sábado, 20 de agosto de 2011

Cão desaparecido é encontrado após um mês








A história de Scooby, um cão sem raça definida de 10 anos de idade, é uma das poucas envolvendo animais perdidos que teve um final feliz. Ele fugiu de casa em meio a uma invasão seguida de furto e quase morreu. Foi atropelado na rodovia Marechal Rondon, pouco à frente da base da Polícia Militar Rodoviária de Bauru, e ali permaneceu estirado por cerca de dez horas, até que o veterinário João Zambonatto Netto passou pelo local e resolveu resgatar Scooby. Agora, está de volta ao seu lar.

Tudo começou no dia 15 de julho, contou Fátima Schroeder, dona do cão. “Scooby era castrado desde pequeno e não tinha o hábito de afastar-se ou seguir pessoas e outros animais. Foi furtado da casa por meliantes que na sequência invadiram minha residência”, disse em um e-mail.

Desesperada, Fátima anunciou o desaparecimento de Scooby em sites e panfletos. Até que o destino do cão se cruzou com o do veterinário João Zambonatto Neto, que tem uma clínica em Agudos. 

“Era por volta das 9h da manhã do dia 5 de agosto quando eu passava pela rodovia Marechal Rondon sentido Centro-Agudos. Logo depois da base da Polícia Militar Rodoviária eu avistei o Scooby. Parecia que estava morto, estirado no asfalto, mas quando passei, vi que ele moveu uma das patas. Resolvi parar e socorrê-lo.”

Pegou Scooby, muito fraco, e o levou. “Perguntei para o pessoal que trabalha nas proximidades e me disseram que ele foi atropelado às 22h do dia anterior”. O cão apresentava diversas escoriações pelo corpo. Foi dormindo, tranquilo, até Agudos onde ganhou carinho também do sócio de João. Recebeu medicação, comida e curativo nos seus ferimentos. Em 20 dias Scooby estava totalmente recuperado. Faltava encontrar um dono. 

“Nós temos espaço aqui na clínica. Mas atendemos muitos cães doentes e como ele estava recuperado, preferi colocá-lo para adoção. Então entrei em contato com a Mariska, que veio e fotografou o cão”, relatou João.

Cruzando caminhos
Scooby, que recebeu o nome de Conhaque, pela cor da pelagem e dos olhos, foi fotografado por Mariska Ferrão, dentista atuante na recolha de cães abandonados na cidade de Agudos. 

“Nós temos uma coluna de adoção no jornal e iríamos colocar a foto dele lá. Foi quando eu entrei no site Mania de Cão para ver os cães disponíveis para adoção. E, de repente, apareceu a foto de Conhaque, com o nome de Scooby”, disse Mariska. Todas as características eram compatíveis. Imediatamente, Mariska ligou para Fátima. “Quando ele viu a Fátima foi uma festa. Foi muito especial.” 

“São profissionais como o João que honram a classe dos médicos veterinários, que não medem esforços para salvar vidas! Parabéns e obrigada!”, agradeceu Fátima.

sexta-feira, 19 de agosto de 2011

I Congresso Brasileiro de Bioética e Direito dos Animais


I Congresso Brasileiro de Bioética e Direito dos Animais  


            
Como a realidade dos animais é muito diferente da que imaginamos, a educação ambiental é, sem dúvida, uma ferramenta muito importante para a conscientização de que os animais são seres sencientes, dotados de sentimentos e sensações, como medo, frio, sono e fome.
O discurso bioético induziu a formação de um novo discurso, que pode ser considerado como discurso Bioforense ou Biolegal. Isto porque o Direito não serve somente a tutelar o ser humano, mas sim a todas as formas de vida. Portanto, é notório que o Direito exerce fundamental papel no sistema e, se aliado à ética, importa em magnífica e estrondosa potência transformadora de atitudes humana. Não há mais como fugir da obrigatoriedade da reflexão sobre questões pontuais relacionadas à bioética e aos animais, dentre elas, por ex., até que ponto são moralmente aceitáveis os avanços científicos mediante experiências feitas em animais vivos.
Neste diapasão, nos dias 15, 16 e 17 de setembro próximo, Curitiba será o palco de respeitáveis debates sobre questões morais e éticas referentes a importantes temas na área do Direito dos Animais. O I Congresso Brasileiro de Bioética e Direito dos Animais acontecerá no auditório da OAB/PR e é organizado pelo Instituto Abolicionista Animal, cuja sede encontra-se em Salvador, Bahia.
Este evento está moldado nos parâmetros dos Congressos Mundiais de Bioética e Direito dos Animais (World Conference on Bioethics and Animal Rights) que ocorreram em Salvador em 2008 e 2010 e não deixa de ser uma espécie de extensão destes eventos realizados na terra do Axé, porém focado prioritariamente no contexto brasileiro.
O Congresso primará, principalmente, pela qualidade da programação científica e dos renomados palestrantes, bem como pela veiculação de contribuições relevantes ao desenvolvimento científico, social e ambiental nacional.
Danielle Tetü Rodrigues
Doutora em Meio Ambiente e Desenvolvimento – UFPR
Vice-presidente do Instituto Abolicionista Animal
Coordenadora Geral do I Congresso Brasileiro de Bioética e Direito dos Animais
http://www.abolicionismoanimal.org.br/
Inscrições on line no site da OAB-PR 

