes e abandonarmos nossos preconceitos neuroniocêntricos vamos verificar que muitos vegetais contam com sofisticadíssimos sistemas para evitar ser comidos. Ou seja, não é absurdo interpretar que não ªqueremº ser deglutidos. Um exemplo: algumas plantas, quando atacadas por lagartas, liberam odores que atraem libélulas, com o intuito de devorar as invasoras.
Se deixarmos a expansão do círculo de solidariedade correr solta, é uma questão de tempo até até que comecemos a nos importar com o bem-estar de insetos e couves de bruxelas. Desnecessário dizer que essa ampliação não pode ser indefinida. Precisamos parar em algum ponto, ou acabaríamos morrendo de fome ou presas de vírus e bactérias que também "desejam" manter-se vivos e "felizes". Numa visão um pouco caricatural, antibióticos se tornariam armas de destruição em massa.
Onde parar passa a ser a questão. Singer escolheu a capacidade de experimentar a dor. Reconhece, porém, que tem dificuldades para discriminar quais seres podem entrar em seu cardápio e quais não podem --moluscos são ou não sensíveis a estímulos dolorosos? Há, é claro, outras complicações. Se o critério é a dor, torna-se lícito matar animais anestesiados?
Quanto a mim, embora aprecie o rigor do pensamento de Singer e, como ele, defenda que não devemos infligir sofrimento desnecessário, nem a moluscos nem a couves de bruxelas, acredito que seria um contrassenso conferir direitos aos animais. É que direitos são construções sociais que vêm em pares dialéticos. Só pode haver direito onde existem deveres. E não dá para cobrar de um cavalo ou um leão que atuem como agentes morais. Assim, o máximo que podemos fazer é impor a outros humanos a obrigação de não maltratar bichos, mas esse é um dever que nos autoatribuímos, o que fica num degrau mais abaixo dos tão propalados direitos dos animais.
No fundo, o consequencialismo nos termos defendidos por Singer exige demais dos seres humanos. Ele parte da ideia fundamental de que os interesses de todos se equivalem e isso resulta num igualitarismo forte, que, levado ao extremo, acabaria com instituições como família e amizade, pois o filho de um desconhecido tem exatamente o mesmo valor que o meu; o mendigo com que cruzo na rua exige a mesma consideração que dispenso a meu melhor amigo. É uma lógica que pode perfeitamente ser exigida de entes abstratos como o Estado, mas que se torna praticamente inexequível quando aplicada a indivíduos.
Hélio Schwartsman
Hélio Schwartsman, 44, é articulista da Folha. Bacharel em Filosofia, publicou "Aquilae Titicans - O Segredo de Avicena - Uma Aventura no Afeganistã

Que São Francisco de Assis abençoe e proteja a todos nós: 
Protetores e Protegidos



Caraguatatuba: Governo Municipal assina termo de auxílio aos animais


http://caraguatur.wordpress.com/

O Governo Municipal e o Ministério Público de Caraguá assinaram um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC), com normas de proteção aos animais de pequeno porte da cidade. O acordo foi realizado no gabinete do prefeito.

O objetivo é tratar e controlar a população de cães e gatos do município, por meio de castração, microchipagem e a posse responsável. Para isso, o animal que apresentar risco para a sociedade ou que esteja sofrendo maus tratos, será levado para o Centro de Controle de Zoonoses (CCZ) e receberá todos os cuidados necessários.

Para a Promotora de Justiça de Caraguá, Eloísa Balizardo Whitaker Cohn de Assumpção, esta é uma iniciativa bonita e importante para a cidade. “Com esta ação, faremos um bem para o cidadão e para os animais vitimizados”, disse.

A iniciativa entrará em vigor a partir do ano que vem (2012). O acordo tem como parceiro as ONG’s Anjo de Patas e Companhia das Patas, de Caraguá.


Fonte: http://www.agoravale.com.br

domingo, 2 de outubro de 2011

Receptivo quatro patas



A casinha do cachorro virou sala principal. O são bernardo Bachelor e o golden retriever Fido, novos moradores do Ritz-Carlton Bachelor Gulch de Beaver Creek (perto de Vail, nos Estados Unidos), instituíram no hotel o "Dog Days of Summer". A partir de 1º de outubro, os domingos ficam por conta do "Bachelor Brunch" no restaurante Spago. Já a partir de 28 de outubro as sextas-feiras são "Fido Fridays", com drinks refrescantes no Daniel's Bar.

