quarta-feira, 3 de novembro de 2010

20 CONSELHOS de HARVARD & CAMBRIDGE

20 CONSELHOS de 
HARVARD & CAMBRIDGE




As universidades de Harvard e Cambridge publicaram recentemente um compêndio com 20 conselhos saudáveis para melhorar a qualidade de vida de forma prática e habitual.

1- Tomar um copo de suco de laranja diariamente para aumentar o ferro e repor a vitamina C.


2- Criar o hábito de salpicar canela no café (mantém baixo o colesterol e estáveis os níveis 
de açúcar no sangue).


3- Trocar o pãozinho tradicional pelo pão integral que tem quase 4 vezes mais fibra, 3 vezes mais zinco e quase 2 vezes mais ferro que tem o pão branco.


4- Habituar-se a mastigar os vegetais por mais tempo.
Isto aumenta a quantidade de químicos anticancerígenos liberados no corpo. Mastigar libera sinigrina. E quanto menos se cozinham os vegetais, melhor efeito preventivo têm.


5- Adotar a regra dos 80%:
Servir-se menos 20% da comida que ia ingerir evita transtornos gastrintestinais, prolonga a vida e reduz o risco de diabetes e ataques de coração.


6- O futuro está na laranja, que reduz em 30% o risco de câncer de pulmão.


7- Fazer refeições coloridas como o arco-íris.
Comer uma variedade de vermelho, laranja, amarelo, verde, roxo e branco em frutas e vegetais, cria uma melhor mistura de antioxidantes, 
vitaminas e minerais.


8- Comer pizza.
Mas escolha as de massa fininha. O Licopene, um antioxidante dos tomates pode inibir e ainda reverter o crescimento dos tumores; e ademais é melhor absorvido pelo corpo quando os tomates estão em molhos para massas ou para pizza.


9- Limpar sua escova de dentes e trocá-la regularmente.
As escovas podem espalhar gripes e resfriados e outros germes. Assim, é recomendado lavá-las com água quente pelo menos quatro vezes à semana (aproveite o banho no chuveiro), sobretudo após doenças quando devem ser mantidas separadas de outras escovas.


10- Realizar atividades que estimulem a mente e fortaleçam sua memória...
Faça alguns testes ou quebra-cabeças, palavras-cruzadas, aprenda um idioma, alguma habilidade nova...Leia um livro e memorize parágrafos.


11- Usar fio dental e não mastigar chicletes.
Acreditem ou não, uma pesquisa deu como resultado que as pessoas que mastigam chicletes têm mais possibilidade de sofrer de arteriosclerose, pois tem os vasos sanguíneos mais estreitos, o que pode preceder a um ataque do coração. Usar fio dental pode acrescentar seis anos a sua idade biológica porque remove as bactérias que atacam aos dentes e o corpo..


12- Rir.
Uma boa gargalhada é um 'mini-workout', um pequeno exercício físico: 100 a 200 gargalhadas equivalem a 10 minutos de corrida. Baixa o estresse e acorda células naturais de defesa e os anticorpos.


13- Não descascar com antecipação.
Os vegetais ou frutas, sempre frescos, devem ser cortados e descascados na hora em que forem consumidos. Isso aumenta os níveis de nutrientes contra o câncer.


14- Ligar para seus parentes/pais de vez em quando.
Um estudo da Faculdade de Medicina de Harvard concluiu que 91% das pessoas que não mantém um laço afetivo com seus entes queridos, particularmente com a mãe, desenvolvem alta pressão, alcoolismo ou doenças cardíacas em idade temporã.


15- Desfrutar de uma xícara de chá.
O chá comum contém menos níveis de antioxidantes que o chá verde, e beber só uma xícara diária desta infusão diminui o risco de doenças coronárias.Cientista s israelenses também concluíram que beber chá aumenta a sobrevida depois de ataques ao coração.