Valor R$ 35,00

OAB-Ordem dos Advogados do Brasil-Seção do Paraná


Rua Brasilino Moura, 253 - Ahú

Curitiba - PR, 80540-340

(0xx)41 3250-5700


quinta-feira, 18 de agosto de 2011




Se macacos, ratos e demais animais 

usados nos experimentos são 

similares aos homens, 

não deveríamos submetê-los a 

experimentos; 

e, se não são suficientemente

similares, os experimentos 

serão inúteis.




Carlos Eduardo Lessa Brandão - São Paulo - SP


28.07.2011 - Seção Carta dos Leitores, 
Jornal O Globo

terça-feira, 16 de agosto de 2011

Polícia apreende mais de 300 aves exóticas em Itapecerica da Serra


Um homem foi surpreendido, às 22h30 do dia 8, com um carregamento de mais de 300 aves na altura do km 299 da rodovia Régis Bittencourt, em Itapecerica da Serra, na região metropolitana de São Paulo. A prisão foi realizada pela Polícia Rodoviária Federal.
Caixas de sapato com as aves / Foto: Divulgação Polícia Rodoviária Federal
“No interior do veículo, os policiais encontraram várias caixa de sapato contendo diversos pássaros. Havia cardeais, rei-dos-bosques, pintassilgos-portugueses e cardenilhas que são aves típicas de países de regiões do sul do continente, como Uruguai e Argentina.” – texto da matéria “Polícia apreende mais de 300 aves exóticas em Itapecerica da Serra” publicada pelo portal R7
Não bastasse o crime em si, vamos ao absurdo:
“Em uma das bolsas do motorista, os policiais encontraram ainda um boletim de ocorrência sobre o mesmo crime de  ocorrido há três dias no Rio Grande do Sul. Na ocasião ele havia sido flagrado com três filhotes de arara-canindé.
O homem também possui passagens na polícia pelos crimes de homicídio, receptação e formação de quadrilha. Ele foi autuado por tráfico de animais e maus tratos. As aves foram encaminhadas a um criadouro conservacionista, localizado em Juquitiba.” – texto da matéria do R7
Mais de 300 aves foram apreendidas / Foto: Divulgação Polícia Rodoviária Federal
Esse é o resultado da pena ridícula para quem é apanhado com animais silvestres (seja na posse ou traficando). O crime – artigo 29 da Lei 9.605/98 () – prevê pena de detenção entre 6 meses e um ano,  o que é de “menor potencial ofensivo”. Portanto o acusado responde o inquérito e o processo em liberdade e, em caso de condenação, a pena será revertida em cesta-básica ou atividade comunitária.
Além do artigo 29, o acusado também deveria responder por “introduzir espécie animal no País, sem parecer técnico favorável e licença expedida por autoridade competente (artigo 31_ e por maus-tratos (artigo 32) – todos crimes de “menor potencial ofensivo”. A matéria do R7 afirma que o homem foi autuado por tráfico de animais e maus-tratos, também não indicou se o sujeito foi liberado após o flagrante.
Para variar, as “aves foram encaminhadas a um criadouro conservacionista, localizado em Juquitiba.” (texto da matéria do R7) Você acha que o cativeiro delas acabou?
Engano. Agora só está começando uma longa e improvável jornada rumo à liberdade – afinal, as aves  têm de ser examinadas, recuperar a saúde, passar por longas etapas de readaptação à vida livre e ainda superar a burocracia e as dificuldades financeiras junto com àqueles que ficarem com a responsabilidade de soltá-las em seu ecossistema de origem (fora do Brasil).