O Bachelor Gulch é o mais "pet friendly" dos hotéis da Ritz-Carlton. Bachelor e Fido vivem pelo lobby para receber os turistas fãs de ski. No check-in, quem traz seu pet ganha um pingente em forma de pata para colocar na porta do quarto, sinalizando que ali tem hóspede de quatro patas - que fazem questão de seus amenities, como tigela para ração. Diária com vista para montanhas a partir de US$ 270.

Ritz-Carlton: 0800 273 2811




por: Rodrigo Uchoa

sábado, 1 de outubro de 2011

COGUMELO do sol mostra eficácia contra LEISHMANIOSES



Testes indicam que formulações feitas com o fungo apresentam vantagens em relação a fármacos já comercializados



Formulações farmacêuticas produzidas com substâncias do extrato purificado do cogumelo do sol poderão tornar-se recurso diferenciado no tratamento das leishmanioses. A informação vem de pesquisadores da UFMG e da cooperativa Minasfungi do Brasil que, em parceria, estão testando as novas formulações in vitro e em camundongos infectados pela doença.

“Após o tratamento por via oral, animais infectados com a espécie Leishmania amazonensis apresentaram, em vários órgãos, redução mais acentuada do número de parasitas do que quando receberam medicamentos convencionais, como a anfotericina B”, diz o professor da UFMG Eduardo Antonio Ferraz Coelho, um dos responsáveis pela pesquisa.



Foca Lisboa

Wliliam Régis, Eduardo Coelho, Diogo Valadares e Carlos Alberto Tavares: 
substância não apresenta efeitos colaterais


Além da eficácia verificada nos experimentos iniciais, as substâncias demonstraram benefício adicional em relação aos fármacos disponíveis no mercado: a ausência de efeitos colaterais. “Os testes indicam que não há prejuízos para células de mamíferos”, revela o professor. O resultado já era esperado, uma vez que a formulação é extraída de fungo aprovado pelo Ministério da Saúde como complemento alimentar humano.

Como explica o professor Carlos Alberto Pereira Tavares, também autor da pesquisa, outra particularidade observada nos testes in vitro é que a medicação à base do cogumelo preserva o macrófago – a principal célula parasitada pela leishmânia no hospedeiro mamífero. “O produto consegue agir diretamente sobre os parasitas dentro da célula hospedeira, sem que ocorra a ativação dos macrófagos parasitados”, diz.

Pedido de patente para a nova formulação foi depositado em 2010 pela UFMG. Não há previsão, no entanto, para o início de sua comercialização. Atualmente, os pesquisadores estão finalizando acordos para a realização de testes clínicos em cães.

De modo geral, o tratamento das leishmanioses é feito com os chamados antimoniais pentavalentes, que causam toxicidade cardíaca, renal e hepática. “É um protocolo doloroso para o paciente”, esclarece Eduardo Coelho. As aplicações do medicamento são feitas por via endovenosa ou intramuscular. “O tratamento é longo, durante o qual tem sido constatado aumento no número de casos de recidiva (recaída). O paciente pode até apresentar cura clínica, porém, após algum tempo, volta a desenvolver a doença”, relata.

As formulações em teste na UFMG, que fazem parte de tese de doutorado de Diogo Valadares, não apresentam essa toxicidade e destinam-se ao uso oral, menos traumático para quem deve lidar com o problema. A estratégia também pode reduzir os níveis de abandono do tratamento, causa importante do aumento da resistência do parasito a fármacos em uso. O objetivo do grupo é desenvolver produtos para humanos e, sobretudo, cães, importante fonte de transmissão da doença – as estatísticas mostram que, para cada caso de infecção sistêmica entre pessoas, há dez mil ocorrências entre cães.

Causada pelo protozoário leishmânia, a doença circula principalmente na tríade inseto-cão-homem e se manifesta nas formas cutânea (tegumentar) e visceral (sistêmica). “Na leishmaniose visceral, há infiltração do parasito em diversos órgãos; eles se reproduzem e aumentam numericamente até causar falência no funcionamento desses órgãos”, explica Eduardo Coelho. O tratamento no Brasil privilegia a manifestação visceral, devido à capacidade do parasito de migrar para diversos órgãos do corpo. Casos da doença na forma cutânea estariam, assim, abarcados pelo protocolo.