16- Ter um animal de estimação.
As pessoas que não têm animais domésticos sofrem mais de estresse e visitam o médico regularmente, dizem os cientistas da Cambridge University. Os mascotes fazem você sentir se otimista, relaxado e isso baixa a pressão do sangue. Os cães são os melhores, mas até um peixinho dourados pode causar um bom resultado.


17- Colocar tomate ou verdura frescas no sanduíche.
Uma porção de tomate por dia baixa o risco de doença coronária em 30%, segundo cientistas da 
Harvard Medical School.


18- Reorganizar a geladeira.
As verduras em qualquer lugar de sua geladeira perdem substâncias nutritivas, porque a luz artificial do equipamento destrói os flavonóides que combatem o câncer que todo vegetal tem. Por isso é melhor usar á área reservada a ela, aquela caixa bem embaixo.


19- Comer como um passarinho.
A semente de girassol e as sementes de sésamo nas saladas e cereais são nutrientes e antioxidantes. E comer nozes entre as refeições 
reduz o risco de diabetes.


20- E... por último, um mix de pequenas dicas para alongar a vida:


- comer chocolate.
Duas barras por semana estendem um ano a vida. O amargo é fonte de ferro, magnésio e potássio.


- pensar positivamente.
Pessoas otimistas podem viver até 12 anos mais que os pessimistas, que ademais pegam gripes e resfriados mais facilmente.


- ser sociável.
Pessoas com fortes laços sociais ou redes de amigos têm vidas mais saudáveis que as pessoas solitárias ou que só têm contato com a família. 


- conhecer a si mesmo.
Os verdadeiros crentes e aqueles que priorizam o 'ser' sobre o 'ter' têm 35% de probabilidade de viver mais tempo.




Uma vez incorporados, os conselhos, facilmente tornam-se hábitos...


É exatamente o que diz uma certa frase de Sêneca:'


“ Escolha a melhor forma de viver e o costume a tornará agradável.”

Advogados, Veterinários e Proteção Animal

Advogados, Veterinários e Proteção Animal

Crueldade com cavalos em Massachusetts (EUA), em 1868, deu origem a movimento para prevenir maus-tratos a animais 




Em março de 1868 uma cena chocante mudaria para sempre a vida e o destino dos animais em Massachusetts, Estados Unidos. O fato ocorreu em uma prova de velocidade e resistência, na qual dois cavalos, saudáveis e fortes, foram brutalmente colocados em uma disputa impossível: correr, e cada um deles carregando o excessivo peso de dois “esportistas”, um trajeto de 40 milhas (cerca de 65 km) por acidentadas e irregulares estradas de terras americanas. A competição, como não poderia deixar de ser, terminou na forma trágica: os dois animais, exauridos até o último fôlego, não resistindo ao esforço, morreram. A notícia foi divulgada nos principais jornais da região.

Entre as inúmeras pessoas que ficaram sabendo da atrocidade, destacou-se George Thorndike Angell, na época respeitado advogado criminalista. Inconformado com a crueldade, Angell imediatamente publicou uma carta de protesto no Boston Daily Advertiser. Entre inúmeras consequências, o clamor do advogado americano chamou a atenção da influente bostoniana Emily Appleton. Menos de um mês depois da publicação de seu texto, Angell, apoiado por Aplleton e outros 1,2 mil cidadãos locais, fundaria a Sociedade Massachusetts para Prevenção da Crueldade contra os Animais (MSPCA, na sigla em inglês), da qual seria o primeiro presidente. Fizeram parte da primeira diretoria proeminentes personalidades como John Quincy Adams II e Raph Waldo Emerson.
(...)
Rapidamente a idéia se espalhou e surgiram leis e associações similares no país inteiro. George T. Angell destacou-se também por sua atuação na “humane education”, filosofia e ação que tinha, por objetivo ensinar e despertar nas pessoas de todas as idades, mas principalmente nas crianças, os princípios de bondade, compaixão e respeito por todas as formas de vida.