Fonte: http://noticias.r7.com/sao-paulo/noticias/policia-apreende-mais-de-300-aves-exoticas-em-itapecerica-da-serra-20110809.html

Mansão em SP era depósito de quadrilha de tráfico de animais




Na mansão luxuosa em São Paulo onde se buscava o casal envolvido com a venda ilegal de animais silvestres pela internet, os fiscais do Ibama encontraram um verdadeiro depósito de pássaros, jacaré, cobras e até um lagarto alaranjado conhecido como Monstro de Gila, típico dos Estados Unidos. Na sala, a equipe se deparou com um gavião voando, na provável suíte do casal havia um aquário com jacaré. A cada novo quarto, mais animais foram localizados.

Era o início da Operação Arapongas, uma ação integrada entre o Ibama e a Polícia Federal que foi deflagrada no dia 10 de agosto para desarticular uma organização criminosa de tráfico e comércio ilegal de animais no Paraná, São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Bahia, Ceará e Paraíba.

Segundo a coordenadora da Operação pelo Ibama, Maria Luiza Souza, o instituto apreendeu até o momento 2.631 animais silvestres e a Polícia Federal executou sete mandados de prisão de envolvidos no tráfico e comércio de animais da fauna silvestre brasileira e exóticos. Com os presos foram encontrados jacarés, cobras, pererecas, gavião, falcão, passarinhos, lagartos, quati, aranhas, escorpiões, entre outros.

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Divulgação IBAMA
A investigação aponta que a quadrilha agia comercializando animais por meio de um site na Internet, no Brasil e no exterior. O site não tinha autorização do Ibama. Os investigados recebiam encomendas de todo e qualquer tipo de animais, como répteis, anfíbios, mamíferos e pássaros. Esses animais seriam obtidos por meio ilícito, como criadouros irregulares e captura de animais silvestres na natureza.




Venda ilegal pela Internet

A operação foi batizada com o nome da cidade paranaense Arapongas onde está sediada a empresa responsável pelo site http://www.zoopets.com.br, que oferecia bichos com pagamento parcelado em até 18 meses, sob a falsa propaganda de “Animais legalizados pelo Ibama” e com imagens dos animais.


As negociações sob investigação envolviam inclusive duas ONGS , uma de São Paulo e outra de Campina Grande, que se apresentavam como “defensores da natureza”. Ambas negociavam, reproduziam e vendiam animais. As investigações identificaram que para burlar os sistemas de controle ambiental, as ONGs reaproveitavam os microchips de animais mortos.

Na sede da ONG em São Paulo, a fiscalização do Ibama localizou cobra sem o dispositivo implantado para identificar a origem legal, conforme exige a legislação, e também microchips separados e notas fiscais. “A tentativa de ludibriar a fiscalização não prosperou. Quem se traveste de atividade legal para realizar tráfico de animais será alcançado em algum momento”, afirma o coordenador de fiscalização, Roberto Cabral.

As investigações começaram a partir da identificação do site da Zoopets, em outubro do ano passado. Durante as investigações, com vistas a comprovar a materialidade de crime, agentes do Ibama e da Policia Federal negociaram e receberam uma Tiriba (Pyrrhura perlata) de origem ilegal por R$ 700,00, entregue por via aérea com documentos fraudulentos.


O transporte de animais era feito por via aérea e os traficantes utilizam caixa com fundo falso, visando encobrir os animais ilícitos. Há indícios de biopirataria devido a esse procedimento e as espécies venenosas encontradas.

“Essa operação tem natureza emblemática e forte potencial de dissuasão aos traficantes de fauna, e está plenamente alinhada com os novos rumos da fiscalização ambiental federal”, afirmou o coordenador Geral de Fiscalização do Ibama, Bruno Barbosa, que acompanhou em São Paulo os trabalhos da Operação Araponga. Com informações do Ibama.




Fonte: http://www.observatorioeco.com.br/mansao-em-sp-era-deposito-de-quadrilha-de-trafico-de-animais/

domingo, 14 de agosto de 2011

Nossa Campanha de Adoção de 13.08.2011




Nossa Campanha foi um sucesso!