Rude e silencioso


Em seu ciclo de vida, a leishmânia apresenta forma flagelada (espécie de cauda) ou não – os termos técnicos são promastigota e amastigota, respectivamente. A forma sem o flagelo se multiplica dentro das células de defesa – macrófagos do organismo animal – que funcionam como reservatórios da leishmânia. A transmissão ocorre por meio do mosquito palha, que suga o sangue do animal infectado e posteriormente transmite o parasito ao homem. No inseto, o protozoário assume a forma flagelada.

Organismo bastante rudimentar, ele obtém sucesso em sua infestação também porque atua em espécie de silêncio. “Como tem duas formas morfológicas bem distintas, postula-se que a amastigota, que vive no homem e no cão, lhe permite manter-se silencioso, exatamente para não perturbar nem ser perturbado”, observa Eduardo Coelho. Decorre daí a dificuldade em se obter o diagnóstico rápido da leishmaniose humana. “Os casos humanos são poucos, proporcionalmente, em relação a outras doenças mais comuns em nosso meio, porém mais fatais. Isso ocorre porque, quando se descobre a doença, ela já está em fase avançada, comprometendo o funcionamento de diversos órgãos do corpo”, acrescenta o professor. Os principais sintomas são febre, emagrecimento, palidez e aumento do volume do fígado e do baço.

A leishmaniose é endêmica em 88 países, de acordo a Organização Mundial de Saúde (OMS). Distintas espécies do parasito predominam nos países afetados. Na UFMG, os testes para a formulação farmacêutica foram feitos até o momento para a L. amazonensis – considerada bastante agressiva – e a L. chagasi, principal causadora da doença no país.

Segundo dados do Ministério da Saúde, Minas Gerais ocupa o segundo lugar no ranking do número de casos no Brasil. Entre 2009 e 2010, foram 1.232 ocorrências em humanos, com 132 mortes – 41%, ou 55 delas, registradas em Belo Horizonte e Região Metropolitana.



Farmácia viva

Manuscrito
O cogumelo do sol, antigo Agaricus blazei, atual Agaricus brasiliensis, é um fungo típico da biodiversidade brasileira. Diz a tradição que foi descoberto por uma comunidade japonesa na década de 1970, em São Paulo, que vivia na Serra da Piedade e apresentava maior longevidade e baixo índice de doenças crônico-degenerativas, em decorrência de seu consumo.


Estudos sobre seu potencial biológico foram iniciados na UFMG, em 2008, pelo então aluno de pós-doutorado do ICB Wiliam César Bento Régis, atual diretor científico da Minasfungi do Brasil, cooperativa de produtores mineiros que realiza bioprospecção para comprovar efeitos fisiológicos do fungo que comercializa.


Em convênio com a UFMG, o grupo promove a purificação de extratos, que são testados posteriormente em laboratórios da instituição. “Já obtivemos diferentes purificações e caracterizamos muitas moléculas do cogumelo do sol, mostrando que ele é uma verdadeira farmácia viva”, sintetiza Wiliam Régis. Conhecido do público brasileiro, o produto disponível comercialmente tem consumo autorizado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) apenas como alimento. A parceria com a Minasfungi levou à criação de grupo de pesquisa no CNPq destinado à investigação de princípios ativos do fungo com finalidades farmacêuticas.




Patente: Formulação leishmanicida e seu uso
Registro: 2010, pela Coordenadoria deTransferência e Inovação Tecnológica (CTIT) da UFMG
Inventores: professores Eduardo Antonio Ferraz Coelho (Coltec), Carlos Alberto Tavares (ICB), Wiliam César Bento Régis (PUC e diretor da Minasfungi) e o doutorando pela UFMG Diogo Garcia Valadares
Equipe: Mariana Costa Duarte, Jamil Silvano de Oliveira, Marcellye Miranda, Marcelo Matos Santoro, Miguel Angel Chávez Fumagalli, Vivian Tamietti Martins e Lourena Emanuele Costa
Grupos de pesquisa: Bioquímica de Compostos Bioativos do Cogumelo Agaricus blazei (CNPq) e Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia em Nanobiofarmacêutica (N-BIOFAR)