Seu sucessor, foi o veterinário e pastor batista Francis H. Rowley, que assumiu a presidência da MSPCA em 1910. (...)



revista
Scientific American Brasil, maio/2010
Seção Observatório
Por Nelson Aprobato Filho*



*Nelson Aprobato Filho é doutor em história pela Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da Universidade de São Paulo com a tese O couro e o aço. Sob a mira do moderno: a “aventura” dos animais pelos “jardins” da Pauliceia, final do século XIX / início do XX, defendida em 2007. Autor do livro Kaleidosfone




GATIZE-SE, IRMÃO, GATIZE-SE!

José Leão de Carvalho

(Trabalhava com transformações culturais. Foi presidente e fundador do Instituto

Latino-Americano de Ciências Cognitivas e Estratégia - ILACE)



É frequente, após um dos nossos cursos, alguém me pedir para que lhe recomende uma suplementação para humanizar o dia-a-dia. Variando de pessoa para pessoa, até sugiro algum curso, atividade ou assistência que me pareça adequar-se às necessidades de que a pessoa tenha consciência.

A todos, porém, costumo recomendar o que há de mais eficaz para o processo de recontacto com a sensibilidade básica de cada um. É adotar um gato.

Não só adotar. Procurar conviver e comunicar-se com. Comunicar-se é primeiro escutar. Entender.

- Ah, Leão, você está sendo radical!

Estou sim. Humanizar-se, reconquistar a sensibilidade em relação ao outro, exige uma iniciativa radical. E esta não se concretiza através de livros e cursos, mas de experiências simples e primárias.

Para começo de conversa, toda criança deveria receber um gato para cuidar. E ser observada em sua capacidade de amar e ser amada por esse animal-teste. É verdade que em alguns casos a criança também deveria receber outro pai, outra mãe e, principalmente, outra babá e outra avó. Refiro-me àqueles casos em que um adulto de espírito asmático, com a fobia de que a criança poderia apanhar bronquite com o felino, conspira para que não se realize a convivência com o animal pedagogo.


Vou mais longe. Proponho uma lei para o mundo civilizado: só pode ser pai ou mãe quem antes tiver sido aprovado por um gato após um estágio de 2 anos. Médico, então, só recebe o brevê após uma convivência harmônica e comunicante de 5 anos. Se for psiquiatra ou psicanalista, de 10 anos. E a canonização dos santos vai ter que ser renegociada com a Cúria de Roma: a preliminar de santidade vai exigir que o candidato tenha convivido com pelo menos 20 gatos de ambos os sexos ao longo de 10 anos e haver conseguido meia dúzia de curas de enfermidades em gatos de rua.

Para presidente da República, não há o que fazer. A imprensa é contra os gatos, pobres e oposicionistas de fato. Já pensou um gato no Planalto? O pobrezinho morreria de inanição afetiva. Pior só na FIESP. Mudemos rápido de ambiente.

Mas bem que eu votaria num candidato que tivesse coragem de instalar um gatil em cada centro de decisões.

A esta altura, você já deve estar perguntando: "Por que tem de ser gato? Não pode ser cachorro, cavalo ou papagaio?"



Estes animais são muito simpáticos, mas não atendem à finalidade. Todos esses animais em alguma medida se domesticam: noutras palavras, abrem mão de parte da sua animalidade para se "humanizar". O gato não. Este jamais concede em sua gatidade. Você é que tem de gatizar-se. E este é o exercício fundamental.

A coerência dos gatos com a sua animalidade não abre espaços para concessões de qualquer natureza. Desta "pedagogia através dos felinos" estamos todos carentes. Lidar com um Outro a quem temos de escutar, um Outro que não negocia com nosso narcisismo e não se esforça para atender aos nossos rompantes e ruídos.

- Muito chato, dirá alguém que não queira sair de sua ereta "humanidade".

Chato não diria. Talvez exija algum esforço, alguma quebra de paradigmas. Mas as conquistas podem ser surpreendentes.

Sem querer incorrer em discriminações anticonstitucionais, devo admitir que algumas pessoas jamais conseguirão gatizar-se. Para estas é particularmente difícil humanizar-se.