Queria muito agradecer a cada um que divulgou, que compartilhou, que falou com o amigo, com o vizinho, com o colega do trabalho. Aos que fizeram corrente positiva em pensamento e em orações, aos que mesmo de longe enviaram boas energias. Aos que através do seu gesto de adotar retiraram das ruas, dos lares temporários, dos abrigos um serzinho vivo, um animal de resgate.

A atrizes Debby Lagranha, Natália Soutto, de O Astro, e Josie Pessoa, que integrará o elenco de Fina Estampa marcaram presença e nos brindaram com suas belezas, simpatia e solidariedade. A elas nosso muito obrigado e nosso convite para voltarem nas próximas Campanhas.






Cliques Por Aí - 30 (Onofre Veras   AgNews)
                                                                                                        Foto: Onofre Veras/AgNews
A Atriz Josie Pessoa e a BBcat Pedrita que agora chama-se Valentina



Debby Lagranha visitou a feira de adoção. Foto: Onofre Veras/AgNews
                                                                 Foto: Onofre Veras/AgNews
A atriz Debby Lagranha e a cadela Maria Flor




Natália Soutto, atriz, dá carinho a um cãozinho preto com um lenço azul amarrado no pescoço. Uma fofura!
                                                                                                           Foto: Onofre Veras/AgNews
A atriz Natália Soutto e alguns dos muito filhotes.


As atrizes foram à feira incentivar a adoção de bichinhos abandonados, que também precisam de um lar que dê muito carinho para eles
                                                                                                         Foto: Onofre Veras/AgNews






Para quem quiser ver mais:










http://adocaocaes.wordpress.com/2011/08/12/rj-i%C2%AA-campanha-adote-um-peludo/


Tenho recebido muitos emails e visto muitos posts no Facebook  com relatos desencorajadores onde os personagens reais são gatos portadores de FIV e FeLV.
Fico horrorizada com a disseminação de informações erradas e com a condenação à morte de seres indefesos sem sequer uma chance de tratamento. Isso quando não são renegados ao quartinho de empregada ou ao banheirinho sem uso do quintal.

Compartilho este email, recebido em fevereiro deste ano.

Tirem suas conclusões!






MEU AMIGO AMARELO

Meu nome é Renato Velasco, sou fotógrafo e artista plástico.

Uma noite, estava saindo do meu atelier, em Laranjeiras, quando vi um gato branco com manchas amarelas. Ele veio em minha direção como se fosse meu conhecido, ficou roçando nas minhas pernas e miando, mas quando reparei, ele era pele e osso, todo sujo e com uma grande massa vermelha saindo pela boca. 


Fiquei chocado com a situação daquele animal, peguei-o no colo, voltei para o atelier, peguei uma casinha de transporte, coloquei-o   dentro  e fui direto para uma clínica veterinária que fica ali perto.
Chegando lá, fui fazer a ficha dele: Nome? Olhei para ele pelo buraco da casinha e vi seus dois imensos olhos amarelos. Respondi “Amarelo”, acabei de batizá-lo, idade? ..... Fiquei duas horas e meia para ser atendido mas, enfim, subi com ele.


A veterinária ficou horrorizada com a situação do bichano, sugeriu que ele ficasse internado no soro, porque estava desidratado,  colheu sangue para exames, e sugeriu que fosse feito também o teste FIV/FeLV.  
Fui concordando com tudo que ela dizia, mesmo sem saber direito. Ela pediu que ligasse no dia seguinte,  pois teria o atendimento de uma médica especializada em boca para ter um diagnóstico definitivo.

No dia seguinte, comecei a ligar às 11h, conforme ela disse, mas nada, liguei de hora em hora e não tinham ainda nada para me dizer. Ás 15h fui lá para ver o que estava acontecendo, esperei um pouco e fui atendido pela veterinária da véspera e pela dita especialista em boca.
Eu via nos olhares delas uma descrença enorme com relação ao Amarelo, mas o bichano, apesar de todo seu estado acabado, tinha uma enorme vontade de viver.

Aí vieram as conclusões: “Ele está com um tumor que se espalhou por toda sua boca e garganta, ele é FIV e não vejo muita chance para ele, acho que uma cirurgia seria muito difícil nas condições dele, sugiro que seja feita uma eutanásia". Meus olhos se encheram de lágrimas, olhei para o Amarelo, ele olhava para mim e miava pedindo “me tira daqui”. Foi realmente o que eu entendi naquele miado. Então vi que  era isso que eu tinha que fazer. Pedi que elas o colocassem na casinha e fechassem a conta; pedi também um relatório de tudo que tinha sido feito lá. 

Saí da clínica sem saber para onde ir ou o que fazer. Liguei para a veterinária que atende  meus gatos. Contei  a história e ela me falou da clínica Gatos & Gatos, em Botafogo.  Ela não sabia o nome da rua, mas me passou as coordenadas para chegar lá. Aí ela disse:  "Fica num casarão amarelo!” Olhei para o Amarelo e falei: “Amigo, senti um vento a nosso favor, vamos conhecer esse tal casarão amarelo”.

Chegamos lá e fomos atendidos rapidamente,  pois falei que era uma emergência. Fomos para um pré-atendimento com duas estagiárias que pesaram o Amarelo - ele estava pesando 2,700kg - e aí aconteceu uma coisa muito engraçada: elas abriram uma latinha de A/D e chegaram perto dele com uma colherinha para dar aos poucos, mas ele atacou a latinha e comeu-a em segundos, não sobrou nada. Aparentemente não deram nada para ele comer na outra clínica, foi a nossa conclusão.

A veterinária Adriana Neves chegou,  começou a examiná-lo e viu os exames que tinham sido feitos.

Ela pegou um livro e me mostrou várias fotos de bichos com aquelas inflamações na boca, mas nenhuma delas chegava perto das que estavam na boca do Amarelo. E deu o diagnóstico: “Ele está com uma gengivite crônica, que tomou os dois lados e parte da garganta; não são tumores, porque tumores não se alastram assim”. 

Havia sim um grande trabalho a ser feito, e deixou bem claro que também haveria riscos, até mesmo por ele ser FIV e estar muito debilitado. Mas uma esperança estava no ar. Ela prescreveu vários remédios, aplicou algumas injeções e disse que ele poderia ser tratado em casa, porque era desnecessária uma internação, além de ser muito cara. Na receita, ela colocou também o nome e o telefone da Sílvia, do Grupo Recomeço, que poderia me ajudar com os medicamentos.

Assumi assim cuidar do Amarelo. Levei-o para meu atelier, preparando uma verdadeira enfermaria. Liguei imediatamente para a Sílvia, que me recebeu com muito carinho e presteza, marcando para conversarmos  e começarmos o tratamento dele. Encontramo-nos no dia seguinte, quando ela já levou os medicamentos e se ofereceu para me ajudar. Ela ficou com ele nos finais de semana seguintes, porque eu estava trabalhando fora do Rio, me ajudou a aplicar as injeções, ofereceu seus gatos para transfusão de sangue,  sempre mimando o “bebê”, que é como ela chama o Amarelo.

Realmente foi e está sendo uma grande luta. Ele ficou  duas semanas sendo preparado para poder fazer a cirurgia. Finalmente, no dia 11/02 ele foi operado, uma cirurgia de alto risco. No dia anterior, ele tinha recebido uma transfusão do gato Nano (resgate do Recomeço para adoção), mas mesmo assim, no meio da cirurgia me ligaram da veterinária e disseram que ele estava com muita hemorragia e que teria que fazer mais uma transfusão com urgência. Liguei imediatamente para a Sílvia e fui correndo pegar mais dois gatos para levar e ver qual deles era compatível e transfundir. Ela separou o Pantera, que tinha ido no dia anterior, mas não foi preciso, e mais o Francisquinho, um lindo e enorme gato amarelo. Foi ele que salvou a vida do Amarelo. Depois de quase 4 horas, a cirurgia acabou e ele estava bem.


Agora ele está se recuperando rapidamente. Desde que começou o tratamento na Gatos&Gatos já engordou 650g e não pára de comer.

Depois desse sufoco todo, onde não medi esforços no tratamento do meu amigo Amarelo,  me vi enfiado em dívidas. Não me arrependo de cada centavo gasto ou que venha a ser gasto com ele. Está sendo muito recompensador vê-lo recuperar-se e tornar-se um lindo gato.
Renato Menezes Velasco


Obrigado, abraço e tudo de bom!


Renato  Velasco