Os álibis para afastar-se dos gatos são muitos. Soltam pêlos, fazem sujeira, provocam alergia, dão azar. Mistura de desinformação com burrice medieval.


O gato solta pêlos quando está nervoso ou assustado. Se o seu gato estiver soltando pêlos, dê uma olhada no ambiente.

O gato cumpre rituais genéticos de limpeza, em contraste com os humanos, que só agem com higiene se forem educados e vigiados. Limpeza é tão importante para o gato que, como deferência, ele se limpa diante da pessoa a quem ama.

É remota a possibilidade de um gato provocar alergia. Para não magoar o eventual queixoso, a gente evita dizer-lhe que seria mais produtivo se ele investigasse melhor sua história de alergias.

Os antigos egípcios É que trouxeram para o ambiente doméstico essa espécie até então selvagem. E trouxeram-na por admirar-lhe as posturas e virtudes "divinas". Há muito o que aprender e mimetizar nesse felino. Mas uma das gosmas mentais produzidas na idade média cristã foi a satanização do gato. Ainda hoje existem umas bestas bípedes que esquartejam gatos pretos em sacrifício, dando continuidade em sua classe social ao obscurantismo chique dos esotéricos e zodiacais da elite ignara.


Para mais alguma coisa serve a presença do gato em nossas casas: para sabermos quem são as pessoas com quem convivemos. Elas nos dizem isso muito claramente. E acrescento: os gatos em nossa civilização também servem para outras identificações em um nível mais amplo. Ou seja, os humanos se dividem entre os que são capazes e os que não são capazes de gostar de gatos. Significativamente, por exemplo, os primeiros conseguem operar mais facilmente com mudanças relacionais.

terça-feira, 2 de novembro de 2010

“A pesquisa científica com animais é uma falácia”, diz o médico Ray Greek

“A pesquisa científica com animais é uma falácia”, diz o médico Ray Greek


Médico americano afirma que a pesquisa com animais atrasa o avanço do desenvolvimento de remédios


Marco Túlio Pires


"As drogas deveriam ser testadas em computadores, depois em tecido humano e daí sim, em seres humanos. Empresas farmacêuticas já admitiram que essa será a forma de testar remédios no futuro."

Ray Greek
Arquivo Pessoal



Ray Greek

Há 20 anos, Ray Greek abandonou o consultório para convencer a comunidade científica de que a pesquisa com animais para fins médicos não faz sentido. Greek é autor de seis livros, nos quais, sem recorrer a argumentos éticos ou morais, tenta explicar cientificamente como a sua posição se sustenta. Em 2003 escreveu Specious Science: Why Experiments on Animals Harm Humans (Ciência das Espécies: Por que Experimentos com Animais Prejudicam os Humanos, ainda não publicado no Brasil) e o mais recente em 2009: FAQs About the Use of Animals in Science: A Handbook for the Scientifically Perplexed (Perguntas e Respostas Sobre o Uso de Animais na Ciência: Um Manual Para os Cientificamente Perplexos). Ele garante que sua motivação não é salvar os animais, mas analisar dados científicos. 

Além disso, Greek uniu esforços com outros médicos americanos e fundou a Americans for Medical Advancement, uma organização sem fins lucrativos que advoga métodos alternativos ao modelo animal. Em entrevista para VEJA, ele diz porque, na opinião dele, a pesquisa com animais para o desenvolvimento de remédios não é necessária.

O senhor seria cobaia de uma pesquisa que está desenvolvendo algum remédio?
Claro. Se a pesquisa estivesse sendo conduzida eticamente eu seria voluntário. Milhares de pessoas fazem isso todos os dias. Por vezes elas doam tecido para que possamos aprender mais sobre uma doença, em outros momentos ingerem novos remédios para o tratamento de doenças na esperança que a nova droga apresente alguma cura.

E se o medicamento nunca tivesse sido testado em animais?
A falácia nesse caso é de que devemos testar essas drogas primeiro em animais antes de testá-las em humanos. Testar em animais não nos dá informações sobre o que irá acontecer em humanos. Assim, você pode testar uma droga em um macaco, por exemplo, e talvez ele não sofra nenhum efeito colateral. Depois disso, o remédio é dado a seres humanos que podem morrer por causa dessa droga. Em alguns casos, macacos tomam um remédio que resultam em efeitos colaterais horríveis, mas são inofensivos em seres humanos. O meu argumento é que não interessa o que determinado remédio faz em camundongos, cães ou macacos, ele pode causar reações completamente diferentes em humanos. Então, os teste em animais não possuem valor preditivo. E se eles não têm valor preditivo, cientificamente falando, não faz sentido realizá-los.

Mas todos os remédios comercializados legalmente foram testados em animais antes de seres humanos. Este não é um caminho seguro?
Definitivamente não. As estatísticas sobre o assunto são diretas. Inclusive, muitos cientistas que experimentam com animais admitiram que eles não têm nenhum valor preditivo para humanos. Outros disseram que o valor preditivo é igual a uma disputa de cara ou coroa. A ciência médica exige um valor que seja de pelo menos 90%. 

Esses remédios legalmente comercializados e que dependeram de pesquisas científicas com animais já salvaram milhões de vidas...
A indústria farmacêutica já divulgou que os remédios normalmente funcionam em 50% da população. É uma média. Algumas drogas funcionam em 10% da população, outras 80%. Mas isso tem a ver com a diferença entre os seres humanos. Então, nesse momento, não temos milhares de remédios que funcionam em todas as pessoas e são seguros. Na verdade, você tem remédios que não funcionam para algumas pessoas e ao mesmo tempo não são seguros para outras. A grande maioria dos remédios que existe no mercado são cópias de drogas que já existem, por isso já sabemos os efeitos sem precisar testar em animais. Outras drogas que foram descobertas na natureza e já são usadas por muitos anos foram testadas em animais apenas como um adendo. Além disso, muitos remédios que temos hoje foram testados em animais, falharam nos testes, mas as empresas decidiram comercializar assim mesmo e o remédio foi um sucesso. Então, a noção de que os remédios funcionam por causa de testes com animais é uma falácia. 

Se isso fosse verdade os cientistas já teriam abandonado o modelo animal. Por que isso não aconteceu ainda? 
Porque o trabalho deles depende disso. Nos Estados Unidos, a maior parte da pesquisa médica é financiada pelo Instituto Nacional de Saúde [NIH, em inglês]. O orçamento do NIH gira em torno de 30 bilhões de dólares por ano. Mais ou menos a metade disso é entregue a pesquisadores que realizam experimentos com animais. Eles têm centenas de comitês e cada comitê decide para onde vai o dinheiro. Nos últimos 40 anos, 50% desse dinheiro vai, anualmente, para pesquisa com animais. Isso acontece porque as próprias pessoas que decidem para onde o dinheiro vai, os cientistas que formam esses comitês, realizam pesquisas com animais. O que temos é um sistema muito corrupto que está preocupado em garantir o dinheiro de pesquisadores versus um sistema que está preocupado em encontrar curas para doenças e novos remédios.

Onde estaria a medicina se não fosse a pesquisa com animais?
No mesmo lugar em que ela está hoje. A maioria das drogas é descoberta utilizando computadores ou por meio da natureza. As drogas não são descobertas utilizando animais. Elas são testadas em animais depois que são descobertas. Essas drogas deveriam ser testadas em computadores, depois em tecido humano e daí sim, em seres humanos. Empresas farmacêuticas já admitiram que essa será a forma de testar remédios no futuro. Algumas empresas já admitiram inúmeras vezes em literatura científica que os animais não são preditivos para humanos. E essas empresas já perderam muito dinheiro porque cancelaram o desenvolvimento de remédios por causa de efeitos adversos em animais e que não necessariamente ocorreriam em seres humanos. Foram bilhões de dólares perdidos ao não desenvolver drogas que poderiam ter dado certo.

Como as pesquisas deveriam ser conduzidas?
Deveríamos estar fazendo pesquisa baseada em humanos. E com isso eu quero dizer pesquisas baseadas em tecidos e genes humanos. É daí que os grandes avanços da medicina estão vindo. Por exemplo, o Projeto Genoma, que foi concluído há 10 anos, possibilitou que muitos pesquisadores descobrissem o que genes específicos no corpo humano fazem. E agora, existem cerca de 10 drogas que não são receitadas antes que se saiba o perfil genético do paciente. É assim que a medicina deveria ser praticada. Nesse momento, tratamos todos os seres humanos como se fossem idênticos, mas eles não são. Uma droga que poderia me matar pode te ajudar. Desse modo, as diferenças não são grandes apenas entre espécies, mas também entre os humanos. Então, a única maneira de termos um suprimento seguro e eficiente de remédios é testar as drogas e desenvolvê-las baseados na composição genética de indivíduos humanos. Para se ter uma ideia, a modelagem animal corresponde a apenas 1% de todos os testes e métodos que existem. Ou seja, ela é um pedaço insignificante do todo. O estudo dos genes humanos é uma alternativa. Quando fazemos isso, estamos olhando para grandes populações de pessoas. Por exemplo, você analisa 10.000 pessoas e 100 delas sofreram de ataque cardíaco. A partir daí analisamos as diferenças entre os genes dos dois grupos e é assim que você descobre quais genes estão ligados às doenças do coração. E isso está sendo feito, porém, não o bastante. Há também a pesquisa in vitro com tecido humano. Virtualmente tudo que sabemos sobre HIV aprendemos estudando tecido de pessoas que tiveram a doença e por meio de autópsias de pacientes. A modelagem computacional de doenças e drogas é outra saída. Se quisermos saber quais efeitos uma droga terá, podemos desenvolvê-la no computador e simular a interação com a célula.

Mas ainda não temos informações suficientes para simular o corpo humano no computador...
Temos sim. Não temos informações suficientes para criar 100% do corpo humano e isso não vai acontecer nos próximos 100 anos. Mas não precisamos de toda essa informação. O que precisamos é saber como e do que um receptor celular é constituído — isso já sabemos — e a partir daí podemos desenvolver, no computador, remédios baseados nas leis da química que se encaixem nesses receptores. Depois disso, a droga é testada em tecido humano e depois em seres humanos. Antes disso acontecer, contudo, muitos testes são feitos in vitro e em tecidos humanos até chegar em um voluntário humano.

Um computador não é um sistema vivo completo. Como é possível garantir que essa droga, que nunca foi testada em animais, não será nociva aos seres humanos?
A falácia nesse argumento é que os macacos e camundongos, por exemplo, são seres vivos, mas não são seres humanos intactos. E esse argumento seria muito bom, se ele não fosse tão ruim. Drogas são testadas em macacos e camundongos intactos por quase 100 anos e não há valor preditivo no sentido de dizer quais serão os efeitos da droga no ser humano. O que essas pesquisas têm feito, na verdade, é verificar o que essas drogas causam em macacos e em seres humanos separadamente e não há relação. Por isso, o que dizem é meramente retórico, não há nenhuma base científica.

O senhor já fez experimentos com animais. O que o fez mudar de ideia?
Meu posicionamento mudou apenas uma década depois que terminei a faculdade de medicina. Minha esposa é veterinária e comecei a notar como tratávamos nossos pacientes de maneira muito diferente. Comecei a notar também que alguns remédios funcionam muito bem em animais, mas não funcionam em humanos e algumas drogas funcionam em humanos, mas não podem ser usadas em cães, mas podem ser usadas em gatos e assim por diante. Não estou dizendo que os animais e os humanos são exatamente opostos, não é isso. Eles têm muito em comum.

A semelhança genética de 90% entre humanos e camundongos não é suficiente? 
Aparentemente não. Porque os dados científicos dizem que não. Não me interessa se somos suficientemente semelhantes aos animais para fazer testes neles ou não. A minha interpretação é científica. E a ciência diz que não somos. Na minha experiência clínica isso é verdade porque não conseguimos prever nem quais serão os efeitos de um remédio no seu irmão, realizando testes em você. Algumas drogas que você pode tomar, seu irmão não pode, por exemplo. Contudo, eu não sou contra todo tipo de experimento com animais. É possível recorrer aos animais para utilização de algumas partes. Por exemplo, podemos utilizar a válvula cardíaca de um porco para substituir a de seres humanos. Além disso, é possível cultivar vírus, insulina, mas isso não é pesquisa. O fracasso está em utilizar modelos animais para prever o que irá acontecer com um ser humano. Um ótimo exemplo disso é a Aids. Os animais não desenvolvem essa doença, de jeito nenhum. Eles sofrem de doenças parecidas com a Aids, mas por causa de vírus completamente diferentes. E os sintomas são muito diferentes dos manifestados em pacientes aidéticos. Por isso, não há correlação.

O senhor é contra o eventual sacrifício de animais em pesquisas científicas com o objetivo de salvar milhões de vidas humanas? 
Eu não tenho nenhum problema com isso. Meu problema com pesquisa animal não é de cunho ético e sim, científico. É como dizer que estamos em um cruzeiro atravessando o oceano Atlântico e um indivíduo cai na água e está se afogando. Ele precisa é de um salva-vidas mas não temos nenhum, então vamos arremessar 1.000 cães na água. Por que arremessar os cães na água já que eles não vão salvar a vida da pessoa? Você pode construir um argumento ético dizendo que é aceitável afogar esses cães mas o que eu quero dizer é que a pessoa precisa de um salva-vidas e não 1.000 cães afogados. E é exatamente isso que estamos fazendo com a pesquisa animal. Estamos matando cães pelo bem de matar cães. Não porque matá-los irá trazer a cura para doenças como a Aids ou o Alzheimer.

http://veja.abril.com.br/noticia/ciencia/%E2%80%9Ca-pesquisa-cientifica-com-animais-e-uma-falacia%E2%80%9D-diz-o-medico-ray-greek


domingo, 31 de outubro de 2010

Um dia a gente entende...



Um dia a gente entende...





Que é errando que se aprende

Que envelhecer não significa deixar de ser criança

Que o silêncio é a melhor resposta quando ouvimos uma bobagem

Que ganhar dinheiro não é prioridade em toda profissão

Que os sonhos estão aí para serem alcançados

Que amigos a gente conquista mostrando o que somos

Que os verdadeiros amigos estão ao nosso lado até o fim

Que a maldade muitas vezes se esconde atrás de uma bela face.

Que não se espera a felicidade chegar, mas se procura por ela

Que quando pensamos saber tudo descobrimos que temos muito a aprender

Que a natureza é a coisa mais bela da vida

Que amar significa se dar por inteiro

Que um só dia pode ser mais importante do que muitos anos

Que se pode confessar com DEUS

Que é possível viajar além do infinito

Que ouvir uma palavra de carinho faz bem a saúde

Que um gesto de amor sempre aquece o coração

Que o julgamento alheio não é importante

Que devemos ser criança a vida toda

Que é preciso cultivar a paz interior

Que sonhar é preciso

E que o mais importante de tudo....

é que somos livres para nossas escolhas.

Aproveite ao máximo cada instante de sua vida, pois ela é única.

Nunca se esqueça de que tudo passa, as alegrias, as tristezas... só o que não passa é o amor que cultivamos e dividimos com o próximo. 

 
Lilyan Passini

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segunda-feira, 11 de outubro de 2010

Comissão do Senado aprova projeto em prol de cães e gatos que vivem nas ruas

Comissão do Senado aprova projeto em prol de cães e gatos que vivem nas ruas


Cães abandonados nas ruas vivem em péssimas condições, com fome, com doenças, com sofrimento e expostos ao frio e à chuva.
Foi aprovado, na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado Federal, o Projeto de Lei da Câmara 4/2005, que versa sobre o controle de natalidade de cães e gatos que vivem nas ruas.



De autoria do deputado federal Affonso Camargo (PSDB/PR), o PLC 4/2005 propõe a vacinação sistemática, captura e esterilização de animais, assim como a educação para a posse responsável. Uma vez aprovado, esse projeto será um grande passo em direção a uma política mais humanitária e eficaz de controle populacional. 



Entenda o problema

No Brasil há milhões de cães e gatos desabrigados, e grande parte deles foi abandonada por seus donos. Nas ruas, se reproduzem de forma indiscriminada e vivem em péssimas condições: passam fome, contraem doenças, sofrem maus-tratos, e ficam expostos ao frio e à chuva.
Além de problemas relacionados ao bem-estar animal, a questão do controle populacional também se relaciona a fatores de saúde pública: o aumento do número de animais nas ruas, não vacinados e não assistidos, é elemento facilitador para disseminação de doenças.
Por outro lado, a atual política de controle populacional do governo brasileiro, que consiste na captura e sacrifício de animais, se mostra ineficaz. O método utilizado é comprovadamente ineficiente, sendo mais oneroso para os cofres públicos em longo prazo, uma vez que a taxa de natalidade acaba sendo maior que a taxa de eliminação.
A própria Organização Mundial da Saúde (OMS) considera inapropriada e dispendiosa a política de captura e extermínio dos animais para o controle de zoonoses – doenças transmitidas às pessoas pelos animais. 



Tramitação do PLC 4/2005

O PLC é originário da Câmara dos Deputados (Projeto de Lei 1376/2003), onde já foi aprovado pela Comissão de Seguridade Social e Família (CSSF), e pela Comissão de Constituição, Justiça e de Cidadania (CCJC).
No Senado, foi aprovado pela CCJC, pela CAE e segue agora para a Comissão de Assuntos Sociais (CAS). Posteriormente, irá para votação no Plenário dessa Casa Legislativa e, se aprovado, será encaminhado para a sanção presidencial.


Definição da Palavra TENSO






DEFINIÇÃO DA PALAVRA 



TENSO



sábado, 9 de outubro de 2010

10º Mandamento da Guarda Responsável

10º Mandamento da Guarda Responsável





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9º Mandamento da Guarda Responsável

9º Mandamento da Guarda Responsável







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VENDA E EXIBIÇÃO PÚBLICA DE ANIMAIS SERÃO PROIBIDAS NO ESTADO

VENDA E EXIBIÇÃO PÚBLICA DE ANIMAIS SERÃO PROIBIDAS NO ESTADO


07/10/2010 - 17:23 -  A venda de animais em locais públicos poderá ser proibida. A Alerj aprovou, em segunda discussão, nesta quinta-feira (07/10), o projeto de lei do deputado Edson Albertassi (PMDB), que proíbe o comércio e a exposição de animais nestas condições


A exposição e venda de animais em locais públicos serão proibidas no estado. A Assembleia Legislativa do Rio (Alerj) aprovou, em segunda discussão, nesta quinta-feira (07/10), o projeto de lei 2.855-A/05, do deputado Edson Albertassi (PMDB), que proíbe o comércio e a exposição de animais nestas condições, a menos que haja um médico veterinário presente. O texto também determina que a temperatura seja adequada. “A venda e a exposição dos animais em locais impróprios têm causado grande sofrimento aos bichos, pois eles não recebem o tratamento adequado. Na maioria das vezes, ficam expostos a chuva, vento, frio, sol e calor, além da falta de higiene e de alimentação adequada. O nosso objetivo é garantir que os direitos dos animais sejam respeitados, pois são seres vivos e devem ser tratados com dignidade”, diz o autor da proposta, que determinou ainda que os expositores disponibilizem água e alimentação adequada. O texto será enviado para o governador , que terá 15 dias para sancionar ou vetar a proposta.



texto de Fernanda Porto


Fonte:http://www.alerj.rj.gov.br/

8º Mandamento da Guarda Responsável

8º Mandamento da Guarda Responsável




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